Castlevania: 2ª Temporada Netflix. - NoSet
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Castlevania: 2ª Temporada Netflix.

Salve pessoal, eu sou o Moura e você já pode me seguir no Instagram como Marcelo.moura.1253. Mais uma vez, vamos falar de um game que evoluiu muito com o passar dos anos, esteve em vários consoles, evoluindo até uma série de animação da Netflix.

Castlevania: O Game de Aventura da Konami.

Desenvolvedoras Konami, MercurySteam e Kojima Productions, Castlevania é uma série de jogos eletrônicos criada e desenvolvida pela japonesa Konami. A série foi criada no Japão e seu título de estreia foi lançado em 26 de setembro de 1986 para o Famicom Disk System, intitulado Castelo Demoníaco do Drácula, seguido por um remake para a plataforma MSX2 em 30 de outubro de 1986. Apesar da conversão para MSX2 (de título Vampire Killer na Europa e no Brasil) ter sido lançado primeiro fora do Japão, a série não recebeu grande atenção fora do país até a versão para Famicom Disk System ter sido convertida para o formato de cartucho para o Nintendo Entertainment System e internacionalizada para lançamentos de Castlevania na América do Norte e na Europa em 1987. Logo em seguida, a série se tornou um ponto de referência na criação de jogos de plataforma e ação. A série passou por um reboot em 2010, através do jogo Lords of Shadow, numa parceria entre a Konami, MercurySteam e Kojima Productions. O jogo conta o surgimento do Conde Drácula e sua ligação com os Belmont através de uma nova perspectiva, já que essa história já havia sido contada através do jogo Castlevania: Lament of Innocence. A série Castlevania é uma das mais famosas séries da Konami, e possui títulos que já foram lançados para diversas plataformas, incluindo Nintendo Entertainment System, Super Nintendo Entertainment System, Nintendo 64, Game Boy, Game Boy Advance, Nintendo DS, Nintendo 3DS, Wii, Sega Mega Drive, Sega Saturn, PlayStation, PlayStation 2, Playstation 3, PlayStation Portable, Xbox, XBox 360, PC Engine, Commodore 64, Sharp X68000, Commodore Amiga, PC MS-DOS e Microsoft Windows. Outros jogos também já foram lançados para celulares e PCs de bolso. Em 2011 a Konami, junto com a Mercury Steam e Kojima Productions, relançaram a série com o subtítulo Lords of Shadow, o qual dá um reboot na série, relançando-a com uma nova história e uma nova inter-relação entre os personagens, de forma independente ao que já havia sido feito na série original.

A História do Game: A série é focada na guerra entre a família Belmont (lendário clã de caçadores) contra o Conde Drácula. A história base seria que a cada 100 anos Drácula ressuscitaria e um Belmont deveria derrotá-lo antes que dele cumprir sua vingança e dominar o mundo, porém com o passar do tempo (ou seja, a medida que os títulos foram sendo lançados) Drácula passou a ser ressuscitado por seus servos fora dos intervalos centenários. De início a série focava mais os Belmonts e seus descendentes, porém logo a série introduziu outros protagonistas, como Alucard, Soma Cruz e Shanoa. A série é parcialmente baseada no romance de Bram Stoker, Drácula. Além disso, o romance é incluído na cronologia oficial da série, com os eventos de Castlevania: Bloodlines acontecendo logo após os eventos do romance. A conexão vai até um pouco mais longe, ao ponto de se dizer que Quincey Morris, um personagem do romance, é um descendente do clã Belmont. O nome Castlevania é originado da junção das palavras Castle (castelo, em inglês) com Transilvânia (região histórica da Roménia conhecida por ter sido a terra natal de Vlad Ţepeş, que inspirou o personagem Drácula). Assim, o nome da série poderia ser traduzido para o português como Castelo da Transilvânia, ou mesmo para Castelvânia. Já o nome original, em japonês significaria algo como Castelo Demoníaco (ou Maligno) do Drácula. Já os subtítulos, geralmente, acrescentam características da história. Os jogos mais antigos da série pegavam emprestados matérias modificados da era de filmes de terror e monstros do Expressionismo Alemão. Também foram incluídas várias criaturas mitológicas. Entre as criaturas da que aparecem nos jogos estão zumbis, lobisomens, o monstro de Frankenstein, A Múmia, o ciclope, Medusa, fantasmas, golens, o Ceifador como braço direito do Drácula e o próprio Drácula. A maioria das armas que os jogadores usam são semelhantes às da Idade Média, e armas mágicas geralmente possuem propriedades elementais, sendo as principais fogo, relâmpago e gelo. Os protagonistas dos jogos mais recentes incluem no arsenal inclusive armas de fogo. Também nos jogos mais recentes (principalmente à partir do Symphony of the Night, de 1997) surgem várias vestimentas, sapatos e acessórios, que podem ser coletados e equipados para aumentar as estatísticas ou atribuir certas habilidades ao jogador. Moedas e corações (em algumas vezes cristais), que possuem papéis variantes dependendo do jogo, são encontrados ao quebrar luzes, candelabros e alguns outros elementos dos cenários e ocasionalmente ao derrotar inimigos. Salas de save e teletransportes são estrategicamente colocadas pelo mapa para permitir aos jogadores recarregar a barra de vida ou mover-se instantaneamente para outra área do mapa. Uma das armas mais icônicas da série é o chicote “Vampire Killer” (“Matador de Vampiros”). Ele é descrito como uma arma lendária usada pelos Belmonts na batalha contra o Conde Drácula e seus ascetas, apesar de às vezes ele também ser passado e usado por outras famílias. Outros nomes e termos usados para ele são “Mystic Whip” (“Chicote Místico”), “Holy Whip” (“Chicote Sagrado”) e “Whip of Alchemy” (“Chicote de Alquimia”, para sua forma incompleta em Lament of innocence). A história por trás do chicote é mostrada em Castlevania: Lament of Innocence, onde o alquimista Rinaldo Gandolfi, através da alquimia, o cria como uma poderosa arma contra as criaturas das trevas e o dá para Leon Belmont, um ex-Cruzado. O chicote é mais tarde fundido com a alma pura e boa de Sara Trantoul (noiva de Leon que fora mordida por um vampiro) para criar o Vampire Killer, que se faria presente, de uma forma ou de outra, em quase todos os jogos da série. O chicote dá a alguns Belmonts habilidades super-humanas. Porém o chicote somente poderia ser usado por aqueles que possuíssem os “Cromossomos do Deus da Guerra Belmont”, já que o chicote simplesmente drena a vida dos usuários que não fazem parte da linhagem Belmont. Isto foi descoberto por John Morris quando, após sua batalha contra Drácula, ele notou que suas feridas nunca se curavam. Incapaz de utilizar os poderes do Vampire Killer por completo sem ferir a sua própria vida, ele brevemente sucumbiu e faleceu. Contudo, seu filho, Jonathan Morris, foi capaz de usar todo o poder do chicote por um curto período de tempo através de um ritual feito pelas irmãs Lecarde. O ritual necessitava que Jonathan derrotasse a memória do último Belmont a utilizar o chicote, Richter Belmont. Após Jonathan derrotar Drácula, o chicote retornou à família Belmont. A história cronológica da série não obedece à ordem em que os jogos foram lançados. Vale resaltar também que, em 2010, com lançamento de Castlevania: Lords of Shadow, iniciou-se uma nova cronologia (ou uma cronologia paralela) da série.

Castlevania: Primeira e Segunda Temporada da Netflix.

Castlevania é uma animação adulta americana em sua segunda temporada na Netflix baseada no jogo japonês de 1989, Castlevania III: Dracula’s Curse, da Konami. A série retrata Trevor Belmont, que defende o condado da Valáquia de Dracula e seu exército de demônios. A série foi originalmente planejada como um filme, desenvolvido pelo produtor Kevin Kolde e sua empresa Project 51, e posteriormente pela Frederator Studios quando Kolde se juntou à mesma empresa em 2005. Kolde tinha um contrato para um roteiro com o escritor Warren Ellis em 2007; o projeto entrou na geladeira até 2015, onde finalmente encontrou a Netflix. O estúdio de animação Powerhouse Animation Studios juntou-se à equipe e a produção começou. Seu estilo de arte é fortemente influenciado pelos animês japoneses e pela arte de Ayami Kojima em Castlevania: Symphony of the Night, com a equipe de produção incluindo membros da equipe que trabalhavam na indústria de animês japonesa. A série estreou no serviço de streaming da Netflix em 7 de julho de 2017 e foi renovada para uma segunda temporada expandida de oito episódios no mesmo dia; a segunda temporada foi lançada em 26 de outubro de 2018. De acordo com o ator Richard Armitage, uma terceira temporada foi aprovada pela Netflix.

Sinopse: Quando sua esposa é queimada na fogueira depois de ser falsamente acusada de bruxaria, o vampiro conde Vlad Dracula Tepes declara que todo o povo da Valáquia pagarão com suas vidas. Ele convoca um exército de monstros e demônios que invade o condado, fazendo com que as pessoas vivam vidas de medo e desconfiança. Para combater isso, o desonrado caçador de monstros Trevor Belmont pega em armas contra as forças de Dracula, auxiliado pelo mago Sypha Belnades e pelo dampiro de Dracula, Alucard. A história passa principalmente por quatro personagens, Trevor Belmont, o último membro vivo da casa dos Belmont, uma família de caçadores, excomungada pela igreja, que espalhou rumores de serem desonestos e que caçavam utilizando de poderes sobrenaturais provindos do próprio inferno. Adrian Tepes, A.K.A. Alucard, o filho meio vampiro da relação entre Drácula e Lisa Tepes, que procura proteger a humanidade de seu pai por amor à sua mãe. Sypha Belnades, uma oradora e neta do ancião que exerce uma poderosa magia. Todos estes três personagens devem deter Vlad Drácula Tepes, um vampiro isolado e solitário, que quer vingança contra a humanidade por terem matado sua esposa, Lisa, convoca um exército de monstros para destruir todos do país de Valáquia, por vingança à igreja.

Crítica: Castlevania é aquele lendário game que apareceu em vários consoles, um clássico respeitado por todos, que sempre ficou próximo a ser eternizado como um tremendo jogo, como God of War, Prince da Pérsia, Skyrim, Devil May Cry e Diablo, dependendo da época que você nasceu, principalmente porque tem o Drácula como um dos personagens principais e uma mitologia própria baseada nos livros e contos de terror, mas que a cada final vinha a sensação de que não era desta vez ainda que o jogo tinha um memorável final, que faz repetir e repassar as fases. A cada novo lançamento esperava que agora iria apresentar algo incrível, adorando as histórias dentro do jogo, mas acabava achando repetitivo e cansativo, muitos vezes nem terminando por não ter paciência de passar uma fase inexplicável. Com gráficos bons, roteiro interessante, alguns puzzles desafiadores e uma boa história que entretém, faltou sempre aquele a mais que fazia todo mundo comentar no colégio, sim, no meu tempo não tínhamos internet e era através do boca a boca. Com a mudança e a nova franquia, Castlevania, Lord of Shadows, o jogo se aproximou muito do estilo de sucesso de God of War e Prince da Pérsia e isso deu novo animo a série, mas infelizmente Shadows comete erros que frustram muito quem está jogando, cansativo, puzzles são simplesmente sem regras, e jogabilidade primária e limitada a apertar os mesmos botões para passar de fase. Ainda assim, é muito superior a jogos como Dante´s Inferno (2010) e Dark Sider (2010), que foram varridos da nossa memória de tão ruins.

Em 2017 a animação da Netflix baseada nos games da Castlevânia de 1986 é ótima por vários motivos e me fez pensar em jogar o game mais uma vez, principalmente se for no estilo RPG da animação, Com um gráfico impressionante e um estilo totalmente baseado nos animes japoneses, o pior da primeira temporada está no fato de ser uma série curta demais, com apenas quatro capítulos e ser uma introdução aos personagens, sem muita ação ou mesmo ter tempo para nos aprofundarmos na história. Ainda assim gostei de tudo que vi, mas sai com uma sensação horrível de que tudo acabou prematuramente, muito parecido com a que tive na animação do Constantine: Cidade dos Demônios, que acaba justamente quando começa a aventura e agora só daqui a um ano para vermos mais. A vantagem do Castlevânia é que já passou este ano e você pode assistir a coletânea com 12 capítulos juntos, já que cada capítulo tem apenas 25 minutos de apresentação. A primeira fase basicamente é a história dos personagens e como se encontraram para a aventura do grupo, como um RPG.

Já em sua segunda temporada, tudo está muito bem construído e nenhum ponto até o final fica desamarrado, e se você não conseguir assistir os quatro capítulos de 2017, não tem problema porque a história se explica nos comentários dos personagens e nos flash backs. Novamente a animação impressiona com um estilo muito forte japonês, lutas e guerras, existe uma “brincadeira” no desenho que nos dá a impressão de realidade nas câmeras, já que temos vôos e salto incríveis em combate, mas com a perceptiva que estamos participando da cena no ambiente. O roteiro também cresce na medida em que a história evolui, e cada personagem demonstra suas intenções, poderes e traições. Não posso deixar de falar nas diferenças básicas entre os personagens principais, pai e filho, Drácula e Alucard  (Drácula ao inverso, na verdade sue verdadeiro nome é Adrian Tepes), que apesar das semelhanças do estilo japonês de mangás, na sua essência a aparência de Drácula levam ou clássicos filmes da Hammer ou mesmo do livro de Bram Stoker e Alucard tem todos os seus traços visuais no personagem Lestat de Lioncourt da escritora Anne Rice, que no cinema também lembra o primeiro filme com Tom Cruise no papel principal.

Curiosidades: No site de agregação de revisões Rotten Tomatoes, a primeira temporada tem uma classificação de 79%, com base em 24 avaliações, com uma classificação média de 7,39 / 10 e um consenso crítico que diz “Castlevania oferece visuais espetaculares e uma adaptação convincente em seu primeira temporada muito curta”. É a primeira adaptação de game na história do site a receber uma classificação “Fresh”. O Metacritic, que atribui uma classificação em 100 comentários de críticos tradicionais, relatou que havia “críticas geralmente favoráveis” para a série, com uma pontuação média de 71 baseado em 4 avaliações. O The Verge deu uma avaliação mista, observando que o gore fez pouco para criar uma sensação de perigo e sentiu “intencionalmente chamativo”. Concluiu que “Castlevania está madura com potencial, mas também carregada de clichês”. Dave Trumbore do Collider deu a série quatro estrelas de cinco, elogiando a química entre o elenco e comparando a violência com o anime, como Ninja Scroll. A IGN também elogiou o roteiro de Warren Ellis, mas sentiu que seu humor era um pouco irritante. Em uma resenha à revista Paste, Dave Raposo escreveu que Castlevania canalizou a fórmula da piada de xorte que é vista em Family Guy. Ele descartou as tentativas “absurdas” de humanizar Drácula e chamou-a de “imitação tímida de Game of Thrones”, observando que as ambições do roteiro “fogem dos ideais simples que unificam as melhores entradas da série Castlevania”. Diversos comentários elogiaram o elenco de voz, particularmente Graham McTavish como Drácula e Richard Armitage como Trevor Belmont. Escrevendo para o Screen Rant, Sarah Moran chamou a atenção para a “borda sarcástica” que Armitage trouxe para o personagem. O Destructoid também escreveu positivamente de Trevor Belmont como protagonista, mas criticou a animação e acrescentou que os desenhos dos personagens eram “rasos”. Dan Seitz, da Uproxx, deixou um comentário negativo, escrevendo que tentou muito encontrar profundidade na história da série Castlevania. Ele também citou problemas com o ritmo.

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