O Homem do Futuro (Cinema Nacional 2011):

Salve Nosetmaníaco, eu sou o Marcelo Moura e hoje indico esse ótimo filme de ficção e comédia nacional.

O Homem do Futuro (2011):

Direção Cláudio Torres, produção Tatiana Quintella, Cláudio Torres e Conspiração Filmes, produção executiva Eliana Soarez e Pedro Buarque de Hollanda, roteiro Cláudio Torres, elenco Wagner Moura, Alinne Moraes, Gabriel Braga Nunes, Maria Luisa Mendonça e Fernando Ceylão. O Homem do Futuro é um filme brasileiro de 2011 de ficção científica e comédia romântica, lançado nos cinemas pela Globo Filmes, Wagner Moura regravou a canção “Creep” da banda britânica de rock alternativo Radiohead para compor a trilha sonora do filme.

Sinopse: Em 2011, João “Zero”, é um físico brilhante mas passa os dias meditando sobre a fatídica noite de 20 anos atrás, onde publicamente foi traído e humilhado em uma festa de faculdade por sua namorada. Embora esteja dirigindo um dos maiores projetos científicos no Brasil, suas excentricidades e birras deixam à beira de ser demitido por sua colega de faculdade e patrocinadora atual, Sandra. Auxiliado pelo melhor amigo e colega cientista Otávio, Zero ativa a máquina inacabada que desenvolveu para garantir sua energia, bem como uma nova fonte de energia sustentável para a humanidade. Para sua surpresa, a reação causada pela máquina prova que é capaz de abrir uma ponte para o passado, levando-o até o ano de 1991, no meio de uma noite traumática em que a bela Helena o deixou pelo popular playboy Ricardo. Ele, então, vê que a mudança dos fatos pode ser mais difícil e confusa do que parece. Voltando a um presente alterado, Zero descobre que seu eu mais jovem usou seu conhecimento sobre o futuro para se tornar um empresário poderoso e corrupto, ainda mais separado de Helena. Sua única alternativa é voltar ao passado mais uma vez e impedir-se de alterar o presente ao tentar evitar paradoxos do tempo causada pela presença de três versões de si mesmo em 1991.

Críticas: Por que amamos tanto os filmes americanos de ficção e europeus de terror, mas quando temos um trabalho de qualidade de cinema nacional, desprezamos de maneira infantil. Faltou pouco mesmo para O Homem do Futuro ser um sucesso de ficção e humor do cinema nacional, mas gostamos mesmo é de filmes brasileiros com humor duvidoso no pior estilo Zorra Total ou aqueles dramas sobre a vida de personalidades brasileiras onde a pobreza e a sobrevivência impera. Se até a África sabe fazer filmes de ficção como Chappie e Distrito 9, filmes reconhecidos no mundo todo, por que nós não? O Homem do Futuro segue no roteiro o estilo da clássica franquia De Volta para o Futuro do mega diretor e produtor Steven Spielberg, o filme de Wagner Moura e do diretor Claudio Torres conta as aventuras de um cientista brasileiro através dos paradoxos do tempo de uma maneira extremamente bem humorada. Mas qual o problema de ser americanizado demais, este tipo de crítica que mais ouvi e li não faz jus a bela obra feita pelo diretor Claudio Torres (A Mulher Invisível 2009) e a atuação dinâmica do nosso Mcfly brasileiro Moura, então não há explicação do porque este filme não atingiu a casa mínima dos R$ 30 milhões, talvez, volto a dizer, nosso marketing não esteja a altura dos filmes americanos e pagamos por isso nos cinemas uma vez mais. Com um orçamento de R$ 8 milhões, ficou a baixíssima receita de R$ 11.420.851,00 e o filme ficou fora de não só uma possível franquia recordista brasileira sem ser de comédia, quando de do mercado cinematográfico brasileiro, então ficamos só com Robocop e Elysium mesmo, piada de mal gosto de quem vos escreve e sofre com o cinema nacional.

Curiosidades: O Homem do Futuro recebeu avaliações positivas dos críticos especializados. Francisco Russo intitulou sua critica como “tipicamente Americano”, deu 3 de 5 estrelas ao filme e publicou no website AdoroCinema que o filme ” é muito bem produzido, desde os competentes efeitos especiais até o grandioso cenário construído para o laboratório da máquina do tempo. Há um apuro no figurino, de forma a ambientar os personagens em 1991 e também no futuro alternativo desenhado pelas mudanças provocadas por Zero. Só que, por outro lado, o roteiro segue a estrutura esquemática das comédias americanas, com situações mal explicadas abandonadas no decorrer da trama. Os furos presentes quando Zero retorna ao presente incomodam”. Outro critico do mesmo website elogiou a atuação de Wagner Moure e Alinne. No entanto, relatou que “o mesmo não pode ser para Fernando Ceylão, que é totalmente apagado e sem vida diante da dupla, que fez uma bela sequência de apelo romântico e sensual”. O crítico também escreveu que “o DNA de Cláudio Torres está também na escolha da trilha sonora de qualidade”. Thiago Siqueira do Cinema com Rapadura, relatou que “em seu terceiro o diretor e roteirista Cláudio Torres volta a investir no fantástico, desta vez enveredando pelo terreno da ficção científica e se saindo muito bem nesta nova empreitada”. Siqueira também concordou com outros críticos do AdoroCinema, sobre a trilha sonora, e ainda disse que “Tempo Perdido do Legião Urbana, que ganha uma versão muito bem executada dentro do filme”.  O filme estreou em terceiro lugar e terminou sua primeira semana com 190.259 ingressos vendidos em todo o Brasil, com uma receita de R$ 2.101.512,00 sendo considerado abaixo do que esperado. Em sua quinta semana em cartaz, o filme encerrou com 1.019.665 expectadores, assim com uma receita de R$ 11.420.851,00.

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