Godzilla: The Planet Eater 2018 (Netflix) - NoSet
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Godzilla: The Planet Eater 2018 (Netflix)

Salve Nosetmaníacos, eu sou o Marcelo Moura e sim, vamos a mais uma crítica a um filme da Netflix e não, eu não ganho nada por isso, nem o Franz que ama tudo que é filme. Hoje vamos falar, também mais uma vez, sobre o mega monstro do cinema japonês, meio herói e meio vilão, o deus Godzilla que deu suas caras  nos cinemas desde 1958 e até hoje, gera bons e péssimos filmes e animações.

Godzilla : De 1958 a 2018.

Godzilla é um monstro gigante, um daikaijū, que apareceu inicialmente em filmes japoneses de ficção científica e terror. Foi visto pela primeira vez em 1954 no filme “Gojira”, produzido pela Toho Film Company Ltd. É conhecido por sua aparência semelhante a um dinossauro, coberto com placas peculiares nas costas, capaz de disparar uma forma de fogo ou raio atômico pela boca e também por ser quase indestrutível. Até o momento, a Toho produziu 32 filmes sobre Godzilla, sendo os mais recentes “Shin Godzilla” de 2016, e o seu segundo filme animado, o anime “Godzilla: Devorador de planetas”. Em quase todos os filmes era interpretado por um ator fantasiado (suitmation), mas nos mais recentes passou a ser retratado por CGI. Quatro de seus filmes japoneses receberam versões americanas bastante modificadas em relação às originais, contendo cenas inéditas gravados pelos americanos além de outras alterações. Em 1998, a TriStar Pictures produziu uma versão americana situada na cidade de Nova Iorque, com o monstro redesenhado, porém esta versão não agradou a própria Toho que mais tarde mudou seu nome para Zilla. Em 2014, numa co-produção da Legendary Pictures e da Warner Bros. Pictures, ganhou uma nova versão americana, distribuída pela Warner Bros. Pictures em todo o mundo menos no Japão, onde foi distribuída pela própria Toho. Esta versão se provou um sucesso e garantiu duas sequências: “Godzilla: O Rei dos Monstros” para 2019 e “Godzilla vs. Kong” para 2020. No decorrer dos anos, Godzilla também inspirou muitos outros tokusatsus que fazem sucesso no Japão e no mundo.

Godzilla é uma criação do produtor Tomoyuki Tanaka, do diretor Ishirō Honda, do mago dos efeitos Eiji Tsuburaya, que mais tarde viria a ser o pai da família Ultra, e do compositor Akira Ifukube. Godzilla é a personificação do medo das armas nucleares, criado originalmente por uma explosão nuclear, seu imenso tamanho, força, terror e destruição evocam a fúria das bombas atômicas lançadas em Hiroshima e Nagasaki. No decorrer da série o grande monstro se desenvolveu como um personagem com características ora de um vilão, ora de um herói, frequentemente salvando Tóquio, e posteriormente outras cidades, de invasões de outros daikaijū e de alienígenas, embora no processo ele destrua grande parte dessas cidades. Para muitas pessoas em todo o mundo, Godzilla é um aspecto característico da cultura popular japonesa. Ele ainda é um dos monstros mais reconhecidos no mundo, apesar da sua popularidade ter enfraquecido ao longo dos anos. Godzilla remanesce como uma importante faceta dos filmes japoneses, incorporando o “kaijū”, ou monstro gigante, no gênero tokusatsu, ou filme de efeitos especiais, gênero que provavelmente inaugurou com seus primeiros longa-metragens.

Nos filmes japoneses, Godzilla é retratado como algum tipo de dinossauro gigante com escamas cinzas e ásperas, um poderoso rabo e várias placas ósseas dorsais. Sua origem varia de um filme para o outro, mas é quase sempre descrito como uma criatura pré-histórica e seus primeiros ataques ao Japão têm ligações com o início da Era Atômica. Em particular, a mutação causada por radiação atômica, a fúria liberada pelo homem dividindo os átomos, é apresentada como uma explicação para seu grande tamanho e poderes estranhos. A aparência de Godzilla foi inspirada em várias espécies de répteis e dinossauros. Especificamente, apesar de seu porte ereto, tem o corpo de um tiranossauro, os longos braços de um iguanodonte, as placas ósseas dorsais de um estegossauro e a cauda de um crocodiliano. Chegou aos EUA pela primeira vez em 1956 no filme “Godzilla, o Rei dos Monstros”, uma americanização do original “Gojira” no qual novo roteiro e novas cenas, estreladas pelo ator canadense Raymond Burr como o repórter americano Steve Martin, foram acrescentados, criando-se um antecedente que seria feito anos mais tarde com duas produções da Saban Entertainment: “Power Rangers” e “Masked Rider”. Os rugidos de Godzilla, sua marca registrada, foram feitos por Akira Ifukube tocando um contrabaixo com um objeto de borracha.

Godzilla teve diversas passagens nas HQs, sendo a primeira de destaque a série produzida Marvel Comics, de autoria de Doug Moench, publicada entre 1977 e 1979 e que faz parte do Universo Marvel, a continuidade principal da editora Marvel. Nesta série, Godzilla batalha contra ícones do universo Marvel como o Quarteto Fantástico e os Vingadores. Durante os anos de 1990, a licença foi comprada pela Dark Horse Comics que publicou novas histórias na época, e mais recentemente o monstro passou pela IDW Publishing, que também lançou novas histórias. Godzilla fez uma aparição especial no filme “Always: Sunset on Third Street 2” produzido pela Toho em 2007, tendo sido gerado totalmente por CGI. Godzilla, Mothra, Rodan e King Ghidorah aparecem em fotos de pinturas rupestres na cena pós-créditos do filme “Kong: Ilha da Caveira”, e nesse momento também ouvimos o rugido do Godzilla. Isso acontece porque “Kong: Ilha da Caveira” se passa no mesmo universo do filme de 2014 e suas sequências. No desenho animado irlandês Gambá Kung Fu, no episódio Arte de controlar os sonhos Gambá transforma-se numa criatura parecida com o Godzilla e às vezes ouve-se o seu rugido de marca e os Macacos Ninja fundem-se num gorila gigante que lembra muito King Kong, o que parece uma homenagem ao filme King Kong vs. Godzilla. Num episódio de The Simpsons, Maggie vê Homer e Marge na forma de King Homer (King Kong) e Mãezilla (Godzilla), também numa referência ao filme King Kong vs. Godzilla. No episódio de South Park “Prostitutas de Baleias”, para espantar os japoneses, os protetores de baleias usam um boneco gigante do Godzilla.

Godzilla: The Planet Eater (2018)

Também conhecido como Godzilla Parte 3: O Devorador de Planetas, Godzilla é uma animação japonesa de computação gráfica de 2018, produzido pela Toho Animation e animado pela Polygon Pictures em associação com a Netflix . É o 34º filme da franquia Godzilla , o 32º filme do Godzilla produzido pela Toho e o último da trilogia. É a continuação de Godzilla: Cidade no limiar da Batalha e é co-dirigido por Kōbun Shizuno e Hiroyuki Seshita. O filme foi lançado nos cinemas no Japão em 9 de novembro de 2018 e lançado mundialmente pela Netflix em 9 de janeiro de 2019.

Sinopse: Após a destruição da cidade Mecha-Godzilla, Metphies expressa admiração pela humanidade, e os Bilusaludos restantes querem que Haruo seja levado à justiça. Na Terra, tem havido crescente fervor religioso sob Metphies, que diz que um “milagre” salvou-os do Nano metal. Martin informa a Haruo que Yuko sofreu morte cerebral, apesar de seu coração continuar batendo por causa do Nano metal. Eles também estão com medo de revelar que o pó dos Houtua foi o que os salvou do nano metal, por causa de Metphies. Metphies acha que Haruo temia que o nano metal consumisse o planeta após derrotar Godzilla. Haruo confronta Metphies, que revela que ele quer trazer o deus dos Exif. Haruo é levado para uma área remota pelas gêmeas, eventualmente dormindo com uma delas. A outra descobre que Metphies esteve se comunicando telepaticamente com o Líder dos Exif, e então é mostrada uma imagem mental de “Ghidorah”. Metphies organiza outra reunião, durante a qual ele chama Ghidorah, que se manifesta como uma sombra e mata seus seguidores. As cabeças de Ghidorah emergem de três vazios e uma delas destrói a Aratrum. Godzilla desperta de seu sono e confronta Ghidorah, apenas para descobrir que Ghidorah é intangível e impermeável a sua respiração atômica.

Os cientistas teorizam que a verdadeira forma de Ghidorah existe em outro universo, e portanto, apenas sua energia se materializou. Haruo então encontra Metphies, que substituiu um dos seus olhos com o amuleto de Ghidorah, permitindo que eles se comuniquem. Ele lança um ataque telepático a Haruo e revela que Ghidorah é o deus dos Exif, um ser inescapável do Caos, ao qual eles oferecem planetas para consumir. Ele quer que Haruo também o aceite. No entanto, Mothra (ainda um ovo) interrompe seu ataque, e permite-lhe descobrir que Metphies foi quem destruiu a nave de seu avô no primeiro filme. Haruo então se liberta e quebra o amuleto no olho de Metphies, fazendo com que Ghidorah fique preso no plano terrestre, permitindo que Godzilla destrua as cabeças de Ghidorah e atire sua respiração atômica nos vazios, fazendo-os explodir. Depois, Hauro encontra Metphies, que declara que Ghidorah estará sempre observando-o até ele morrer. O tempo passa e os sobreviventes começaram a viver ao lado dos nativos, e uma das gêmeas está grávida do filho de Haruo. Haruo descobre que os cientistas descobriram como usar o nano metal de Mecha-Godzilla no corpo de Yuko como uma ferramenta para reconstruir a civilização, e percebe que Ghidorah retornará para destruí-la no futuro. Levando Yuko com ele, ele voa na nave recém-reconstruída em direção a Godzilla, que o vaporiza. Em uma cena pós-créditos, em algum momento no futuro, filhos de nativos e sobreviventes realizam um ritual em um santuário em homenagem a Haruo.

Crítica: Uma mistura de ficção, política, religião e o fim da humanidade, a nova versão em animação de Godzilla pode deixar muito a desejar, se você é fã das versões americanizadas do personagem, como na comédia de 1998 de Roland Emmerich (Independence Day), da versão de ação em 2014 do diretor Gareth Edwards (Rogue One) e gostou de ambas. Aqui de longe a comédia ou a ação bem é lembrada, seguindo o caminho de mais populares do Japão como Ultraman ou a animes como Capitão Harlock, onde a destruição do planeta é gerado pela própria raça humana, em uma Terra pós apocalíptico, com criaturas de outras dimensões, aliados extraterrestres aos humanos  e por aí vai.

Realmente o excesso de informação na animação não me agradou, o roteiro é muito confuso misturanda religião, poder, manipulação enquanto Godzilla fica lá paradão dormindo. O visual com excesso de cores e computações gráficas estilizadas também é outro problema, já que existem camadas que diferenciam os personagens dos monstros. Sou fã da ação que o filme original oferece, assim como em Kong, A Ilha da Caveira (2017), mesmo que para muitos mais idiotizado, a versão Netflix nos traz a um universo futurístico onde tudo pode acontecer, mais ligado aos animes do univeso tradicional mangá. Se você viu e gostou de do controverso Circulo de Fogo de 2013, há relevância que faz seqüência a versão live action cinematográfica feita em 2016 chamado Shin Gozilla de Hideako Anno e Shinji Higuchi. Godzilla aqui, devido ao seu tamanho desproporcional, tem pouquíssima mobilidade, mas com poder de destruição fenomenal, principalmente por seus raios de seus olhos e boca, destrói por onde passa e é um vilão natural da humanidade na escala evolucionária.

 

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