Frozen - Uma Polêmica Aventura Congelante da Disney (2011) - NoSet
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Frozen – Uma Polêmica Aventura Congelante da Disney (2011)

Salve Nosetmaníacos. Noset assistiu ao filme e indica.

Frozen – Uma Polêmica Aventura Congelante da Disney (2011): Direção Chris Buck e Jennifer Lee, roteiro Jennifer Lee, história Chris Buck, Jennifer Lee e Shane Morris, baseado em A Rainha da Neve por Hans Christian Andersen. Elenco Kristen Bell, Idina Menzel, Jonathan Groff, Josh Gad, Santino Fontana e Alan Tudyk.

Frozen é uma animação musical americana, o 53º animado produzido e distribuído pela Walt Disney Pictures. Inspirado pelo conto de fadas A Rainha da Neve, de Hans Christian Andersen, narra as desventuras das irmãs reais de Arendelle. A mais jovem, princesa Anna parte em uma jornada com Kristoff, um homem da montanha, sua leal rena de estimação e Olaf, um boneco de neve que sonha em experimentar o verão, para encontrar sua irmã a Rainha Elsa, cujos poderes congelantes transformaram o reino onde vive em um inverno eterno. A história de A Rainha da Neve esteve em desenvolvimento na Disney durante boa parte da sua história: 74 anos, mas nenhuma das versões idealizadas durante este longo período saiu do papel, porque os roteiristas não sabiam como fazer o público se relacionar com os personagens pouco críveis e desenvolver a personalidade abstrata da Rainha da Neve. O projeto foi revitalizado em 2011, quando Chris Buck foi escolhido para a direção e ficou decidido que a Rainha da Neve seria irmã da heroína (Anna), criando uma relação real para as duas personagens principais. Em 2012, Jennifer Lee assumiu o roteiro e co-direção, e junto com as canções de Robert Lopez e Kristen Anderson-Lopez, seriam responsáveis por estabelecer uma personalidade humana para a Rainha da Neve, Elsa, que até então era uma vilã unidimensional. No fim deste ano, o título inicial The Snow Queen (A Rainha da Neve), foi alterado para Frozen.

Frozen_NoSetFrozen estreou em 27 de novembro de 2013, e foi recebido com aclamação pela crítica e público em geral. O filme foi considerado a melhor animação do estúdio desde a era do Renascimento da Disney. Arrecadou mais de US$ 1,2 bilhão nas bilheterias mundiais. É o terceiro filme original (que não é continuação) de maior bilheteria, a terceira maior bilheteria na história do Japão, a maior bilheteria no mundo de 2013, a animação de maior bilheteria de todos os tempos e a nona maior bilheteria da história. Entre vários prêmios, venceu o Oscar de melhor filme de animação e Melhor Canção Original (Let it Go), o Globo de Ouro de melhor filme de animação, cinco Annie Awards e dois Grammy Awards de Melhor Trilha Sonora Compilada para uma Mídia Visual e Melhor Canção Escrita para uma Mídia Visual (“Let it Go”). O filme gerou uma franquia de sucesso, com livros, jogos, HQ´s, um show da Broadway com estréia para 2018, um spin-off em curta-metragem, Frozen Fever (2015), e uma sequência em longa-metragem está sendo desenvolvida mas ainda não tem data de estréia prevista. Com orçamento de US$ 150 milhões, o filme bateu a bilheteria mundial de US$ 1 276 480 335.

Sinopse: Elsa, princesa de um pequeno reino norueguês chamado Arendelle, nasceu com poderes mágicos com os quais ela é capaz de criar gelo, geada e neve. Uma noite, enquanto estava brincando, ela fere acidentalmente sua irmã mais nova, a princesa Anna. Seus pais chocados, o Rei e a Rainha, procuram a ajuda do rei Troll, que cura Anna e remove das suas memórias a magia de Elsa. O casal real isola as crianças em seu castelo até Elsa aprender a controlar seus poderes. Com medo de ferir Anna novamente, Elsa passa a maior parte do tempo sozinha em seu quarto, causando um afastamento entre as meninas à medida que crescem. Quando as princesas são adolescentes, seus pais morrem num naufrágio durante uma tempestade. Quando Elsa completa 21 anos, o reino se prepara para sua coroação como Rainha. Entre os convidados está o alemão Duque de Weselton, que procura explorar Arendelle para conseguir dinheiro. Animada para sair do castelo de novo, a princesa Anna explora a cidade e conhece o príncipe Hans das Ilhas do Sul, e os dois desenvolvem rapidamente uma atração mútua. Apesar do receio de Elsa, sua coroação ocorre sem incidentes. Durante a recepção, Hans pede Anna em casamento e ela aceita apressadamente. No entanto, Elsa se recusa a conceder a sua bênção e proíbe o repentino casamento. As irmãs discutem, culminando com a exposição dos poderes de Elsa durante uma explosão emocional.

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Polêmicas: Ocorreram alegações de sexismo depois de uma declaração do Lino DiSalvo, diretor da animação do filme, dizendo a Jenna Busch, uma fã, que: “Historicamente falando, animação de personagens femininas são muito, muito difíceis, porque elas têm que passar por uma grande gama de emoções e você tem que mantê-las bonitas”.No entanto, um porta-voz da Disney mais tarde disse à Time que a citação de DiSalvo foi amplamente mal interpretada, afirmando que ele estava, “descrevendo alguns aspectos técnicos da animação em CGI e não fez nenhum comentário geral sobre a animação de mulheres versus homens ou de outros personagens”. Jennifer Lee também disse que as palavras imprudentes do DiSalvo foram tiradas do contexto, e que ele estava falando em termos muito técnicos sobre animação CGI. “É difícil, não importa qual é o gênero. Eu me senti mal por ele”, disse ela. Em uma entrevista em agosto de 2014, DiSalvo explicou o que ele estava tentando dizer quando sua declaração teria sido supostamente retirada do contexto, a dificuldade de criar a atuação de qualquer tipo de personagem animado, a parte de uma série de desenhos em 2D e desenvolvê-los corretamente no modelo do personagem em 3D: “Traduzir essa gama emocional em um personagem em CGI é uma das partes mais difíceis no processo de animação, seja masculino, feminino,  Boneco de neve ou Animal.” Ele acrescentou: “a coisa realmente triste é que as pessoas acharam a história atrativa e a repovoaram por toda a parte. Ninguém veem me pedir explicação e infelizmente, é dessa maneira que a internet funciona. Eles não querem saber a verdade”.

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No Twiiter da Alexis Isabel, fundadora do Feminist Culture, começou a tag #GiveElsaAGirlfriend e gerou um movimento imenso nas redes sociais. Vários espectadores fora da indústria do cinema, como pastores evangélicos e comentaristas, argumentaram que Frozen promove a normalização da homossexualidade, enquanto outros acreditavam que a personagem principal, Elsa, representava uma imagem positiva para a juventude LGBT, e sua canção, Let It Go, foi vista como uma metáfora para sair do armário. Estas interpretações foram recebidas com reações mistas do público em geral e da comunidade LGBT. Quando perguntada sobre as percepções de uma conotação homossexual no filme, Lee disse: “Nós sabemos o que fizemos. Mas eu também sinto que uma vez que entregamos o filme pronto, ele pertence ao mundo, por isso eu não gostaria de dizer nada e deixar que os fãs conversassem. Eu acredito que esta decisão cabe a eles”. Ela também mencionou que os filmes da Disney foram feitos em épocas diferentes e todos foram louvados por razões diferentes, mas um filme de 2013 teria um “ponto de vista de 2013”. Em 30 de abril de 2016, fãs do filme subiram uma tag no Twitter chamada: #GiveElsaAGirlfriend que foi para o treding topics mundial; o objetivo era pedir a Disney que dê-se a Elsa um par romântico feminino na continuação de Frozen, o que faria dela o primeiro personagem abertamente homossexual do estúdio, isto seria uma representação positiva para adultos, jovens e crianças LGBT. No tapete vermelho do Billboard Music Awards em 24 de maio de 2016, Idina Menzel demonstrou apoio a iniciativa, “eu acho ótimo”, ela disse: ”A Disney tem que lidar com isso. Vou deixá-los saber disso”, concluindo que no entanto, apoiaria a personagem em qualquer decisão que a Disney tomasse. A tag causou controvérsia, com pessoas alegando que Elsa não precisa de um romance e que a personagem encaixa-se mais como assexual, comunidade que abraçou a personagem. Os grupos religiosos rapidamente foram contra Elsa ser lésbica. O conservador CitzenGo, começou uma petição exigindo que a Disney não “ceda às pressões da agenda liberal” e em vez disso “seguir a sua tendência normal e criar um príncipe para namorar com a rainha Elsa.”, relatou o Right Wing Watch. Eles criaram a sua própria hashtag (com menor sucesso): #CharmingPrinceForElsa.

Att.
Marcelo The Moura.

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