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Jorge Martín projeta adaptação no GP do Brasil e mantém foco na evolução

Jorge Martín projeta adaptação no GP do Brasil e mantém foco na evolução
Foto: Matheus Gama
  • Publishedmarço 19, 2026

Durante o fim de semana do GP do Brasil da MotoGP, realizado no Autódromo Internacional Ayrton Senna, Jorge Martín falou sobre o desafio de correr em um circuito novo, sua adaptação à moto e as expectativas para a sequência da temporada 2026. O espanhol destacou que encara a etapa brasileira como uma oportunidade importante de evolução.

Empolgado com o retorno da categoria ao país, Martín ressaltou o entusiasmo de competir em um novo cenário. “Estou feliz de estar aqui. É sempre bonito conhecer um país novo, um circuito novo. Gosto muito disso porque é algo diferente”, afirmou. Sobre a pista de Goiânia, o piloto apontou características desafiadoras: “A pista parece boa, mas está um pouco suja. Vai ser um bom desafio se adaptar rápido e entender as trajetórias”.

Foto: Matheus Gama

A condição do asfalto, inclusive, foi um dos pontos de atenção mencionados pelo piloto. Segundo ele, a sujeira reduz a margem de erro e exige ainda mais precisão. “Quando a pista está suja, a linha fica muito estreita. Você não pode cometer erros e precisa de muita concentração, até mais do que em pistas limpas”, explicou, destacando que a real condição de aderência só será compreendida totalmente quando entrar na pista.

Em relação ao desempenho, Martín evitou criar expectativas exageradas, mesmo após bons sinais recentes. “Está claro que venho para ganhar e tentar subir ao pódio, mas não quero forçar as coisas. Se eu estiver pronto, vou lutar pela vitória. Se não, farei o máximo possível”, disse. O espanhol reforçou que os resultados são consequência direta do trabalho desenvolvido ao longo da temporada.

O foco principal, neste momento, está no acerto da moto e na construção de uma base sólida que se adapte ao seu estilo de pilotagem. “Meu objetivo é encontrar uma base que me ajude mais com meu estilo e ganhar confiança. Quando isso acontecer, o pódio será consequência”, destacou.

Martín também comentou sobre o processo de adaptação ao equipamento atual, ressaltando que ainda está em fase inicial. “Ainda não tive muito tempo. Fiz poucos testes e uma corrida. Estamos experimentando coisas, algumas funcionam, outras não, e precisamos corrigir. Acho que em duas ou três corridas vamos encontrar essa base”, projetou.

Por fim, o piloto demonstrou confiança em seu potencial, mesmo reconhecendo o alto nível dos concorrentes. “Sei do que sou capaz. Já venci esses pilotos no passado, então preciso seguir meu caminho. É questão de tempo até voltar ao meu melhor nível”, concluiu.

Com discurso centrado e foco no processo, Jorge Martín chega ao GP do Brasil apostando na evolução gradual, em um cenário que exige adaptação rápida e máxima concentração desde os primeiros treinos.

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Matheus Gama