Social Comics - A Maldição de Boa Fortuna - NoSet
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Social Comics – A Maldição de Boa Fortuna

  • Introdução 

A Maldição de Boa Fortuna é uma hq independente, financiada coletivamente pelo público que viria a usufruir da obra, escrita pelo brasileiro André Só que também fez a arte da mesma. A obra conta a história de um grupo que decide se aventurar em uma fazenda abandonada e com isso acaba despertando o espirito da família do senhor do engenho que comandava a fazenda no passado; a trama segue a partir dessa premissa se aventurando entre gêneros o que faz com que a leitura se torne um pouco caótica e confusa como veremos a seguir.  

  • Apenas razoável. 

Confusão é em si a palavra que melhor define os rumos que a obra toma tanto esteticamente quanto narrativamente. A parte estética em si é o menor dos problemas, visto que por ser uma hq independente, produzida com pouca verba, é aceitável que os traços sejam simplificados e estilizados e que a colorização seja em preto e branco; o que não é aceitável é o ambiente que se confunde com os personagens muitas vezes, dificultando a absorção do conteúdo que a obra busca apresentar ao leitor. 

Os erros na narrativa se tornam graves a partir da metade da hq, e é justamente esse ponto que diminui a qualidade da mesma (de boa para um simples razoável), visto que a partir de um momento de reviravolta na trama – que até ali buscava ser mais voltada para o horror -, os vários núcleos que foram feitos com o decorrer da narrativa começam a cada um possuir um gênero diferente, o que afasta o leitor que até então se divertia vendo uma obra brasileira voltada para o terror e para o público adulto. 

O fator impeditivo para que a obra seja considerada ruim é a primeira metade da mesma e o final enigmático que ela possui, já que a primeira metade da hq consegue rapidamente apresentar todos os personagens centrais e definir a personalidade de cada um e a relação que eles possuem entre si ao mesmo tempo que faz uma crítica social de maneira indireta,exemplificando como eram tratados os negros no período colonial brasileiro ao mesmo tempo que intercala com cenas que mantêm o leitor interessado pela obra. 

O final da obra é de longe a única parte da segunda metade da hq que não sofre com os erros recorrentes, que volta ao horror em suas páginas finais sem usar o recurso de cenas apelativas, mas sim respeitando a inteligência do leitor ao mostrar um final enigmático que pode ser interpretado de maneira diferente por cada um.

  • Conclusão 

A Maldição de Boa Fortuna peca em aspectos estéticos e narrativos em vários momentos, mas consegue se redimir um pouco desses erros por causa de sua narrativa sólida na primeira metade e pelo final corajoso que a mesma possui. Dito isso, a hq deve sim ser lida, só que sem ter grandes expectativas sobre a mesma que, apesar de conseguir se sair bem como entretenimento, não chega a ser uma obra-prima. 

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