Crítica: Meus 15 anos – O Filme (2017) | Dilemas adolescentes para uma nova geração.

No alto da escada do salão de festas, Larissa Manoela surge como a protagonista de Meus 15 Anos – O Filme, longa-metragem dirigido por Caroline Fioratti. Baseado no romance homônimo de Luiza Trigo, a fita estreia essa semana nos cinemas e conta a história de Bia, uma menina tímida de 15 anos que vê sua vida pacata e invisível mudar completamente quando ganha uma festa de debutante bombástica. Romance, brigas, amizade, autodescoberta são apenas alguns dos temas que o filme tem a oferecer. Então confira mais sobre esta obra adolescente que tem muito a ensinar aos jovens dessa geração!


É sem dúvidas um típico filme adolescente. Mas é aquele longa que, embalando o universo teen em sua trama, remete, de maneira realista, aos momentos que toda menina brasileira já deve ter enfrentado no colégio. Qual garota nunca se sentiu a excluída da escola inteira, por nunca ter beijado ninguém, ou não andar com os mais populares, né? Segundo Bia, ela se encontra nesta situação. Responsável pela filha por quem está sempre presente, Eduardo (na pele do cômico Rafael Infante) faz o papel do típico pai careta, que embora às vezes pareça envergonhá-la na frente das amigas, não deixa de zelar pela felicidade dela, ainda que após o falecimento da mãe, teve de criar a mesma sozinho. É nessas horas que Bia se dá conta que deve ser grata, e que de nada adianta ser quem não é, só pra impressionar os outros.

Entre dilemas da adolescência, relações familiares e descobertas do amor, Larissa dá vida a uma personagem que existe em todos os colégios: a garota cujos interesses são peculiares e é diferente das outras, visto que é apaixonada pelo garoto mais descolado da escola e ainda não deu seu primeiro beijo. Distribuído pela Paris Filmes e Downtown Filmes, o longa é mais nova produção Paris Entretenimento e coprodução Televisa e SBT. Contando inclusive com a participação especial da cantora Anitta e da atriz Lorena Queiroz, reunindo ainda no elenco os jovens atores Daniel Botelho (como esse ator espichou desde Mãe Só Há Uma), Bruno Peixoto, Victor Meyniel (não tem como não rir com esse ator), Clara Caldas, Bruna Tatar, Pyong Lee, Heslaine Vieira, Priscila “Polly” Marinho (cujas cenas onde atriz mistura inglês e português em suas falas também colaram bem), Rafael Awi, entre outros.

De acordo com a protagonista mirim, a tímida Bia revela ser uma menina como tantas outras que existem por aí: “sou aquela garota que existe em todos os colégios, mas que quase ninguém percebe”. No entanto, a mesma percebe que esse quadro começa a mudar a partir do momento em que iniciam os preparativos da festa que seu pai Edu, vivido pelo cômico Rafael Infante, consegue para ela: “Tem uma promoção no shopping. Vão sortear uma festa de debutante”, anuncia.

A pedido do pai (e tudo isso acaba sendo uma surpresa inesperada), ela percebe que precisa se deixar levar pelo que a vida (ou melhor, o famoso sorteio da festa de debutante) oferece. Agora, se um evento bombástico como esses irá mudar a sua imagem diante da sociedade, isto é algo previsível, no entanto, o roteiro se propõe a nos apresentar isso de forma plausível, uma vez que em meio aos 15 minutos de fama e alegria, não somente a tristeza, como também a inveja podem reinar. Com uma trilha sonora agradável, vide a lind ‘A Thousand Years, de Christina Perri (cuja mesma é impossível não lembrar do desfecho de A Saga Crespúsculo: Amanhecer – Parte 2), a aguardada conclusão desta história levanta certas lições de moral, como por exemplo, a importância em compreender que crescer não significa fugir dos problemas, esperando que o tempo os apague, mas que tem sim a ver com as experiências que se passa e como você as enfrenta. Enfim, é bom e envolvente!

Título Original: Meus 15 Anos – O Filme
Direção: Carolina Fioratti
Duração: 90 minutos
Nota:

Confira o trailer:

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