Away: Crítica Primeira temporada Completa (2020) - NoSet
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Away: Crítica Primeira temporada Completa (2020)

Salve Nosetmaníacos, eu sou o Marcelo Moura e hoje falaremos de uma interessante série dramática sobre a primeira viagem de uma tripulação humana a Marte. Away é uma série de televisão americana de drama estrelada por Hilary Swank. Criada por Andrew Hinderaker, Away estreou na Netflix dia 4 de setembro de 2020.

Away: Primeira Temporada.

Criador Andrew Hinderaker, produtores Jeff Rafner, Patrick Ward e Chris Jones, produtores executivos Jason Katims, Jessica Goldberg, Matt Reeves, Andrew Hinderaker, Edward Zwick, Hilary Swank, Adam Kassan, Jeni Mulein e Michelle Lee. Elenco Hilary Swank, Josh Charles, Vivian Wu, Mark Ivanir, Ato Essandoh, Ray Panthaki e Talitha Bateman. Empresas produtoras True Jack Productions, 6th & Idaho e Universal Television, emissora original Netflix.

Sinopse: Away segue a história “Emma Green, uma astronauta americana que deve deixar seu marido e filha adolescente para comandar uma tripulação espacial internacional que embarca em uma missão traiçoeira de três anos. É uma série sobre esperança, humanidade e como, em última análise, precisamos de um ao outro se quisermos alcançar coisas impossíveis.”

Crítica: Aways foi uma belíssima indicação para uma série sci fi na Netflix que felizmente superou todas minhas expectativas de ficção científica, efeitos especiais e uma carga dramática com uma elenco de primeira.

Não é novidade produções sobre a pesquisa e colonização espacial, já comentamos aqui no Noset os ótimos representantes desta jornada ao Planeta Vermelho como 2001 – Uma Odisseia no Espaço, Planeta Vermelho, Missão Marte e Perdido em Marte, além de ótimos filmes dramáticos sobre a conquista da Lua como Apolo 13, O Primeiro Homem e Estrelas Além do Tempo, onde a superação humana é o ponto central, e Away, de Andrew Hinderaker, consegue tirar o melhor do que há nestes filmes, abusando do lado humano e efeitos de primeira, que tiram nosso folego a cada capítulo. Não se engane porque o pano de fundo do filme é sobre viagens espaciais, mas sua história é, com certeza, sobre família e o relacionamento humano.

Do elenco a maravilhosa Hilary Swank (Menina de Ouro e Meninos não Choram), como Emma Green, dá um show de interpretação, sua personagem demonstra, e muito, sua preocupação com a família que ficou na Terra, além de sua equipe na nave. As frustações que ocorrem a cada desafio de sua viagem por três anos para Marte, a convivência diária enclausurada com a equipe, seu casamento e sua filha, tudo isso em uma jornada inédita para humanidade.

Josh Charles (Sociedade dos Poetas Mortos e Swatt – Filme) como Matt Logan surpreende com uma carga dramática inédita na carreira do mediano ator de tv. Charles começa como um pai que perdeu a oportunidade de ir na viagem para Marte e logo sofre de uma doença que o tira do jogo. A superação de Logan na série é impressionante assim como sua força de vontade, sua relação com sua filha, esposa e trabalho e sua capacidade de entender a necessidade acima do medo. Ótima atuação.

Mark Ivanir (Lista de Schindler) como Misha Popov é outra atuação que nos tira do sério, começando criando uma personagem extremamente insuportável para entregar no final uma apaixonante história de vida, amor ao país e a família.

Infelizmente com tantos excelentes atores, a que menos se destaca é Thalita Bateman (A 5ª Onda e Annabelle) como Alexis Logan. Talvez, muito disso seja culpa do roteiro da série, que a joga como uma “aborrecente” que usa a doença do pai ou a ausência da mãe para fazer, sem nenhuma responsabilidade, tudo que deseja, mentindo o tempo todo e usando as pessoas a sua volta. O problema é que não há um sentimento real de culpa sempre que é descoberta, e isso vai até o final.

Até o momento não há um anuncio sobre uma segunda temporada, mas a expectativa é alta, a série entrega grandes viradas, o final é grandioso e deixa uma gostinho de quero mais.

Curiosidades: Em 10 de junho de 2018, foi anunciado que a Netflix havia encomendado à produção da série para uma primeira temporada composta por dez episódios. A série foi escrita por Andrew Hinderaker, inspirada em um artigo da Esquire com o mesmo nome de Chris Jones.

Os produtores executivos são Jason Katims, Matt Reeves e Adam Kassan. Hinderaker deveria atuar como co-produtor executivo e Rafi Crohn como co-produtor. As empresas de produção envolvidas com a série são True Jack Productions, 6th & Idaho e Universal Television. Michelle Lee, ex-chefe de desenvolvimento da True Jack Productions, que estava muito envolvida no desenvolvimento e venda do projeto para a Netflix, será creditada como produtora executiva no primeiro episódio da série. Lee deixou a True Jack Productions em dezembro de 2017. Jeni Mulein, que ingressou na empresa de produção como o novo chefe de desenvolvimento em abril de 2018, foi creditada como co-produtora executiva no segundo a décimo episódio. Em 19 de outubro de 2018, foi relatado que Ed Zwick havia ingressado na produção como produtor executivo e que ele dirigiria o primeiro episódio da série.

Em 8 de agosto de 2019, foi anunciado que Talitha Bateman, Ato Essandoh, Mark Ivanir, Ray Panthaki e Vivian Wu haviam se juntado ao elenco. As gravações da primeira temporada começaram em 26 de agosto de 2019 e acabaram em 5 de fevereiro de 2020 em North Vancouver, Canadá.

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