Planeta dos Macacos de Tim Burton (2001):

Salve Nosetmaníacos, eu sou o Marcelo Moura e hoje falamos de um reboot interessante que não teve continuidade nos cinemas, mas que tem seus méritos.

Planeta dos Macacos (2001):

Direção Tim Burton, produção Richard D. Zanuck, romance Pierre Boulle, roteiro William Broyles Jr., Lawrence Konner e Mark Rosenthal, elenco Mark Wahlberg, Tim Roth, Helena Bonham Carter e Michael Clarke Duncan, direção de arte John Dexter, direção de fotografia Philippe Rousselot, efeitos Light & Magic, figurino Colleen Atwood, companhia produtora e distribuição 20th Century Fox. Com um razoável orçamento de orçamento US$ 100 milhões e uma boa receita de US$ 363 milhões, Planet of the Apes é um filme norte-americano de ficção científica, remake do filme de mesmo nome de 1968, com trilha sonora de Danny Elfman e roteiro baseado no livro La planète des singes de Pierre Boulle. O filme conta a história da chegada do astronauta Leo Davidson em um planeta habitado por macacos humanóides inteligentes. Os macacos tratam os humanos como escravos, mas com a ajuda de uma macaca chamada Ari, Leo inicia uma rebelião.

Sinopse: No ano de 2029, a bordo da estação espacial Oberon, da Força Aérea dos Estados Unidos, o astronauta Leo Davidson trabalha em estreita colaboração com os primatas, que são treinados para missões espaciais. Seu parceiro favorito de trabalho é um chimpanzé chamado Pericles. Com uma forte tempestade eletromagnética aproximando-se da estação, uma pequena nave espacial pilotada por Pericles é usada para sondar a tempestade. A nave de Pericles entra na tempestade e desaparece. Contra as ordens de seu comandante, Leo entra em outra pequena nave e sai em busca de Pericles. Ao entrar na tempestade, Leo perde contato com a Oberon e cai em um planeta desconhecido no ano 3002. Ele descobre que tal mundo é dominado por macacos humanóides com uma comunidade bem estruturada, que podem falar a linguagem humana e que caçam e escravizam os seres humanos.

Leo é logo capturado, junto com outros humanos nativos, por um grupo de macacos que os levam a uma cidade para serem vendidos por Limbo, um orangotango comerciante de escravos. Leo conhece então uma chimpanzé fêmea, batizada de Ari, que protesta contra o tratamento horrível que os humanos recebem. Ari decide comprar Leo e uma mulher chamada Daena para que eles trabalhem como empregados na casa de seu pai, o senador Sandar. Leo escapa de sua jaula e liberta outros seres humanos. Ari percebe a fuga, mas Leo consegue convencê-la a ajudá-lo em sua causa. Leo faz uma rebelião humana contra os macacos e desenvolve um triângulo amoroso com Ari e Daena. O general Thade e o coronel Attar convocam exércitos de macacos e saem em busca dos humanos fugitivos. Leo descobre Calima (o templo de “Simos”), um local proibido, porém sagrado para a religião dos macacos. Sem concordar com a opressão imposta aos homens, Leo torna-se uma ameaça potencial ao estatuto dos primatas e dá início a uma revolução nada social no planeta e ele descobre que não salvou o planeta do general Thade.

Crítica: Sem Johnny Depp no elenco, substituído por Mark Wahlberg, O remake de Planeta dos Macacos, versão Burton, fracassa onde a maioria dos filmes do próprio diretor fracassa e parece ser esse seu eterno calcanhar de Aquiles, no roteiro. Mark Rosenthal, William Broyles  Jr. e Lawrence Konner não dão credibilidade a ficção nem ao filme. Os motivos são fracos e as consequências inexplicáveis.

Mas o filme não é ruim, muito pelo contrário, a maquiagem efeitos visuais são impressionantes, assim como as cenas de batalha e as lutas entre os humanos e macacos. Mas infelizmente a história é mal contada e tem um final surreal e tão confuso para competir com o final do original de 1968. Ficção não é a praia de Burton e o diretor parece não saber como lidar com um filme que não tem nuances góticos ou delicadeza que o diretor trabalha tão bem.

A atuação do elenco é que salva. Tim Roth está soberbo no papel principal e a maquiagem não parece atrapalhar todas as experssões que o ator usa em, seu personagem. Helena Bonham Carter é uma das minhas atrizes preferidas e também abusa em sua atuação quase teatral, sem se importar com tanta maquiagem. Mark Wahlberg apesar atuar bem, não me parece em sintonia com o filme e isso incomoda. Ele parece correr o tempo todo para lugar nenhum, enquanto o resto do elenco atua a sua volta. O filme tem uma participação maravilhosa do incrível ator Charlton Heston (falecido em 2008), ator principal da primeira trilogia Planeta dos Macacos (1968) e de ser um dos últimos filmes do ótimo ator Michael Clarke Duncan (falecido em 2012).

Apesar do morno sucesso do filme, nem Burton nem os produtores resolveram continuar a história, que tem um final aberto. Um novo remake para a franquia foi feito em 2011, dez anos após este. Não se incomode se não entender o filme de Burton da metade para o final. Como já falei, o roteiro se baseia em um complexo sistema de paradoxos temporais de passado, presente e futuro. É como se você fosse o filho de seu pai, que também é seu avô, que é você. Entendeu? Nem você e nem a plateia que viu o filme.

O filme concorreu aos prêmios BAFTA 2002 (Reino Unido), indicado nas categorias de melhor figurino e melhor maquiagem, Prêmio Saturno 2002 (EUA) indicado nas categorias de melhor filme de ficção científica, melhor maquiagem, melhor figurino, melhor ator coadjuvante (Tim Roth) e melhor atriz coadjuvante (Helena Bonham Carter) e Satellite Awards 2002 (EUA) iIndicado na categoria de melhor figurino. Para pior filme concorrei no Framboesa de Ouro 2002 (EUA) e venceu na categoria de pior remake ou sequência, pior ator codjuvante (Charlton Heston) e pior atriz coadjuvante (Estella Warren).

Curiosidades: Mark Wahlberg como Leo Davidson: versão de Tim Burton do protagonista do filme original Coronel George Taylor. É um astronauta da Força Aérea dos Estados Unidos que, acidentalmente, abre um portal para um mundo habitado por macacos humanóides falantes. Leo lidera uma rebelião como líder dos humanos. Helena Bonham Carter como Ari: uma chimpanzé fêmea que protesta contra o modo como os humanos são tratados. Ela ajuda Leo a liderar a rebelião e também sente uma atração romântica por ele. É inspirada na personagem Zira, do filme original de 1968.

Tim Roth como General Thade: um chimpanzé militar sádico, comandante do exército e que quer ter controle sobre a civilização dos macacos. Thade também pretende se casar com Ari, mas ela o rejeita. Ele é vagamente inspirado no General Ursus, um personagem gorila da sequência do filme original: Beneath the Planet of the Apes. Estella Warren como Daena: uma humana escrava que, assim como Ari, tem uma atração romântica por Leo. Ela é inspirada na personagem Nova, interpretada por Linda Harrison no filme original. Kris Kristofferson como Karubi: pai de Daena. Karubi é morto por macacos enquanto tentava escapar.

Paul Giamatti como Limbo: um orangotango cômico que trabalha no ramo de comércio de humanos escravos. Limbo é capturado no conflito entre humanos e macacos e age conforme as circunstâncias para tentar sobreviver. Michael Clarke Duncan como Attar: um oficial militar gorila e próximo ao General Thade.

O planejamento para um remake de Planet of the Apes começou desde 1988 com Adam Rifkin. Seu projeto foi cancelado antes do início da pré-produção. O roteiro de Terry Hayes chamado de “Return of the Apes” tinha Oliver Stone, Don Murphy e Jane Hamsher como produtores, Phillip Noyce como diretor e estrelado por Arnold Schwarzenegger.

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