Crítica da Broadway: King Kong - NoSet
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Crítica da Broadway: King Kong

Ir a um espetáculo da Broadway é ter certeza de que você sairá do teatro impressionado: seja com as canções, seja com a montagem em si. Desde lustres caindo até helicópteros pousando no palco, musicais da Broadway sempre são únicos e inovadores.

King Kong, em cartaz desde novembro, não poderia ser diferente: ver um gorila gigante tomar vida no palco é, sem dúvida, a melhor parte da experiência. Baseado no filme de 1933, King Kong se passa em Nova York em 1931 e conta a história da jovem Ann Darrow (Christiani Pitts): cansada de ser rejeitada em audições para inúmeros papeis, ela aceita o convite do diretor de cinema Carl Denham (Eric William Morris) e embarca em uma viagem a Skull Island, com a promessa de estrelar em um de seus filmes. Na ilha, eles encontram o gorila, que captura Ann. Logo em seguida, o gorila começa a gostar de Ann, que para de temê-lo. Carl, sempre pensando em dinheiro, vê uma oportunidade de tirar vantagem da situação e resolve levar o gorila de volta para Nova York.

A história propriamente dita não é muito inovadora, tampouco surpreendente. As canções são pouco memoráveis, apesar de Christiani Pitts cantá-las lindamente. O restante do elenco também tem ótimo desempenho, principalmente Eric William Morris, interpretando um Carl tão mal-caráter que é impossível não se irritar com seu personagem.

A principal atração, porém, é o gorila, apelidado de Kong. Com mais de 6 metros de altura e pesando mais de uma tonelada, não é de se espantar que sejam necessárias 15 pessoas ao todo para manipulá-lo. Ele urra, salta e corre no palco, graças ao árduo e competente trabalho do elenco que, rapidamente, altera as cordas presas a ele, como se fosse uma marionete gigante. As expressões faciais do Kong também são muito realistas e são controladas remotamente. Seus urros e outros ruídos também.

Como musical propriamente dito, King Kong não é um dos mais interessantes na Broadway atualmente. No entanto, é uma ótima experiência visual e vale a pena justamente para ver a “mágica” que efeitos especiais são capazes de fazer no teatro.

Para se ter uma ideia de como é o gorila, veja o vídeo na terceira foto do post abaixo!

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