Zack Snyder’s Justice League: O que Achamos do Filme.

Salve Nosetmaníacos, eu sou o Marcelo Moura e finalmente conseguimos assistir as quase 4h do Snyder Cut, comparar com o trabalho de Joss Whedon, e descrever as diferenças e trabalhos dos mega diretores.

Liga da Justiça de Zack Snyder (também conhecido como Zack Snyder’s Justice League, e frequentemente chamado de Snyder Cut) é o corte do diretor do filme de super-herói estadunidense de 2017, Liga da Justiça. Trata-se de Liga da Justiça, o quinto filme do Universo Estendido DC e baseado na equipe homônima da DC Comics, como o diretor Zack Snyder planejou antes de deixar a produção e Joss Whedon assumir suas funções. Como a versão do cinema, Zack Snyder’s Justice League acompanha Batman, Superman, Mulher-Maravilha, Flash, Aquaman e Ciborgue enquanto eles tentam salvar o mundo da ameaça catastrófica de Lobo da Estepe e seu exército de Parademônios.

A versão que foi para o cinema de Liga da Justiça, lançada em 2017, sofreu uma produção difícil. Seu roteiro passou por grandes mudanças antes e durante a produção entre 2016 e 2017. Em maio de 2017, Snyder deixou a pós-produção após o suicídio de sua filha, e Whedon assumiu o cargo, completando o filme como diretor não creditado. Whedon supervisionou refilmagens e outras mudanças que adicionaram um tom mais leve e mais humor, e reduziu o tempo de duração para 120 minutos, em conformidade com um mandato da Warner Bros. Liga da Justiça no cinema foi um fracasso comercial e recebeu críticas mistas, levando a Warner Bros. a reavaliar o futuro do DCEU.

Quando surgiram detalhes sobre a produção problemática do filme e seu estado antes de Snyder deixar o cargo, muitos fãs manifestaram interesse em um corte alternativo mais fiel à visão de Snyder. Fãs e membros do elenco e da equipe de produção pediram o lançamento, que eles apelidaram de Snyder Cut. Na época, a Warner Bros. não tinha planos de lançar um corte alternativo, e figuras da indústria cinematográfica consideravam o lançamento improvável. No entanto, a Warner Bros. mudou de ideia em fevereiro de 2020 e, em maio seguinte, Snyder anunciou que o corte original de quatro horas seria concluído e lançado como Zack Snyder’s Justice League por meio do serviço de streaming HBO Max. A restauração custará US$ 70 milhões para concluir os efeitos visuais, trilha sonora, edição, e gravação de cenas adicionais que o diretor foi impedido de gravar anteriormente pelos executivos da Warner Bros.

Durante a segunda parte do DC Fandome, transmitida durante o dia 12 de setembro, com o título “Explore the Multiverse”, foi revelado um novo cartaz para o futuro lançamento, que mostrava o novo nome “Justice League: Director’s Cut”. O filme foi lançado em 18 de março de 2021.

Sinopse: Em Liga da Justiça de Zack Snyder, determinado a garantir que o sacrifício final de Superman (Henry Cavill) não fosse em vão, Bruce Wayne (Ben Affleck) une suas forças com a Princesa Diana (Gal Gadot), com planos para recrutar um time de meta-humanos para proteger o mundo de uma ameaça iminente de proporções catastróficas. A tarefa se revela mais difícil do que Bruce havia imaginado quando os recrutas precisam encarar os demônios do passado para perceber que eram eles que os impediam de seguir em frente, permitindo que se reúnam, finalmente formando uma liga de heróis sem precedentes. Agora juntos, Batman (Affleck), Mulher-Maravilha (Gadot), Aquaman (Jason Momoa), Ciborgue (Ray Fisher) e Flash (Ezra Miller) podem estar atrasados para salvar o planeta do Lobo da Estepe, DeSaad e Darkseid e de suas intenções malignas.

Crítica: Joss Whedon é um mega diretor e tem seus méritos na produção de Liga da Justiça de 2017, apesar dos vários problemas que isto gerou em sua carreira, é bom lembrar que sua visão para o filme é o mesmo dos produtores, diferente do mundo sombrio de Snyder. Whedon fez muito sucesso com Os Vingadores (2012), e sua visão de um universo de ação, ficção e comédia entregou uma bilheteria de US$ 1,5 bilhão em todo mundo, números que precisam ser respeitados e pegar um trabalho de um diretor com toda pressão tem que ser levado em conta.

Só que isso não tira os erros que o filme apresenta, com apenas 120 minutos (outra exigência dos produtores), Whedon teve que passar uma faca na história e conteúdo de todos os personagens, cortar muitos outros, tirar sequencias importantes e encher o filme de piadas POPs conhecidas do universo DC Comics que vão desde as animações Superamigos até Titãs Go, o que até diverte, mas fica perdido em muitos momentos , principalmente quanto a “infantilização do Flash” e um “Batman chorão, quase a viúva do Superman”. Esses excessos e descaracterização de alguns personagens transformaram o longa em uma grade reunião de heróis, novamente os Superamigos, onde era só chamar o Superman que tudo estava resolvido. Todo o roteiro é entregue no início, que é apenas uma motivação para trazer o Superman de volta e tirar a culpa dos ombros do Batman.

Chegando ao Snyder Cut de 2021, é a mesma história contada agora por adultos. Se Whedon fez do filme uma Sessão da Tarde da Globo, Snyder trouxe o melhor dos personagens para sí, com arcos incríveis das HQs para a história. É claro que com quatro horas, a facilidade de vários backgrounds e trazer outros heróis fica mais fácil, mas mesmo assim é mais difícil entreter um público com tanto a contar, mas a extensão de três lutas já vale todo o filme. A primeira sequência das Amazonas contra o Lobo da Estepe é de tirar o folego, a luta dos Atlantes, Deuses Gregos, Amazonas e Lanternas Verdes contra Darseid e seu exército é quase a mesma sensação de ver Vingadores vs Thanos e já deixa filmes como Mulher Maravilha 1984 uma lição importante de casa, mas principalmente a batalha final e sua importância para a grandiosidade dos personagens traz muito a se pensar para o futuro da DC Comics. Como Snyder sabe fazer com excelência uma cena de ação, com cortes precisos e informação necessária para levar o fã ao delírio.

Com quatro horas de filme posso dizer que tudo funcionou muito bem, Snyder consegue dividir os arcos de maneira complexa, mas não cansativa. A história tem conteúdo, trazendo para o elenco principal Ciborgue e Flash, pois tudo que já precisávamos saber do Superman, Batman, Aquaman e Mulher Maravilha, já sabíamos pelos seus filmes solos. Outro personagem que cresceu muito foi o Lobo da Estepe, um vilão digno, deixando para Darkseid e seus acólitos a imagem que precisávamos de monstros destruidores com motivações apenas gananciosas, pois até o Lobo tem motivos para conquistar a Terra e trazer de volta a confiança do seu líder para sua família, tudo muito bem contado.

No final temos a porta aberta para um segundo filme e um spin off, o que não necessariamente vai acontecer e provavelmente não será com Snyder. A cena final e pós créditos é excepcional, trazendo vários personagens do Universo DC Comics e suas relevâncias. É importante ressaltar que não importa o que os fãs falem de certos personagens e atuações, Snyder tem amor por todos e trazer de volta Leto e Elsenberg para o capítulo final de sua obra me fez ver todo o respeito que tenho por este diretor.

Darkseid: A História do Maior Vilão Cósmico da DC Comics.

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Marcelo Moura

Marcelo Moura

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