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A Sorte dos Logan – “Lucky Logan”

Há inúmeras formas de se fazer presente na família, mas infelizmente tem gente que escolhe a via mais complicada, mesmo sabendo que os riscos podem ofuscar os lucros.

Bom, os irmãos Logan fizeram isso e provaram que o crime perfeito pode existir sim, isso tudo no filme “Lucky Logan”, que é uma dessas comédias que podem parecer bobas, mas surpreende em algum momento.

Jimmy, o mais velho dos irmãos Logan, era para ter sido uma estrela do futebol americano, mas quebrou a perna, perdendo a bolsa. Ele passou a ser um simples minerador que tem só uma alegria genuína na vida, sua filhinha Sadie.

Sadie vive com a mãe, o padrasto e os irmãos, eles estão se mudando por causa dos negócios da família. Isso faz com que Jimmy comece a rever a questão da guarda, porque quer ter a filha perto dele. O problema é que ele acabou de ser demitido e não tem como pagar um advogado para entrar com o pedido na justiça.

Ele convence seus irmãos Clyde e Millie a ajudarem em uma empreitada: roubar o maior cofre do estado no dia de maior movimento da Nascar. Eles não são as pessoas mais inteligentes, mas Jimmy conhece os túneis, por causa do trabalho, e tem um plano.

Eles precisam de uma ajuda, mas quem pode os ajudar, Joe Bang, está preso, o que acontece? Clyde faz de tudo para ser preso (uma besteira) e planeja a fuga de dentro da cadeia com Joe.

Um imprevisto faz com que eles antecipem uma semana o roubo. De toda forma eles conseguem fazer com que Joe e Clyde fujam da cadeia sem que ninguém perceba e roubem o cofre sem deixar vestígios, isso tudo a tempo de Jimmy ir ver o show de beleza que Sadie participa, justo na hora que ela vai cantar a música preferida do pai.

Ah, detalhe, a família Logan é conhecida por ser amaldiçoada por gerações, a perna machucada de Jimmy é um exemplo, já Clyde perdeu um braço numa emboscada na guerra do Afeganistão (que ele foi porque Jimmy não pode ir).

O que faz surpreender?

Apesar de todo o esteriótipo de caipira dos EUA, em que os homens são brutamontes, as mulheres um tanto burras e a vida gira em torno de shows de talentos/beleza e corridas (ou algum esporte típico), a história não é tão superficial.

Temos um pai que quer o melhor para filha, mesmo não sabendo o que isso seria de primeiro. Com esse objetivo em mente ele consegue, através de um ato ilegal, mas muito inteligente, mudar as vidas em torno dele, incluindo uma prótese nova, de última geração, para Clyde.

Outra coisa é o elenco, explico para vocês.

A ex de Jimmy, mãe de Sadie, é vivida por Katie Holmes. A personagem se aplica naquele esteriótipo que já citei, mas a atriz já fez papeis sérios demais para a imaginar naquela posição. E o melhor, ela fez tão bem que não ficou forçado!

Joe Bang, o moço que sabia explodir o cofre, mas que estava preso, é interpretado por Daniel Craig. Que ele sabe fazer criminoso sabemos, que ele sabe fazer galã (segundo pessoas do ramo, porque eu descordo) sabemos, mas que ele conseguiria fazer um criminoso caipira como esse, nunca imaginei.

Uma das melhores cenas do filme é quando eles estão no local que dá acesso ao cofre e Joe precisa “fazer sua mágica”, todos esperam que ele faça uma grande explosão, ele só tira uns doces de uma sacola, o sal com pouco sódio que ele sempre carrega e uns outros troços, dá uma de MacGyver, e joga lá nos tubos, sem fumaça, sem barulho sem nada, só ciência mesmo.

O resto do elenco não fica por baixo.

Como Jimmy temos Channing Tatum. Ok, é polêmico dizer que ele atua bem, isso é tópico de muitas discussões, mas neste filme ele consegue sim convencer que é um bronco com um bom plano. Além das cenas fofas com a filha, ele tem uma sequência no final, limpando os vestígios que os outros deixaram na cena do crime, que também é genial.

O neurótico, pessimista e depressivo Clyde é interpretado por Adam Driver. Conheço pouco desse ator, sei que ele está nesses novos filmes do Stars Wars e fazia a série “Girls”, mas gostei muito dele nesse filme, talvez o segundo melhor personagem (o primeiro é Sadie).

Riley Keough, que dar vida a Millie, já trabalhou com Channing Tatum, no filme de “Magic Mike”, fora isso conheço pouco dela, mas ele teve uma cena que lavou a alma. Ela tem a aparência de fútil, sua personagem é cabeleireira, mas esconde um segredo: entende de carros, muito mais do que o dono da concessionária (padrasto de Sadie).

Ele estava se achando do lado de seu carro automático, de última geração, dizendo a ela que ela deveria trocar o carro velho dela, e ela se fazendo de doida. Depois ela o desafio a dirigir um carro, descrevendo toda a parte técnica da máquina, deixando-o sem reação. Um grande “TOMA” com educação.

Obs.: Riley Keough é neta por parte da mãe de nada mais, nada menos, Elvis Presley e Priscila Presley, mas ela usa o sobrenome do pai.

“Lucky Logan” é daqueles filmes que, como sempre digo por aqui, você deve assistir num final de dia difícil, que você não quer pensar muito, quer ri mais, mas ainda assim tem alguma mensagem boa.

Ah, é engraçado de verdade, mesmo com Daniel Craig (não muito fã, nada pessoal).

Bejinhos e até mais.

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