Supergirl: Motivos e Bastidores do Cancelamento da Série. - NoSet
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Supergirl: Motivos e Bastidores do Cancelamento da Série.

Salve Nosetmaníacos, eu sou o Marcelo Moura e hoje vamos falar, infelizmente, do anúncio da The CW para o cancelamento da Supergirl ao final de sua sexta temporada (2021).

Supergirl: A Série (2015 a 2021)

Criadores Greg Berlanti, Ali Adler e Andrew Kreisberg, Distribuída pela Warner Bros. Television Distribution, elenco Melissa Benoist, Jeremy Jordan, Mehcad Brooks, Calista Flockhart, Helen Slater, David Harewood e Chyler Leigh. Supergirl é uma série de TV americana,  originalmente pela CBS e mais tarde pela The CW. É baseada na personagem da DC Comics, Supergirl, criada por Otto Binder e Al Plastino. Supergirl é uma heroína biologicamente prima do Superman, e uma entre os últimos sobreviventes de Krypton.

Sinopse: Momentos antes da destruição de Krypton, a pequena Kara Zor-El é enviada à Terra por seus pais na missão de cuidar de Kal-El, seu primo ainda bebê. A nave da menina, entretanto, é atingida por uma onda de choque e lançada para dentro da sombria Zona Fantasma, uma prisão intergaláctica atemporal. Após um período adormecido, a cápsula de Kara deixa a Zona e alcança a Terra, onde a menina encontra Kal-El adulto e super-poderoso, agindo heroicamente como o defensor do planeta chamado Superman. Entregue por ele a uma família de cientistas, Kara é adotada como Kara Danvers, e doze anos se passam até que ela decida revelar ao mundo compartilhar dos poderes e da natureza heroica do primo, impedindo um acidente aéreo e salvando a vida de centenas de pessoas, incluindo a irmã adotiva Alex. Ao lado dos amigos James, Winn e do Departamento de Operações Extra-Normais, do qual Alex é parte, Kara se divide entre o trabalho árduo de assistente pessoal da personalidade da mídia Cat Grant, e a missão árdua de defender a humanidade de ameaças hostis, sob o manto de Supergirl.

Análise: Supergirl nunca foi uma unanimidade de tv ou no cinema, mesmo que adorada por uma legião de fãs no mundo todo, e principalmente por ser um exemplo e ter uma representatividade feminina, poderosa e decidida, Kara Zor El fora das HQs nunca conseguiu atingir a zona de conforto de bilheteria ou audiência para que fosse carro chefe de uma emissora. Até o momento não houve uma declaração oficial da Berlanti Productions sobre o assunto, mas é certo o cancelamento da série, sua pouquíssima exposição no DC FanDome em oposição a Superman e Lois foi o indicio que algo aconteceria.

Não é de hoje a dificuldade de se manter uma franquia baseada na heroína, desde o fracasso no filme de 1984, com orçamento de UR$ 35 milhões e bilheteria de UR$ 14 milhões, o Live Action com Helen Slater (Supergirl) e Faye Dunaway (Selena), Supergirl parecia sempre estar a sombra do Superman de Christopher Reeve. Em 1986, a DC Comics lançou sua primeira Crise das Infinitas Terras, prometendo renovar todos os heróis e seu Multiverso, e foi aí que a Supergirl teve um épico papel, morrendo ao lutar com o Anti Monitor nas mãos de seu primo Superman, e esse foi o ponto mais alto de Kara Danvers no Universo DC do século passado, renascendo como uma adolescente no novo universo.

A partir de 2001, pela mesma The CW, uma nova série Live Action que contava a vida do jovem Clark Kent (Smallville), aqui interpretado por Tom Welling, entre vários personagens tivemos a nova Supergirl, interpretada por Laura Vandervoort, que trouxe pela segunda vez uma Supergirl as telas. Ao final de Smallville, muito se esperava que seu Arqueiro Verde (Justin hartley) e Supergirl tivessem um spin off, mas não houve interesse nem da The CW nem da DC Comics de continuar este universo, apenas nas HQs.

Finalmente em 2015 a CBS lançou, em um universo próprio, sua Supergirl. Apesar de todo carisma de Melissa Benoist (Supergirl) e um ótimo elenco com David Harewood (Caçador de Marte), Mehcad Brooks (Jimmy Olsen) e Calista Flockhart (Cat Grant), Supergirl não conseguiu atingir o índice esperado de audiência e por isso, para salvar a série como em Constantine de Matt Reeves, foi absorvido pelo Arrowverse.

Com cinco temporadas lutando contra xenofobia e direitos iguais entre os sexos, Supergirl nunca foi uma unanimidade, tendo vários tombos na audiência e com mudanças drásticas de roteiro para tentar reverter este processo. A série se tornou um problema para The CW após sua quarta temporada, onde era mantida no ar devido a sua representatividade de ser a única série feminina de super heróis da The CW no ar, Supergirl parecia sempre funcionar melhor nos Cross Overs com Grant Gustin (The Flash) e capítulos específicos do que nos seus longos 22 capítulos de cada temporada. Nem a inclusão de atores como Tyler Hoechin (Superman), Katie McGrath (Lena Luthor) e Jon Cryer (Lex Luthor) pareciam dar nova vida a série por um longo tempo e Supergirl parecia viver seus dias finais.

Um sopro de vida pareceu acontecer quando foi anunciado o Live Action da Batwoman (2019), interpretada na época por Ruby Rose, com primeira aparição em Elsewords (2018), sua primeira temporada e continuando em Crise das Infinitas Terra da The CW (2019), muitas promessas de Cross Overs e Melhores do Mundo entre as personagens femininas Supergirl e Batwoman pareciam promissoras para as novas temporadas de ambas, mas com a saída de Ruby e o fim da era de Stephen Amell (Arrow) parece ter sido o fim de Supergirl.

Com uma nova temporada de Batwoman confirmada com uma nova atriz e um reinicio da heroína e a continuação de Arrow, agora liderada por um grupo de heroínas, a confirmação da nova série Superman e Lois (2021), parece que a paciência com a audiência de Supergirl chegou ao fim e a The CW vai aportar em novas histórias e uma renovação.

Como será o final da sexta temporada, depende do que podemos apostar para a carreira de Benoist e o final de Kara no universo da The CW. Fãs revoltados já estão criticando a troca das séries Supergirl por Superman e lançando o Save Supergirl. Dificilmente teremos o mesmo efeito que houve com Lucifer pela Netflix, mas ainda é uma esperança. Para a personagem é claro que a morte do Arrow foi um ponto forte da Crises, e um cross final seria o ideal, mas ainda é uma aposta difícil de se fazer e vai depender do que a emissora quer fazer para tornar e personagem lendária ou apenas encerrar sua história. Karol pode morrer ou pode ir viver com sua família em Kandor, mas tudo isso é uma suposição.

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