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CRÍTICAS

Crítica – Minions e os Monstros

Crítica – Minions e os Monstros
  • Publishedjulho 2, 2026

Não se pode negar que uma das maiores criações do cinema de animação no século 21 são os Minions. As criaturas amarelas, criadas pela Illuminations Entertainment, que estão sempre em busca de alguém para seguir e terem como chefe e que surgiram com o filme Meu Malvado Favorito (2010), já se tornaram ícones pop. Intercalando filmes com seu chefão, o Gru e alguns só do grupo, nesta semana chega aos cinemas o terceiro filme das cápsulas amarelas preferidas e que entra a fundo no mundo do cinema: Minions e os Monstros (Minions & Monsters, 2026), com direção de Pierre Coffin.

Em uma visita guiada a um museu dedicado à história do cinema, em Los Angeles, um grupo é surpreendido com imagens de Minions imortalizados em estátuas. A guia revela que eles foram muito importantes para a história da sétima arte. Ela então resolve contar a história dos seres amarelos pelo tempo e sua busca para terem alguém para chamarem de chefes. Seguindo ciclopes, múmias, piratas, magos e reis, acabam na Hollywood dos anos 1920, onde por acaso viram atores de sucesso no cinema mudo. Como eles têm certa dificuldade de falar, com o advento do cinema falado, perdem o cartaz. Mas um deles resolve desabrochar o talento atrás das câmeras e promete um filme de terror com monstros que será um grande sucesso, só que eles acabam liberando monstros de verdade, causando um caos em Hollywood e precisam do apoio de um robô alienígena para evitar a destruição da cidade.

Minions e os Monstros é, com certeza, o melhor filme da série solo dos personagens. Só que tem um grande problema: suas piadas talvez não funcionarão com a molecada e o excesso de referências cinematográficas pode confundir o cérebro pra quem não conhece a história do cinema. Sim, é um filme para cinéfilos e amantes das telonas. Uma verdadeira aula de história, onde temos referências que nos remetem a Charlie Chaplin, Buster Keaton, Cinema Noir, Tubarão, Casablanca, Cidadão Kane, épicos do cinema mudo, westerns dos anos 1920, filmes de monstros clássicos, O Dia em que a Terra Parou e muito mais.

Sim, colocar o universo dos amarelos seres no mundo do cinema dos primórdios, com o frenetismo do estilo Minion foi divertido demais. Além de ser uma grande chance pra quem não conhece as tais referências, irem atrás dos filmes citados. Se alguém assistir Chaplin por ter visto os Minions presos em engrenagens já terá valido a pena. 

A animação tem o capricho de sempre, agradável aos olhos e com aquele bom humor nonsense e sacana, marca dos personagens. Conseguimos rir o tempo todo nas sequências mais absurdas possíveis e tiradas sempre certeiras.

Com seu caos e absurdo de sempre, Minions e os Monstros consegue manter a franquia com estilo, e se não apresenta nada de muito novo em estrutura de roteiro, repetindo as velhas e boas fórmulas dos filmes anteriores, mas devido às excelentes referências aumenta e muito a régua em relação aos seus antecessores. Uma animação que vai agradar quem ama cinefilia e pode despertar a curiosidade dos mais jovens em descobrir que o cinema surgiu muito antes da era da Marvel e os pioneiros sim eram os verdadeiros herois e que no meio do caos (sem Minions) faziam a arte acontecer!

Written By
Lauro Roth