Elementary: Elementaríssimo e sua 1ª e 2ª temporadas. - NoSet
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Elementary: Elementaríssimo e sua 1ª e 2ª temporadas.

Salve Nosetmaníacos, eu sou o Marcelo Moura e hoje vamos falar de mais uma série sobre Sherlock Holmes  da CBS disponível na Amazon Prime Vídeos.

Elementaríssimo (2012 a 2019)

Criador  Robert Doherty, baseado em Sherlock Holmes de Arthur Conan Doyle, produtores Alysse Bezahler, elenco Jonny Lee Miller, Lucy Liu, Jon Michael Hill e Aidan Quinn, exibição emissora original CBS, transmissão original 27 de setembro de 2012 a 15 de agosto de 2019.

Elementary é uma série de televisão americana criada por Robert Doherty, estreou na CBS em 27 de setembro de 2012 e apresenta uma versão contemporânea do personagem Sherlock Holmes, criado por Arthur Conan Doyle, mas com as histórias se passando nos Estados Unidos. É estrelada por Jonny Lee Miller, como Holmes e Lucy Liu, como Watson. No Brasil, a série é exibida pelos​ canais Universal Channel (TV por assinatura),  esporadicamente pela Band (TV aberta) e no streaming na Amazon Prime Vídeo. A sétima e última temporada estreou em 23 de maio de 2019 e foi concluída em 15 de agosto de 2019.

Sinopse: Elementary é uma adaptação de Robert Doherty para a obra de Arthur Conan Doyle, que traz os personagens Sherlock Holmes e Dr. Watson para o tempo presente, vivendo em Nova York. Na série, Watson foi transformado em mulher, interpretada por Lucy Liu.

Sherlock (Jonny Lee Miller) é um ex-consultor da Scotland Yard que chega em Nova York após passar um período em um centro de reabilitação para drogados. Forçado por seu abastado pai a dividir sua casa com a Dra. Joan Watson, uma cirurgiã que abandonou a profissão quando um de seus pacientes morreu, ele precisa se manter sóbrio e longe das drogas. Watson foi contratada como monitora de reabilitação, mas acaba se envolvendo com o trabalho de Sherlock como consultor da polícia de Nova York. O contato de Sherlock na polícia é o Capitão Thomas Gregson (Aidan Quinn), que o conheceu em Londres.

Personagens da Série:

Sherlock Holmes: Um detetive inglês que foi consultor da Scotland Yard e agora vive em Nova York, depois de receber alta de uma clínica de reabilitação de drogados. Holmes é um gênio dedutivo com uma variedade de interesses incomuns, que o auxiliam em suas investigações. Sentindo que os casos mais interessantes estão nos Estados Unidos, ele fica em Nova York. Ele é contatado pelo capitão Thomas Gregson da polícia de Nova York para retomar o seu posto de trabalho anterior como um detetive de consultoria. Ele é forçado por seu pai para viver com Dr. Joan Watson, sua monitora de reabilitação. Holmes de Miller exibe muitos aspectos do personagem de Sir Arthur Conan Doyle, enquanto suas relações familiares, especialmente o seu ressentimento por seu pai, foram adicionadas em sua narrativa. É sugerido que o seu êxodo para os Estados Unidos não era simplesmente de reabilitação de drogas ou interesse em crime americano, mas que foi devido a uma mulher chamada Irene Adler.

Joan Watson: Monitora de reabilitação de Holmes. Watson era uma cirurgiã bem sucedida, o que aumenta seu complemento de habilidades. Ela foi contratada pelo pai de Sherlock como sua monitora de reabilitação para ajudá-lo a permanecer abstinente após a sua libertação da clínica. Quando seu contrato venceu, ela permaneceu trabalhando, para isso, mentiu para Holmes, dizendo a ele que seu pai tinha mantido seus serviços. Depois de um tempo, Holmes revela que ele descobriu que ela não estava mais sendo paga. Ele oferece a ela uma posição como uma aprendiz de detetive, dizendo-lhe que com ela, ele se concentra melhor. Watson aceita e começa seu treinamento como um detetive com Holmes.

Capitão Thomas Gregson: O capitão da Polícia de Nova York. Ele foi contratado pela Scotland Yard para observar o seu departamento de combate ao terrorismo. Período em que ele cruzou com Sherlock e ficou impressionado com o seu trabalho. Posteriormente se tornou capitão da polícia de Nova York e contratou Holmes. Ele realmente gosta de Holmes e os dois têm um respeito mútuo um pelo outro, apesar de admitir que Sherlock é um “pé no saco”.

Detetive Marcus Bell: Detetive da Polícia de Nova York. Embora inicialmente é contra a ideia de contratar Sherlock, ele começa a perceber o talento do detetive e aceitá-lo. Sherlock considera que o trabalho de Bell é, basicamente, receber os créditos pelo trabalho de Holmes.

Crítica: Sim, eu demorei muito a me aventurar na série Elementary, talvez por não a achar tão convidativa em torno do universo que tanto amo de Sherlock Holmes. Já tinha assistido a ótima série Sherlock da BBC (2010) de Benedict Cumberbatch (Dr Estranho) e Martin Freeman (Pantera Negra), mas sempre amei os filmes como O Enigma da Pirâmide (1985) com produção de Spielberg, Sherlock Homes (2009) e O Jogo das Sombras (2011), este com Robert Downey Jr (Homem de Ferro) e Jude Law (Animais Fantásticos), ou mesmo a clássica comédia O Irmão mais Esperto de Sherlock Holmes (1975) de Gene Wilder, todos de época e agora ver uma versão atualizada e moderna de Sherlock e Watson, principalmente em Nova York, posso dizer que torceu meu nariz por um tempo, mas com a pandemia acabei por me arriscar no trabalho da CBS e adorei.

O universo atualizado de Sherlock é muito bem produzido, faz sentido em várias questões simbólicos do trabalho de  Arthur Conan Doyle na relação Holmes, Watson e Moriaty, acrescentando detalhes que não desmerecem a obra original, mas a levam a novas interpretações e caminhos não pensados ainda, principalmente pensando na criminologia moderna e nos novos instrumentos de pesquisa e a vida on line.

O carismático Jonny Lee Miller nos apresenta um Sherlock Holmes todo tatuado, se vestindo muito mal, que quase não dorme, uma pessoa insuportável e que provavelmente sofre de algum tipo de autismo. Esta moderna e bem humanizada nova versão de Holmes me lembrou muito ao trabalho do ator Keanu Reeves para o Constantine da DC Comics, onde a boa atuação ator faz desmistificar as principais características visuais do personagem tradicional, como no caso de Holmes alguns objetos clássicos que acompanham o personagem como o cachimbo e o chapéu. Aqui Miller dá novas características e versatilidade a Holmes para acompanhar os dias atuais e uma Nova York moderna, que tudo tem a ver com o tradicional personagem, como se explorasse novas opções que existiam, mas não foram debatidas.

Mas é Lucy Liu como Joan Watson que dá um show de interpretação, muito mais como uma irmã mais velha de Holmes do que como sua companheira de aventura. Este ponto já tinha sido utilizado nas atuais adaptações de Sherlock, tirando Watson como um quase mordomo e faz tudo, para uma também mente analítica e brilhantes, como a atual versão do Alfred de Btaman. Liu, mas conhecida por seus filmes de ação como As Panteras, Kill Bill, O Troco e Carga Explosiva, aqui renasce como uma incrível e ponderada versão feminina de Watson, que criam uma relação de amizade e respeito com o frágil e insuportável Holmes, que tem uma inteligência acima da média mas uma dificuldade imensa de se relacionar com outras pessoas.

Curiosidades: O escritor e produtor Robert Doherty criou a telessérie. Doherty comentou que era Carl Beverly que “inicialmente foi quem trouxe a possibilidade de desenvolver um programa de Sherlock”. Beverly falou sobre a relação entre Sherlock e Watson no show em julho de 2012:

“Rob [Doherty] muitas vezes chama a relação entre Holmes e Watson de um romance, mas isso só acontece devido a um ser uma mulher. Ele dizia desde o início que isso eu acho que é realmente uma descrição apropriada. Há essa ideia de que um homem e uma mulher não podem estar juntos em um show especialmente, sem a necessidade de estarem juntos sexualmente ou no amor ou o que for, e isso é realmente sobre a evolução de uma amizade e de como isso acontece. Observando que deve ser tanto a história deste show como os mistérios que você vê semana após semana sobre quem matou quem”.

Liu foi anunciada no elenco em fevereiro de 2012. Em julho do mesmo ano, ela disse que Watson não é “alguém que está sobre a linha lateral; ela é sua companheira sóbria, ela está envolvida nele, não o mistério. A partir desse ponto você começa a ver como que [a história] floresce.”

Comparação com Sherlock da BBC:

Sherlock é uma releitura contemporânea da história de Sherlock Holmes, que estreou no Reino Unido em julho de 2010 e nos Estados Unidos em outubro de 2010. Logo após o anúncio da CBS que tinha encomendado o piloto para Elementary, o produtor de Sherlock, Sue Vertuetold, noticiou ao The Independent: “nós entendemos que a CBS está fazendo sua própria versão de um Sherlock Holmes atualizado. É interessante, uma vez que se aproximou de nós um tempo atrás querendo refazer o nosso show. Na época, eles deram garantias sobre a sua integridade, por isso temos de assumir que a sua modernizado Sherlock Holmes não se assemelha a nossa de forma alguma, pois isso seria extremamente preocupante”.

Logo após Vertue disse que “Estamos em contato com a CBS e informamos que vamos olhar para o seu piloto quando estiver pronto, para sabe se é muito próximo de alguma violação de nossos direitos”. A CBS fez uma declaração sobre o assunto: “Nosso projeto é um conceito contemporâneo de Sherlock Holmes, que será baseado em Holmes, Watson e outros personagens em domínio público, bem como personagens originais. Estamos, é claro, respeitando todos os direitos e leis autorais e não irá infringir quaisquer histórias ou obras que ainda podem ser protegidos”.

O criador Robert Doherty discutiu as comparações entre Sherlock e Elementary em julho de 2012, salientando que uma tradição de histórias de Holmes atualizados remonta aos filmes de Basil Rathbone da década de 1940, e que ele não achava que fosse o caso de que Elementary tomou qualquer coisa de Sherlock, que ele descreveu como um “show brilhante” ao ter visto a sua primeira temporada. Vários meses depois, Lucy Liu confirmou aos produtores de Sherlock no Reino Unido quando foi mostrado o piloto: “vi como era diferente da deles,” e foram “bem até o momento”.

A primeira temporada foi recebida com críticas positivas dos críticos, que destacaram nova abordagem do programa ao material de origem, a qualidade de escrita, e as performances e química encontrada entre os seus dois condutores e elenco de apoio. A temporada um detém uma classificação de 83% de aprovação no Rotten Tomatoes, com o consenso do site que diz: “Ele não pode apelar para os puristas, mas Elementary fornece um novo fresco rotação sobre Sherlock Holmes, e Jonny Lee Miller brilha no papel-título”.

No Metacritic detém uma pontuação de 73 de 100 pontos baseado em 29 opiniões, indicando “avaliações favoráveis”. Do The Guardian, Phelim O’Neill sentiu que “Jonny Lee Miller e Lucy Liu torna [a série] um ato duplo para a rival Sherlock” e observou que “o ritmo se sente perfeito e os detalhes são claros” Hank Stuever do The Washington Post deu um B + e sentiu que o show “expõe suficiente a sagacidade elegante em seu humor e mostra distinguir-se rapidamente a partir da mais recente série britânica Sherlock (vista na CBS)”.

A segunda temporada foi recebida com críticas igualmente positivas. Ela mantém um índice de aprovação de 100% no Rotten Tomatoes. Vários críticos elogiaram Rhys Ifans por sua interpretação de Mycroft Holmes, com Myles McNutt do The AV Clube chamando sua escolha de elenco de “inspirada” e elogiando-a [série] por ser capaz de combinar com a “amargura” de Miller e elogiando o episódio de estreia global,  que mais tarde passou a oferecer palavras positivas sobre o desempenho de Ifans “nos episódios finais pertencentes a história de Mycroft, apesar de conter falhas no arco geral.” Noel Kirkpatrick do TV.com também elogiou Ifans, dizendo que ele desempenhou o papel “bem sutilmente”.

O episódio “The Diabolical Kind” também atraiu grande aclamação, com muitos destacando a profundidade emocional e desempenho de Natalie Dormer como Moriarty. McNutt chamou a presença de Moriarty e o episódio da série como um todo “refrescante dominante” e também elogiou a narrativa e o diálogo, destacando vários pedaços de “humor espirituoso” no episódio. O episódio tem uma classificação de 9.0 no TV.com com Kirkpatrick alegando que Dormer tinha “uma bola” fazendo o papel de Moriarty e dizendo que havia “coisas boas” para ter nela. Kirkpatrick também apreciou a temporada como um todo para o desenvolvimento de caráter de Holmes, bem como o desempenho do elenco.

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