Warrior Nun: A Freira Guerreira (Primeira Temporada) - NoSet
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Warrior Nun: A Freira Guerreira (Primeira Temporada)

Salve Nosetmaníacos, eu sou o Marcelo Moura e hoje falamos de mais uma produção baseada em HQ que se tornou uma série live action da Netflix. Warrior Nun é uma série de TV americana de drama de fantasia criada por Simon Barry, baseada no personagem de quadrinhos Warrior Nun Areala de Ben Dunn.

Warrior Nun: Criado por Simon Barry, baseado em A Freira Guerreira Areala por Ben Dunn, estrelando Alba Baptista, Toya Turner, Thekla Reuten, Lorena Andrea, Kristina Tonteri-Young e Tristan Ulloa, narrado por Alba Baptista. Produtores executivos Simon Barry, Stephen Hegyes, Jet Wilkinson, Dean English e Robert Burke, produtores Zack Tucker Gangnes, Peter Welter Soler, Matt Bosack e Todd Giroux, distribuidor Netflix.

Originalmente desenvolvida como uma adaptação de longa-metragem, a idéia foi re-imaginada como uma série de TV para a Netflix quando o serviço havia ordenado à produção uma série para a primeira temporada. As filmagens ocorrem em vários locais na Espanha.

A série é narrada e liderada pela atriz portuguesa Alba Baptista no papel de Ava Silva, uma órfã tetraplégica que descobre que agora possui poderes que a obrigam a se juntar a uma antiga ordem de freiras guerreiras. A série estreou em 2 de julho de 2020 na Netflix.

Sinopse: Freira Guerreira gira em torno da história de uma adolescente de 19 anos que acorda em um necrotério com um artefato divino embutido nas costas. Ela descobre que agora faz parte de uma ordem antiga que foi encarregada com a luta contra demônios na Terra, e forças poderosas representando o céu e o inferno querem encontrá-la e controlá-la. ”

Crítica: Warrior Nun é um interessante série da Netflix que acerta mais do que erra, contando uma história que mistura ciência e misticismo na medida certa e nos deixando com um gosto de quero mais quando encerra a primeira temporada. É quase um remake da clássica série Buffy, A Caça Vampiros em uma versão européia. A mistura de religião e ciência é intrigante e vai em um crescente bem explorada pela série, onde deixa claro que acreditamos naquilo que queremos, e não necessariamente a verdade. Que o medo e a fé andam juntos em muitos casos, e que muitos se aproveitam do desconhecido para gerar poder, sem querer me estender no tema religião.

O bom humor da série é bem explorado, fugindo da sensualidade das HQs, mostrando pernas e peitos, e a abordagem centrada na personagem principal é interessante, assim como ela narrando as situações que ainda não tem experiência, ponto para quem gosta de séries adolescentes dramáticas como A Culpa é das Estrelas. Só que essa abordagem acaba se repetindo demais e em muitas vezes parece não se encaixar com o momento, como se atriz / personagem fosse em todo o momento obrigada a ter um jargão Nerd para provar que possui uma cultura mais televisiva do que real.

Além disso a série comete erros que podem fazer você desistir meio da temporada e perder o melhor. Com um primeiro arco muito longo e desmotivador, a série se preocupa em explorar, aprofundar e desenvolver o lado sentimental da personagem Ava da Alba Baptista.. Com quase 4 capítulos intermináveis (dos segundo ao quinto) em que Ava fica questionando a sua segunda chance na vida, tendo suas primeiras experiências devido ao seu antigo estado físico e uma vida no orfanato, a série não evolui e esquece qual a sua finalidade, mesmo com as freiras como fundo de trama, não motiva. Quando todos vão atrás da Ava, inclusive demônios gigantescos, a mesma não dá o menor valor a situação, a auto preservação, e insiste em fugir de tudo, mesmo que de maneira medíocre e sem sentido, já que é claro que a mesma só tem duas opções, Ava  insiste em não enxergar isso e a série tente nos convencer que isso é devido a falta de maturidade e vivência da personagem, mas existe um limite entre imaturidade, burrice e suicídio.

Ava tem os sentidos ampliados pelo halo e o tempo para desenvolver esses poderes no segundo arco, assim como sua liderança, fica muito curto, com pontas e questionamentos soltos, dando valor a uma evolução sentimental desnecessária do personagem, ao invés de sua liderança em campo e a aceitação da equipe serem trabalhados. Essa parte fica assim, todos aceitam que ela vai ser uma líder nata no combate e ela assume isso no devido tempo, como se confiança e atitude em combate é só ter que acontece. Então o segundo ato tem dois capítulos para se desenvolver, do sexto ao oitavo, onde Ava finalmente pode ser treinado e aí tudo se justifica e solta lutas e situações que dão jus a série ser vista como um das melhores adaptações de HQs que já vi.

Warrior Nun deixa bem claro que tem como fundo uma interessante crítica social e que apesar de mulheres fazerem todo o o trabalho sujo na Igreja, são os homens que manipulam o poder ao seu bel prazer. Já na ciência, uma nova ordem mundial, as mulheres têm confiança e espaço para crescerem, entenderem o diferente e aceitar que mudanças podem e devem acontecer. Esse conflito fica claro nas posições da Madre Superiora interpretado pela Sylvia De Fanti e da cientista Jillian Salvius interpretada por Thekla Reuten. Outras duas personagens que também trabalham o moderno e o tradicional vem com a poderosa e moderna Toya Turner como Irmã Mary / Shotgun Mary, a mais madura de todas as irmãs e com melhores cenas de luta e da pouco explorada Lorena Andrea como Irmã Lilith, uma guerreira com tradição familiar e um destino a ser cumprido.

Curiosidades: No Rotten Tomatoes , a série possui um índice de aprovação de 80%, com uma classificação média de 6.8 / 10, com base em 15 avaliações.  No Metacritic , ele tem uma pontuação média ponderada de 66 em 100, com base em 5 críticos, indicando “revisões geralmente favoráveis”.

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