Greenland: Destruição Final: O Último Refúgio (Crítica 2020) - NoSet
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Greenland: Destruição Final: O Último Refúgio (Crítica 2020)

Salve Nosetmaníacos, eu sou o Marcelo Moura e hoje vamos falar de mais um filme de destruição mundial em que uma família luta para sobreviver contra um planeta em chamas. Com orçamento de US$ 35 milhões e uma receita mundial de US$ 47.800 milhões, Greenland (Destruição Final: O Último Refúgio) é um filme de desastre americano de 2020 dirigido por Ric Roman Waugh e escrito por Chris Sparling. O filme é estrelado por Gerard Butler (co-produtor), Morena Baccarin, Roger Dale Floyd, Scott Glenn, David Denman e Hope Davis. O filme segue uma família que deve lutar pela sobrevivência enquanto um cometa destruidor de planetas corre para a Terra.

Originalmente programado para ser lançado nos cinemas nos Estados Unidos, Greenland foi adiado várias vezes devido à pandemia de COVID-19. O filme foi lançado nacionalmente pela STX Entertainment nos Estados Unidos através de vídeo sob demanda em 18 de dezembro de 2020, e depois será exibido na HBO Max e Amazon Prime. Ele ainda foi lançado nos cinemas em outros territórios, começando com a Bélgica em 29 de julho de 2020.

No Brasil, o filme foi lançado nos cinemas pela Diamond Films em 19 de novembro de 2020 e disponibilizado antecipadamente nas plataformas de streaming Prime Video e NOW em 29 de janeiro de 2021.

Enredo: John Garrity é um engenheiro estrutural que vive em Atlanta, Geórgia, com sua ex-esposa, Allison, e seu filho diabético, Nathan. Ele volta para casa para ver a passagem quase terrestre de um cometa interestelar recentemente descoberto chamado Clarke, com sua família e vizinhos.

Chegando a um supermercado, John recebe um estranho telefonema automatizado, informando que ele e sua família foram pré-selecionados para abrigo de emergência. Preocupado, ele volta para casa assim como um fragmento de cometa entra na atmosfera na televisão ao vivo. Anteriormente previsto para pousar perto das Bermudas, o fragmento atinge Tampa, Flórida, destruindo a cidade e grande parte da Flórida. John mais uma vez recebe uma chamada automática com instruções para estar na Base Aérea Warner Robins para fazer um voo de evacuação. Os Garritys então aprendem com seu vizinho Ed, que Clarke é na verdade um gigantesco grupo de objetos que devem bombardear a Terra nos próximos dois dias, com o maior fragmento esperado para causar um evento de nível de extinção em massa. A família faz as malas e vai embora, relutantemente deixando a amiga de Nathan, Ellie, quando sua mãe implora desesperadamente para levá-la, já que Ellie não teria permissão para embarcar no avião.

Na Base áerea Robins, a família é permitida com o código QR no telefone de John e suas pulseiras. Quando forçados a consolidar seus pertences em um saco, eles descobrem que Nathan acidentalmente deixou sua insulina no carro. John volta para pegá-lo, enquanto Allison e Nathan são informados que a família não pode ser evacuada devido à doença de Nathan, e são posteriormente escoltados para fora da base. Percebendo o que aconteceu com eles ao embarcar em um avião, John deixa a base enquanto uma multidão em pânico invade, causando um tiroteio que inadvertidamente acende combustível de jato, destruindo os aviões de evacuação e matando seus ocupantes e encalhando os sobreviventes.

Ao voltar para o carro, ele encontra um bilhete deixado por Allison que ela e Nathan estão indo para a casa de seu pai em Lexington, Kentucky. Allison e Nathan recebem suprimentos médicos de uma loja saqueada e são pegos pelo casal Ralph e Judy Vento, que também estão indo para lá. Na manhã seguinte, Ralph sequestra Nathan. para o horror de Judy. depois que Allison conta o que aconteceu na base. John consegue pegar uma carona em um caminhão com outros sobreviventes, onde ele descobre através de um jovem chamado Colin que os aviões estão voando para Groenlândia. Outro sobrevivente percebe a pulseira de John e tenta lutar com ele por isso, fazendo com que o caminhão caia. Colin é morto e o homem hostil é morto por John com um martelo. Enquanto isso, Ralph e uma Judy relutante tentam passar sem sucesso como os pais de Nathan em um acampamento da FEMA e são presos. Allison e Nathan se reúnem pouco depois.

Crítica: Filmes de destruição mundial com o fim da humanidade e do planeta são muito comuns nos cinemas e na tv, temos como exemplos os famosos campeões de bilheteria Impacto Profundo (1998), Armagedon (1998), 2012 (2009) e Tempestade: Planeta em Fúria (2017), todos criativos, com muita explosão, efeitos de primeira, muitas mortes e uma família que sobrevive graças as facilidades do roteiro, muito improviso, charme e sorte, sem se preocupar muito com o roteiro ou a direção..

Infelizmente Destruição Final: O Último Refúgio passa longe de tudo de bom que vimos nos filmes acima. Os ótimos Gerard Butler e (300 e Invasão a Casa Branca) e Morena Baccarin (Deadpool e Gothan) estão muito longe de ser um casal carismático, com uma química entre si ou mesmo que demonstrem uma evolução nos personagens, tudo é muito reto e sem vida, com rápidas conversas para prencher os buracos do roteiro sobre a vida do casal, mesmo em tempo de destruição e urgência na salvação, que em nenhum momento deixam claro que tudo que ocorre é definitivo, como a perda do filho, mas isso também é um problema do roteiro e não somente da interpretação.

Dirigido por Ric Roman Waugh (Invasão ao Serviço Secreto) e escrito por Chris Sparling (Enterrado Vivo), o filme além de não empolgar e envolver o público, não da credibilidade as cenas de perigo e não traz nada de novo no quesito destruição mundial, é tudo conforme o esperado. Não que eu esteja sendo um crítico com a mão pesada em um filme de destruição global, mas pelo menos eu senti mais este receio em Indenpendece Day (1996) do que aqui, nada no filme me tirava o folego ou me fazia me sentir envolvido com os problemas do casal. E olha que não estou batendo nos efeitos especiais, já que realmente para um filme de destruição planetária US$35 milhões é um valor bem baixo, mas as atuações, história e direção são bem fracas o tempo todo.

Ai você me pergunta no final (sim, Moura quebrando a Quarta Parede), por que deveria ver este filme. Eu te respondo, não sei.

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