NOS4A2: Nosferatu – Crítica Completa Segunda Temporada (2020) - NoSet
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NOS4A2: Nosferatu – Crítica Completa Segunda Temporada (2020)

Salve Nosetmaníacos, eu sou o Marcelo Moura e hoje falamos de mais uma temporada de uma série de terror que repagina o Vampirismo. NOS4A2 (pronuncia-se Nosferatu) é o terceiro romance do autor americano Joe Hill, filho dos autores Stephen e Tabitha King. O livro foi publicado em 30 de abril de 2013 pela William Morrow and Company e se concentra em uma mulher que tenta salvar seu filho de um assassino sobrenatural cruel que está de olho nele.

NOS4A2 (Segunfa Temporada):

Criado por Jami O’Brien, baseado na obra NOS4A2 de by Joe Hill, estrelando Ashleigh Cummings, Zachary Quinto, Jahkara J. Smith, Ólafur Darri Ólafsson, Virginia Kull, Ebon Moss-Bachrach e Ashley Romans. Tema de abertura “Carol of the Bells” de Mike Patton (Faith no More). Produtor executivo Jami O’Brien, Joe Hill, Kari Skogland e Lauren Corrao, produtor Shana Fischer Huber, locações Providence, Rhode Island, West Warwick, Rhode Island e Warren, Rhode Island. Companhia produtora O’Brien Construction, The Tornante Company e AMC Studios, apresentação original AMC.

Sinopse: NOS4A2 segue “Vic McQueen, um jovem artista da classe trabalhadora que descobre que tem uma habilidade sobrenatural para rastrear o aparentemente imortal Charlie Manx, que se alimenta de almas de crianças, então deposita o que resta deles em Christmasland (Terra do Natal), uma Vila do Natal torcida da imaginação de Manx onde cada dia é dia de Natal e infelicidade é contra a lei. Vic deve se esforçar para derrotar Manx e resgatar suas vítimas, sem perder sua mente ou ser uma das vítimas”.

Crítica: Depois de uma interessante primeira temporada, com vários ganchos para uma interessante segunda cheia de perguntas em aberto, posso dizer que NOS4A2 começou exatamente suprindo tudo que esperava de uma série baseada no interessante trabalho literário de autor americano Joe Hill, filho do mestre do terror Stephen King. O estilo de terror deteriorando a humanidade, mostrando o alcoolismo e problemas familiares são a marca registrada do pai King (O Iluminado) que seu filho Hill herdou de maneira clássica, além do terror sobrenatural, marca dos King.

Jami O’Brien e sua versão televisiva tenta dar um nova capa a sua segunda temporada, como se recontasse a história, se baseando no roteiro da primeira, mas não seguindo diretamente todos os fatos dos personagens, principalmente do vilão, mudando alguns conceitos básicos para que tivesse uma nova história. Agora damos um salto de quase oito anos após a derrota do serial killer Manx, para reiniciarmos com a história da família de McQueen, Vic agora casada e com filho de oito anos, mas como seus pais, segue a maldição familiar, se tronando uma pessoa problemática, alcoólatra e viciada no mito de Manx.

Infelizmente, apesar do excelente clima e atuação do elenco na segunda temporada, NOS4A2 tem atalhos demais para que o roteiro funcione, abrindo mão de certas regras estabelecidas na primeira temporada para que funcione e tenha um final arrebatador. Questões como mal tratos infantis, as crianças demônios sem alma que devoraram os adultos ficaram para segundo plano, os morcegos da ponte que fazem parte da alma de Vic assim como os sangramentos nos olhos ao usar seus dom, a necessidade de raptar crianças de Manx parece ficar em segundo plano para dar mais foco a vingança de Manx contra Vic, que até funciona, mas tira o peso do terror e suspense da primeira temporada.

Podemos dizer que a primeira temporada trabalha muito bem o vampirismo de almas infantis de Nosferatu, mas a segunda temporada prefere trabalhar algo mais adolescente como um Dark Peter Pan e seus Garotos Perdidos, algo semelhante ao filme Cult de vampiros The Lost Boys, o que realmente foi uma pena.

Do elenco Zachary Quinto (Heroes e Star Trek) nasceu para papéis de vilões carismáticos, egocêntricos e neuróticos, típicos que adoramos no final e torcemos para não morrer. Seu personagem é muito bem construído, não se reconhecendo como um demônio, mas um salvador de crianças mal tratadas pelos pais. Já Ashleigh Cummings é fraca, sem carisma e de difícil acolhimento, sua jornada de descoberta familiar é desgastante e mesmo no final, não consegui torcer para ela, uma heroína sem o principal poder para construir a fé do telespectador, a fé em si mesmo.

Infelizmente a série teve sua terceira temporada cancelada e não terá continuidade.

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