The Feed: A Fonte (Crítica 1ª temporada 2019) - NoSet
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The Feed: A Fonte (Crítica 1ª temporada 2019)

Salve Nosetmaníacos, eu sou o Marcelo Moura e hoje falamos de mais uma interessante série de sci fi da Amazon Prime em sua primeira temporada. The Feed é uma série de drama e suspense psicológico britânica baseada no romance homônimo de ficção científica de Nick Clark Windo. A série estreou em 16 de setembro de 2019 na Virgin Media no Reino Unido e todos os dez episódios foram lançados em 22 de novembro de 2019 no Prime Video.

The Feed: Primeira Temporada

Baseado em The Feed de Nick Clark Windo, desenvolvedor Channing Powell, produtores Simon Lewis, Menzies Kennedy, Seth Hoffman e Rachelle Constant, produtores executivos Susan Hogg, Channing Powell, Stephen Lambert, Sara Murray e Nick Clark Windo, distribuição Prime Video, Liberty Global e All3Media International. Elenco Michelle Fairley, Guy Burnet, Nina Toussaint-White e David Thewlis. Empresas produtoras Studio Lambert e Amazon Studios, emissora original Virgin Media e Prime Video.

Sinopse: The Feed acontece em Londres em um futuro próximo e segue “a família britânica de Lawrence Hatfield, o homem que inventou uma tecnologia onipresente chamada The Feed. Implantado no cérebro de quase todas as pessoas, The Feed (A Fonte) permite que as pessoas compartilhem informações, emoções e memórias instantaneamente. Mas as coisas começam a dar errado e os usuários se tornam assassinos, a família é afastada enquanto lutam para controlar o monstro que desencadearam.”

Crítica com Spoilers: Interessante série de terror psicológico, The Feed lembrou em sua primeira temporada a uma clássica franquia de terror chamada Os Invasores de Corpos (1956, 1978, 1993 e 2007), que contava a vinda de esporos alienígenas que se transformavam em plantas e com o passar do tempo, substituíam as pessoas por clones idênticos enquanto as mesmas dormiam. Nesta versão da Prime Vídeos, “as invasões de corpos” acontecem de maneira digital, e como possessões demoníacas, são difíceis de serem identificados no começo de sua transformação, mas são feitas na maioria das vezes sem o menor aviso no sono.

Só que infelizmente, apesar da ótima ideia e adaptação futurista simples e inteligente, abordando os vícios com a Fonte (algo semelhante a nossa internet mas acessado direto na mente através de implantes ligados direto na medula ao cérebro) a história é muito prejudicada devido as “facilidades” que o roteiro faz para a evolução e avanço ao seu terceiro arco. Policiais em momentos violentíssimos e em outros facilmente dominados, personagens que parecem ir a um determinado local, tomar decisões e repetir erros apenas para que o roteiro funcione são por demais repetidas, assim como o excesso de elipses para não perder tempo entre um ponto a outro, ou de horários do dia, fazem muitas vezes a história ficar cansativa ou sem sentido. Felizmente para Prime Vídeo, neste caso, a adaptação conceitual, o terror psicológico e o drama conseguem ser melhores que o roteiro e dar um equilibro para assistirmos até o final.

No elenco Michelle Fairley (Game of Thrones), como Meredith Hatfield, rouba a cena de maneira estupenda. A veterana atriz dá o tom certo entre uma mulher ambiciosa, manter a família unida e comandar uma mega empresa. Outro destaque está por conta de David Thewlis (Harry Potter) como Lawrence Emmanuel Hatfield, o criador da Fonte. Thewlis está grandiosos e demonstra todo seu talento em um personagem poderoso e egocêntrico em um papel feito para se amar e odiar ao mesmo tempo.

A grande surpresa do elenco está na atuação de Shaquille Ali-Yebuah (The Forsteam) como Danny Morris, um viciado na Fonte. Yebuah está perfeito e até a metade da primeira temporada, quando demonstra suas limitações físicas em contra parte as suas mentais na Fonte, surpreendendo em uma atuação madura onde precisa viver em dois mundos diferentes. Infelizmente após a metade, isso é deixado para trás e o personagem magicamente se torna completo e quase curado de tudo que apresentou até o momento.

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