Joan Mir analisa sábado em Goiânia e projeta reação: “Temos ritmo para brigar no top 5”
O sábado do MotoGP em Autódromo Internacional Ayrton Senna foi de altos e baixos para Joan Mir, que demonstrou competitividade ao longo do dia, mas acabou prejudicado por fatores externos e limitações físicas. Ainda assim, o espanhol mantém confiança em uma reação na corrida principal.
Um dos momentos centrais da entrevista veio após pergunta do jornalista Douglas Oliveira, do Noset, sobre as expectativas para a corrida em um circuito novo. Mir foi direto ao apontar onde acredita que pode chegar. “Acho que nossa posição realista é parecida com a da Tailândia. Se eu fizer uma corrida limpa nas primeiras voltas, posso brigar por top 5, top 6 ou top 7. Esse é o objetivo e acredito que é possível pelo ritmo que mostramos”, afirmou.
Durante o sábado, Mir destacou que o desempenho foi positivo principalmente pela manhã. “Conseguimos ser competitivos em ritmo com o pneu usado. Fizemos um bom trabalho nesse sentido”, explicou. No entanto, a classificação acabou sendo prejudicada por circunstâncias fora de seu controle. “Tivemos azar. Os dois pilotos que passaram para o Q2 acabaram fazendo pole e segundo lugar. Com a volta que fiz, eu seria sexto, o que para o nível da nossa moto seria mais do que suficiente”, analisou.
Outro fator determinante foi sua condição física, ainda longe do ideal. “Ainda não estou 100%. De manhã me sinto melhor, mas à tarde sinto a falta de energia. Isso acabou impactando diretamente meu desempenho”, revelou. Segundo Mir, esse desgaste foi decisivo na Sprint. “Faltou aquele último empurrão. Depois de uma ultrapassagem mais agressiva, precisei abrir a linha, fui para a parte suja da pista e acabei caindo. Essa é a realidade”, explicou.
O piloto também comentou que o atraso na programação da prova não ajudou na sua recuperação ao longo do dia. “Essa situação de parar e recomeçar várias vezes não foi boa para mim, principalmente pela questão física”, disse.
Sobre o incidente envolvendo um buraco na pista, Mir reconheceu que a situação poderia ter sido ainda mais grave. “Pelo que entendi, tentaram reparar e acabou virando um buraco maior antes de corrigirem. Tivemos sorte de não estar na linha ideal, porque se fosse ali talvez nem conseguíssemos correr”, avaliou.
Pensando na corrida principal, o espanhol aposta em uma abordagem mais estratégica e na gestão de energia. “Vou focar tudo nas 31 voltas de amanhã. A corrida de hoje ninguém lembra, então precisamos dar um passo à frente”, afirmou.
A escolha dos pneus ainda é uma incógnita para Mir, que não testou todas as opções. “Não sei ainda qual composto usar, porque não testei o médio. Acho que muitos vão nessa direção, então vamos avaliar no warm-up antes de decidir”, comentou.
Mesmo com os desafios enfrentados, Joan Mir vê potencial para crescer no GP do Brasil. Com ritmo competitivo, mas ainda lidando com limitações físicas, o espanhol aposta em consistência e estratégia para buscar um resultado sólido em Goiânia.