O Estado das Coisas: Ser bem-sucedido é ser rico? - NoSet
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O Estado das Coisas: Ser bem-sucedido é ser rico?

Quando estamos cursando a universidade, independente de qual o curso que estamos fazendo, temos sonhos, aquela visão do futuro com o diploma e com a vida que escolhemos.

Infelizmente a vida nos prega peças, muitas vezes temos que mudar o curso de nossas vidas por tantas razões. E aí chega um momento em que caímos na tentação de comparar nossa vida com a dos nossos antigos colegas.

Brad Sloan, que escolheu administrar um firma que arrecada dinheiro para instituições carentes em “O Estado das Coisas” (2017), começa a se achar fracassado ao notar seu grupo de amizade estava muito além dele. Aos quase 50 anos, um já é aposentado e tem uma ilha própria, outro é advogado renomado, um terceiro é arquiteto almejado por ricos e famosos e tem Craig Fisher, um assessor financeiro muito respeitado na Casa Branca, com livros publicados e é famoso na TV.

Brad ver o seu filho, Troy, escolhendo faculdades e se sente mal por achar que não é o melhor dos exemplos de profissional bem-sucedido. Ele começa a remoer essa insatisfação em muitos níveis, passa o dia inteiro pensando só no seu “fracasso”.

Ele precisa acompanhar Troy numa viagem para entrevistas em universidade, o filho quer Harvard porque um professor dele disse que o programa do curso de música de lá é um dos melhores do mundo e que ele é capaz de entrar.

Brad primeiro sente orgulho, imaginando um futuro brilhante, fazendo de tudo para que o garoto realize esse sonho, inclusive entrando em contato com Craig Fisher (de quem sentiu profunda inveja e raiva) para resolver um problema com a entrevista.

Depois que a questão da entrevista é resolvida e Troy ganha até um encontro com um dos ídolos, um músico que dar aulas no campus, Brad começa a sentir inveja das possíveis conquistas do filho, de forma que ele começa a perceber que tem algo de errado nisso.

Como forma de agradecer o favor, Brad vai jantar com Craig, lá eles começam a lembrar da época da faculdade. Brad fica sabendo como estão os velhos amigos (que o excluíram do grupinho, deixaram de o convidar), ele foi vendo que o sucesso deles é meramente superficial (mesmo de Craig), eles têm dinheiro, mas alguns aspectos da vida deles também é um fracasso total.

A maior mensagem desse filme é para deixar de nos comparar com os outros, especialmente com aqueles que gostam de esbanjar. Algo bem difícil numa época que tudo é tão exposto e a briga de status é um dos pontos principais das redes sociais.

Falem sério, vocês quem têm uns 24/25 anos e ainda estão tentando começar uma carreira (eu mesma) nunca olharam para Mariana Ruy Barbosa, Bruna Marquezine ou qualquer outra atriz famosa, rica e nova e se perguntaram: Quando é que eu vou começar a ganhar meu dinheiro?!

Confesso, me pergunto constantemente isso, vejo colegas de faculdade já tendo grande destaque na advocacia da cidade e penso a mesma coisa.

Obs.: Em nenhum dos casos eu sinto inveja, como Brad sentia dos ex colegas, sinto apenas que essas pessoas estão muito a frente de mim. Sinto admiração por elas, na verdade, conseguiram alcançar os seus tão cedo na vida.

Aí eu lembro do que uma grande amiga sempre diz: tudo tem seu tempo, cada um tem o seu tempo!

Tem mais, ter dinheiro, fama, curtidas e etc não significa ser bem-sucedido. Tenho aprendido que fazer o que você gosta é ser bem-sucedido, isso reflete no nosso desempenho e um dia as outras veem, mais cedo ou mais tarde.

Voltando a falar do filme, o elenco tem participações importantes, como Luke Wilson (o boy da Legalmente Loira), vivendo o amigo de Brad que é advogado (sempre advogado) renomado, e Michel Sheen, interpretando Craig, mas dou destaque para dois outros homens.

Brad é interpretado por Ben Stiller, o ator conhecido por papeis cômicos como o modelo estereotipado de “Zoolender” (2001 e 2016) e o zelador na série de filmes de “Uma Noite no Museu” colocou a comédia um pouquinho de lado, assumiu um tom mais sóbrio, passando o filme quase todo com uma expressão de quem perdeu a motivação de viver, afinal está se consumindo pela inveja.

Troy, um garoto de poucas palavras, com grandes sonhos e que, mesmo com todos os conflitos que o pai tem, admira-o muito, é vivido por Austin Abrams, pouco conhecido ainda, mas já integrou o elenco do aclamado “The Walking Dead”.

Gente, vamos viver nossas vidas e desejar o melhor para o próximo, só assim todos serão bem-sucedidos!!!

Beijinhos e até mais. 😉

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