As 12 Animações do Universo Compartilhado da DC Comics (2013 – 2019). - NoSet
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As 12 Animações do Universo Compartilhado da DC Comics (2013 – 2019).

Salve Nosetmaníacos, eu sou o Marcelo Moura e hoje vamos falar das 12 novas animações que reviveram o novo Universo Compartilhado da DC Comics e vamos apresentar por em ordem cronológica para facilitar o entendimento de todos. Vocês vão perceber que algumas animações vão faltar, como Batman Ninja, Liga da Justiça Sombria, entre outras, mas é porque estes são fora da cronologia das animações deste Universo.

Justice League: The Flashpoint Paradox (2013)

De Jay Oliva; com as vozes de Justin Chambers, Kevin Conroy, Kevin McKidd, Michael B. Jordan, Cary Elwes, Nathan Fillon, Ron Pearlman e Dana Delany.

Sinopse: O mundo dos heróis mudou, Flash acorda em uma realidade onde seus melhores amigos estão sutilmente mudados e ele deve “correr” contra o tempo para salvar aqueles que ama e entender o que ocorreu.

Crítica: No começo das HQs (1934), surgiu a National Allied Publications, uma casa onde os heróis conviviam pacificamente com os vilões, não haviam mortes, mas apenas pequenos crimes e um encontro de heróis era algo charmoso e único. Depois veio a Era de Ouro, Prata e Bronze dos quadrinhos (1950 – 1979) onde nossos heróis já existiam em um Multiuniverso fantástico, mas ainda juvenil demais sem grandes conflitos ou confrontos. A partir dos anos 80, com Crise nas Infinitas Terras, roteirizado por Mark Wolfman e desenhado por George Perez, é que as HQs começaram a engrenar na fase adulta. Seus leitores já não eram mais crianças, envelheciam e exigiam que seus heróis também amadurecessem. Além disso, existiam vários heróis em várias terras e dimensões que tinham, neste tempo, criado diversas origens e poderes inexplicáveis que não cabiam mais neste século.

A partir de Crise, começamos a caminhar por um novo mundo de “Crise de identidade”, “Asilo Arkham”, “Cavaleiro das Trevas”, “Morte em Família”, “A Piada Mortal” e “Batman, Ano 1″ como verdadeiras referências ao novo estilo de Heróis. Poderosos mais ainda assim, humanos, com desejos, sentimentos e perdas. Ponto de Ignição é o amadurecimento deste conceito, é o final das roupas de licra por armaduras tecnológicas. Da cueca sobre a roupa, tão comum nos antigos heróis, e do conceito de Deuses Heróis que nunca se machucam. Paradox nos leva a uma era transitória do medo, do ódio, do orgulho onde herói e vilão vivem em uma linha tão tênue de equilíbrio que não se sabe quem é mais ou menos correto. Deixamos de ser adolescentes para sermos homens como nossos pais. É aqui e agora que a DC sempre sonhou em chegar e a porta de entrada dos quadrinhos modernos é o Ponto de Ignição. Bem vindos aos novos 52!

Liga da Justiça – War (2014)

Baseado nas HQ´s Liga da Justiça Origens, logo após a saga Flashpoint e iniciando no Reboot Os Novos 52, com Bruce Wayne, Clark Kent, Hal Jordan, Diana Price, Barry Allen, Victor Stone, Billy Batson e Darkseid, War é uma das melhores animações e uma referência para o a continuação do filme Superman VS Batman.

Crítica: Logo após a redefinição do Universo DC em Liga da Justiça Flashpoint:  Paradox, os Novos 52 começam aqui. Liga da Justiça War é a redefinição dos velhos heróis da Liga da Justiça em sua nova versão, tanto em uniformes quanto em personalidade. Não que eu seja fã dessas mudanças e como já passei por pelo menos três delas iniciada pela Crise das Infinitas Terras e por aí vai, está realmente é uma história épica e uma mudança necessária, talvez até comparável a primeira fase dos Supremos da concorrente Marvel. E que história, com um vilão a altura, Darkseid, a união dos heróis solitários em um grupo que mostra que diferentes pessoas podem construir quanto tem os mesmos ideais e um líder a altura. È imperdível para o fã de cadeira da DC.

Das mudanças vale a pena citar o Batman mudou o uniforme para preto, nem os heróis acreditam que ele é humano e sim uma lenda urbana, sério e sisudo, tira um tremendo sarro de Hal Jordan. O Superman ficou mais jovem, mais imprudente e muito parecido com o filme Superman: Homem de Aço, onde cada movimento na luta provoca uma tremenda destruição a sua volta. Também teve mudanças no uniforme, a cueca vermelha saiu e seu uniforme tem uma gola no pescoço. Mulher Maravilha, rtambém conhecida como princesa Diana, não usa mais o uniforme americano, uma das melhores coisas que foi deixado para trás. Agora ela tem uma queda pelo Super como uma igual e usa além do laço, uma espada de guerra. O Flash ficou um pouco mais parecido com o Wally West do que com Barry Allen e poderia ter o uniforme mais ousado. O Lanterna Verde original, Hal Jordan, está com uniforme novo e usando mais a imaginação no anel do que apenas criando estacas, lembrando até o filme péssimo do Lanterna Verde de Reynolds. Já Shazam é com certeza o personagem que mais sofreu mudanças, talvez devido as possibilidades que seu filmes de 2019 vai oferecer. Não mais chamado de Capitão Marvel, nome usado pelo herói falecido e sua contra parte na Marvel, agora Shazam tem poderes elétricos também, além de um capuz na cabeça. Cyborg na re sua reformulação não iniciou a Carreira nos Novos Titãs, grupo liderado por Robin / Asa Noturna, mas vem direto para os heróis da primeira linha e tem sua armadura ligada diretamente a Apokolis. Fica ligado on line nas “redes da internet” o tempo todo e tem acesso a todos os satélites mundiais. Darkseid é um dos meus vilões preferidos da DC para eventos Cósmicos e sua evolução o deixou mais durão.

Son of Batman (2014)

Direção Ethan Spaulding, produção James Tucker, roteiro James Robinson e Joe R.Lansdale, baseado em Batman e Filho por Grant Morrison e Andy Kubert. Elenco Jason O’Mara, Stuart Allan, Morena Baccarin, Giancarlo Esposito, Xander Berkeley, Thomas Gibson e David McCallum, Companhias produtoras Warner Premiere, Warner Bros. Animation e DC Entertainment, distribuição Warner Home Video.

Crítica: Batman teve que existir durante 75 anos para poder ser um pai (na atual cronologia). A mais nova
animação da DC Comics, O Filho do Batman, introduz Damian Wayne, filho do Cavaleiro das Trevas originado em uma antiga história em que Batman apesar de dormir com Tália, a filha de Hans Al Ghul, não aceita assumir o seu Império e Tália esconde o nascimento de seu herdeiro. Tanto Al Ghul quanto Tália também apareceu na trilogia de Nolan para o filme Batman no cinema. Son of Batman adapta a Hq “Batman & Son”, de Grant Morrison e Andy Kubert, que apresentou nos quadrinhos, em 2006, o filho de Bruce, um ninja de apenas 5 a 7 anos de idade sem piedade, mas com velocidade e combates assombrosos para idade. Batman descobre que tem um filho pré-adolescente violento e teimoso, Damian Wayne, que procura vingança após o falecimento de seu avô (Hans) e o rapto de sua mãe (Tália). A animação O filme é muito bom, mas apenas com a resalva. Para ter um vilão descente no desenho, a DC destruiu ou recontou a origem do ótimo personagem Exterminador (Deathstroke em inglês) mais conhecido como Slade Wilson que ficou medonha e fraca demais. Para poucos que não sabem, o personagem da Marvel Deadpool é baseado/copiado dele, mas com um humor do Homem Aranha.

Liga da Justiça: O Trono de Atlantis (2015):

Direção Jay Oliva e Ethan Spaulding, roteiro Heath Corson, dublagem Matt Lanter, Sam Witwer, Jason O’Mara e Sean Patrick Thomas.

Sinopse: Depois de “Liga da Justiça: Guerra”, Arthur Curry será finalmente apresentado a humanidade, mas não lembrará de sua herança Atlantis. Na trama, o vilão Mestre do Oceano controla Atlantida, lar de Aquaman, e vai à guerra contra o mundo da superfície por conta dos testes com armas da Marinha. Claro que a Liga da Justiça intervém para proteger os inocentes e Aquaman fica no meio do caminho, sem saber de que lado ficar.

Crítica: Depois dos ótimos War e Liga da Justiça VS Jovens Titãs, Trono de Atlantis é animação mais fraca da nova fase da DC. A Liga da Justiça, em cada recriação, tem sempre que ter seus ícones ligados a formação como Superman, Mulher Maravilha, Lanterna Verde, Batman e Aquaman. Apesar de bem desprestigiado por esta nova geração de leitores de HQ, Aquaman já foi um personagem de grande influência na antiga série de TV dos Superamigos.  Infelizmente, mesmo sendo repaginado, ganhando barba, perdendo uma mão, Aquaman sempre caiu no descrédito por precisar de água e em muitas vezes precisou incluir o elemento para se fazer útil na história. Por várias vezes virou coadjuvante da Liga da Justiça, mesmo sendo superforte e telepaticamente poderoso.  A história do Trono de Atlantis para envolver o Aquaman junto a nova Liga da Justiça é fraca, não tem graça e não empolga, principalmente porque o vilão e ridículo e fica mais naquela questão do politicamente correta com a ONU do que simplesmente a Liga descer a porrada em Atlantis. Aquaman nunca foi meu herói preferido, neste quesito prefiro muito mais o Namor da Marvel que ora é vilão, ora é herói, do que o próprio Aquaman, pois o acho um personagem limitadíssimo e de difícil encaixe no universo DC. Por isso mesmo sempre teve várias HQs canceladas nos EUA. De qualquer maneira é uma animação da DC e isso já vale a pena assistir.

Batman vs. Robin (2015)

Batman vs. Robin é uma animação do gênero ação dirigido por Jay Oliva e roteirizado por J. M. DeMatteis.

Sinopse: Nesta nova adaptação de Jay Oliva, Robin ou Damian Wayne é recrutado pelo grupo contra o crime organizado ou a sociedade secreta chamada de A Corte das Corujas E acaba por se tornar a maior ameaça de seu pai Batman. Longa animado é baseado na série de quadrinhos: Batman: A Corte das Corujas, onde Batman e Robin duelam numa batalha emocionante da decisão do Bem justo e o Mal impiedoso.

Crítica: Desde o arco Uma Morte em Família e A Piada Mortal, onde o Coringa nas duas situações mata e fere de forma brutal e cruel, pessoas amadas e ligadas a Bruce Wayne, uma dúvida sempre permanece. Mesmo sabendo que certos vilões são incuráveis, como o Coringa, por que Batman não mata os vilões, sendo que ele sabe que na próxima fuga o Coringa fará novas vítimas.Este conceito foi muito bem usado na também animação Batman Contra o Capuz Vermelho (2010), onde Jason Tod volta dos mortos através do Poço de Lázaro e procura vingança contra seu algoz, O Coringa, e contra o seu mestre, o Batman, por não ter vingado sua morte.  No arco, O Filho do Demônio, Bruce Wayne tem uma noite de amor com Thália (segundo o mesmo estava drogado) e desta relação nasce Damien. Em ambas as animações, O Filho do Batman e Batman VS Robin, este questionamento está claro na visão do autor e Batman, que já não é mais um jovem aventureiro, tem que demonstrar que a compaixão é a melhor arma de um herói, mesmo que ele não seja nenhum Homem de Aço, mas há um limite a ser traçado e que apenas a violência vingadora desta nova geração de heróis não é a resposta. Se nós concordamos com Batman ou não, é uma questão tão boa quanto o sexo dos anjos, mas que todos nós amamos o Coringa, isso é inegável. Damien é um Robin diferente de todos, treinado pelo assassinos de Hans al Ghul, esta pequena máquina de matar tem que ser instruído pelo seu pai e decidir se o respeito é maior do que sua sede de poder, força e habilidade. Talvez minha única crítica a série seja a péssiam adaptação que foi feita para o ótimo personagem o Exterminador, que aqui fica em segundo plano sendo fundo de palco para a história do filho do Batman, literalmente.

Batman: Sangue Ruim (2016)

Direção Jay Oliva, baseado em  Batman R.I.P. por Grant Morrison, Batman: Bad Blood é uma animação americana, lançado diretamente em vídeo, que faz parte do DC Universe Animated Original Movies. O filme serve de sequência para o filme de 2015, Batman vs. Robin (já comentado aqui). Jason O’Mara e Stuart Allan retornaram como as vozes de Bruce Wayne e Damian Wayne, seus papéis no filme anterior, além das novas vozes de Yvonne Strahovski, James Garrett e Gaius Charles dublando Mulher-Morcego, Alfred Pennyworth e o Batwing.

Sinopse: Após o desaparecimento de Batman, Asa Noturna assume o manto do homem-morcego e Damian Wayne vira o novo Robin, com o objetivo de trazer de novo a justiça a Gotham City. Uma nova vigilante conhecida como Batwoman investiga o desaparecimento de Batman, e ajuda o novo Batman e Robin a enfrentar os vilões da cidade. Luke Fox, filho do desenvolvedor tecnológico Lucius Fox vira o Batwing para ajudar a Bat-Família a enfrentar novos vilões; Chapeleiro Louco, Mariposa Assassina, Vagalume e Eletrocutor liderados por Heretic.

Crítica: Após os ótimos O Filho de Batman (2014) e Batman vs Robin (2015), Batman Sangue Ruim (2016) decepciona. O argumento é bom, mas para ser trabalhado em menos de duas horas  não convence, ficando parecendo mais uma ponte do excelente trabalho anterior a um outro que estará por vir. A relação de Bruce com seu filho, Dwayne, continua muito dificil desde a última animação ao enfrentar O Clã das Corujas, mas é possível enxergar cada vez mais um Bruce Wayne pai do que o Batman tutor. É também interessante ver as consequencias de se ter Dick Grayson, o primeiro Robin, usando o manto do morcego e como o mesmo reage a tudo isso, mas o tempo de duração torna tudo muito futil. A introdução da Batwoman (não confundir com a Barbara Gordon – Batgirl e Oráculo) e Batwing também ficam sem nenhuma trama exigente e passa mais como uma mera coincidencia de se estar no lugar certo na hora certa do que por ser realmente inspirado no mito do morcegão. A trama também tenta trabalhar a dificuldade que Batman tem de trabalhar em um grupo que ainda não respeita e o final melodramático existe para isso mesmo. Senti falta de um vilão mais impressionante como Coringa e Rhas do que a insosa Thália, seus vilões meia boca e um clone sem graça. Senti falta na animação também do Capuz Vermelho (2010), um dos meus Robins preferidos atualmente e mil vezes melhor que o tal de Batwing.

Liga da Justiça vs. Jovens Titãs (2016):

Liga da Justiça vs. Jovens Titãs é uma animação norte-americano, dirigido por Sam Liu e produzido por James Tucker. O roteiro é de Alan Burnett e Bryan Q. Miller, com a história de James Tucker. Elenco Jerry O’Connell, Jason O’Mara, Matt Lanter, Rosario Dawson, Christopher Gorham, Sean Maher, Shemar Moore e Jon Bernthal. .

Sinopse: Liga da Justiça vs Jovens Titãs conta a história de Robin (Damien Wayne) indo trabalhar com os Titãs depois que seu comportamento atrapalhou uma missão da Liga da Justiça. O jovem deve enfrentar a Liga da Justiça depois que Trigon possuiu os heróis e os usa para tentar conquistar o mundo.

Crítica: Excelente animação da DC, Liga da Justiça VS Jovens Titãs é uma grande homenagem a um dos melhores e mais tradicionais grupos da antiga DC Comics que as HQs já tiveram. Com  várias reformulações, desde a original Turma Titãs com Robin (Dick Grayson), Ricardito (Arsenal), Kid Flash (Wally West), Moça Maravilha (Dona) e Aqualad, passando pelos Novos Titãs da década de 80 com Cyborg, Mutano, Ravena e Estelar, até esta última geração com o novo Superboy, os Titãs sempre foram um grupo amado pelos fãs. Na verdade são praticamente a casa dos Robins, a onde quase todos, menos Jason Todd, treinaram e aprenderam a combater em grupo e sobre liderança. Esta última versão dos Titãs para animação, com os novos 52, é chamada de Os Jovens Titãs (Teen Titans), no mesmo estilo da animação Justiça Jovem (com Superboy, O Novo Aqualad e Miss Marvel), mas aqui com os Titãs Originais e a Nova geração, como Estelar, fazendo o papel de tutor e professor de jovens adolescentes e também Dick Grayson (Asa Noturna), como um dos mais  tradicionais do grupo.

Liga da Justiça vs Novos Titãs tem um enredo centrado na jovem Ravena e seu passado tenebroso, e seu novo colega de grupo, o novo e intempestivo Robin, na verdade Damien Wayne, o filho do Batman com a Tália Al Ghul. O vilão não poderia ser ninguém menos que o tradicional demônio Trigon, e a aparição de Ra´s Al Ghul, dá o toque final a uma das melhores histórias produzidas para animação, que mistura a nova Liga da Justiça e seus os Jovens Titãs,  Se você é novo nesse negócio de HQs, não sabe que o primeiro grupo do Personagem  Cyborg antes da reformulação das HQs no Renascimento foi nos Titãs, até por isso que as séries animadas como teen Titans e GO tem ele no grupo e é a chance de vê-lo em ação novamente com seus antigos colegas e se divertir mais uma vez como o humor, aqui não tão aberto, da amizade adolescente entre Mutano e Cyborg na noite da Pizza, ou o respeito do Cyborg pela liderança do jovem Robin. Uma grande homenagem é prestada no final do filme, mostrando todo o carinho que o Cyborg tem pelos Titãs, um tipo de desculpas da DC Comics, por tê-lo tirado dos Titãs e apagado seu passado, diferente de outros personagens como o Wally West(Kid Flash) e até Dick Grayson (Robin Original(, que já substituriam seus professores, respectivamente Flash e Batman na Liga da Justiça por algum tempo, sem apagar seu passado nos Titãs.

Jovens Titãs: O Contrato de Judas (2017):

Direção  Sam Liu, produção James Tucker, roteiro Ernie Altbacker e JM DeMatteis, história Ernie Altbacker, elenco Stuart Allan, Miguel Ferrer, Christina Ricci, Sean Maher, Kari Wahlgren, Taissa Farmiga, Brandon Soo Hoo e Jake T. Austin, companhia produtora DC Comics e Warner Bros. Animation, distribuição Warner Home Video. Com roteiro de Ernie Altbacker baseado no contrato de Judas por Marv Wolfman e George Pérez, Teen Titans: The Judas Contract é uma animação norte-americana lançada diretamente em vídeo. O filme é a sequência direta de Liga da Justiça vs. Jovens Titãs sendo parte do DC Universe Animated Original Movies. Baseado na equipe homônima da DC Comics, com o elenco de voz que tem a volta de Stuart Allan, Sean Maher, Kari Wahlgren, Taissa Farmiga, Brandon Soo Hoo e Jake T. Austin como Robin, Asa Noturna, Estelar, Ravena, Mutano e Besouro Azul, com a estreia de Miguel Ferrer e Christina Ricci como Exterminador e Terra. Este foi o último trabalho de Ferrer antes de morrer de câncer de garganta aos 61 anos. O filme foi lançado em Download digital no dia 4 de abril de 2017 e em home media 18 de abril pela Warner Home Video.

Sinopse: Jovens Titãs: O Contrato de Judas conta a história de Tara Markov, a Terra que contém os poderes de controlar a terra e o solo e se uniu aos Jovens Titãs durante os eventos de Liga da Justiça vs. Jovens Titãs, se tornando uma possível ameaça e deixando a questão: Será a nova heroína aliada ou inimiga? E quais são os planos do Exterminador para a jovem equipe de heróis?

Crítica: O Contrato de Judas é uma das melhores animações da DC após Dark Justice, War e Liga da Justiça vs Titãs e um dos maiores trabalhos de Sam Liu,mesmo diretor da animação Liga da justiça e Novos Titãs.  Liu faz uma imensa homenagem aos Titãs de todos os tempos nas HQs, criando um reboot inteligente na animação, no padrão ainda dos Novos 52 e não Rebirth, mas ainda assim, um belíssimo trabalho. O roteiro de O Contrato de Judas é lindo, tem algumas partes que virei o nariz, confesso, mas ainda assim é perfeito porque une os universos DC e coloca os Titãs como uma força nas animações.

Tudo bem que existe um exagero no foco do novo Robin, Damien Wayne, principalmente como falarei adiante, no contexto da mudança da origem do Slade para caber no universo de Damien. Já explicando o que não gostei, que é muito pouco mesmo, no novo reboot do personagem Slade Wilson, o Exterminador ficou fraco em tudo. Wade é um assassino frio, calculista e violento, e não um simples mercenário que esconde na história um plano para a jovem equipe. O reboot mantém a classe como o ódio que Slade tem pela equipe, principalmente pela relação com Tara Markov ou Terra, a nova integrante da equipe que possui o poder de controlar a terra e o solo. Mas Slade não ficou cego nas mãos do Damian Wayne, o quarto Robin, filho do Batman e treinado por Ra’s Al Ghul que é avô do mesmo. Wade também nunca foi soldado de Ra´s e usou sua fonte de Lazarus para aumentar suas habilidades. Slade odiava Dick Grayson pelas derrotas sofridas, perdeu a visão de um olho por um tiro dado por sua esposa e suas habilidades vem de treinamento e uma fórmula do exercito americano. O reboot diminui demais o personagem, e eu já tinha reclamado disso em outra animação em que ele aparece.

Mudando de assunto, gostei muito da primeira formação dos Titãs, que fazem um ponta logo no início. Com um jovem Garfield Logan (Mutano), um adolescente que possui o poder de se transformar em animais de acordo com o que desejar e que fundou os Titãs com o Dick Grayson, (primeiro Robin), Wally West (Kid Flash), também conhecido como Wally West, Roy Harper ou Arsenal, o parceiro rebelde de Arqueiro Verde, que possui um traje vermelho e as habilidades ensinadas pelo seu mentor. Na história aparece mais jovem em um flashback como Ricardito e a Karen Duncan ou Abelha, uma adolescente que possui um traje tático que aumenta e diminui de tamanho dando a ela superpoderes, uma nova personagem da DC adaptada para a equipe original, diferente das HQs, e que me lembra muito a Vespa dos Vingadores.

A história explica também a entrada de Koriand’r ou Estelar para a primeira fase da equipe e seu relacionamento com Grayson. Kory é uma ex-princesa alienígena e liderava os titãs na ausência do Dick. Com a saída de Dick Grayson e o abandono do manto de Robin para Asa Noturna, Kory assumiu a liderança e as brigas entre os namorados e líderes são um toque interessante de humor. O Robin original (Grayson) aparece usando o uniforme preto e vermelho igual dos Novos 52 e não o tradicional mais conhecido como aquela sunga. A equipe ainda tem Jaime Reyes ou Besouro Azul, um adolescente que integra os Titãs ao possuir um escaravelho alienígena que o dá poderes, se aprofundando no personagem e sua família. Rachel Roth ou Ravena, uma garota meio-demônio, Filha do Demônio Trigon e da humana Arella.

O roteiro inclui também um vilão já meio que esquecido da DC Comics, Sebastian Blood ou Irmão Sangue. É Sangue que aliado ao Exterminador, vai atrás da energia vital de todos os Titãs e faz com que uma pessoa traia a equipe. A história, como de costume nas animações da DC, da uma ponta sobre a próxima atração. Um easter egg aparece na cena final com Donna Troy, ou mais conhecida como A Moça Maravilha. O escritor, roteirista e diretor Kevin Smith, mais conhecido por seus trabalhos com o Demolidor nas HQs e filmes como Dogma para o cinema, faz uma ponta na animação como ele mesmo, atuando como entrevistador de rádio em um programa, quando entrevista o Mutano.

The Death of Superman (2018)

Direção Jake Castorena, produção James Tucker, elenco Jerry O’Connell, Rosario Dawson, Nathan Fillion, Christopher Gorham, Matt Lanter, Shemar Moore, Jason O’Mara, Rocky Carroll, Rebecca Romijn, Rainn Wilson e Patrick Fabian, Companhias produtoras Warner Bros. Animation e DC Entertainment, distribuição Warner Bros. Home Entertainment. A Morte do Superman é uma animação baseado na clássica HQ da DC Comics, que narra a batalha entre Superman e Apocalypse. É a 10ª animação do Universo da DC e será distribuído digitalmente em 24 de julho e em DVD e Blu-Ray em 7 de agosto 2018, pela Warner Bros Home Entertainment. A sequência narrará o retorno do Superman e será lançado em 2019.

Sinopse: Superman impede Manheim e sua Intergangue de atacarem o prefeito de Metrópolis. Vendo que a Intergangue está usando uma tecnologia semelhante a da Caixa Materna usada por Cyborg, Superman o contata e leva o fragmento da armadura para o STAR Labs. Lá, o pai de Cyborg, Silas Stone, e o recém chegado funcionário John Henry Irons (Aço), analisam o fragmento, descobrindo uma ligação com tecnologia da LexCorp. Enquanto isso Superman concede uma entrevista a Lois contanto sobre sua origem kryptoniana e as informações sobre Krypton e os pais biológicos dele que estão contidas nos cristais da nave que o trouxe a Terra. No Planeta Diário, Clark, que terminou o seu relacionamento com Diana e começou um relacionamento com a repórter Lois nos últimos meses, avisa que não poderá sair com ela à noite pois estará com os pais dele. Ela o questiona sobre ele não querer deixá-la se tornar mais íntima dele e ele justifica dizendo que tudo o que está acontecendo entre eles é novo para ele.

Crítica: Seguindo Liga da Justiça: Guerra, O Trono de Atlantis e Titãs, esta sequencia é simplesmente perfeita e grandiosa, quase um clássico as HQs da Liga da Justiça e Superman de todos os tempos.  Existem tantas referências e easter eggs, que vão desde a barba e cabelos vermelhos da peruca de Lex, passando pelos desenhos dos Superamigos da Hanna Barbera. até a roupa vermelha do Superboy, que fica difícil enumerá-las, ou dizer de que época são das HQs, como a Era de Ouro, Prata e animações da tv , mas dá para dizer que até o Superman de Christopher Reeve é lembrado ou mesmo o Filme Superman vs Batman: A Origem da Justiça. Ainda que a nova  animação mantenha a sequência dos Novos 52, sendo que nas HQs já estamos no Rebirth, onde o Superman é casado e tem um filho com a Lois, vemos algumas correções e avanços para o mesmo sentido. A relação Superman e Mulher Maravilha, Novos 52, voltou ao antigo padrão pré crise, quase como primos que se amam e respeitam, mesmo com alguma atração, e Lois volta a ser o contra ponto humana da relação amorosa do Clark, o que também fortalece o lado humano do mesmo. Achei fantásticas a versão atualizada de Doomsday (Apocalipse), e sua evolução física no combate, sem os exageros do filme de Snyder, com a cara das Tartarugas Ninjas da franquia do produtor e diretor Michael Bay (Transformers). A participação humana de Batman em um filme de super seres, também demonstra a influência que o filme teve na animação, já que os limites do Batman o comprometem em um combate corpo a corpo, onde, contra uma força bruta inimaginável, sem nenhuma estratégia a não ser lutar sem ter nada a perder, Batman pode apenas observar e tentar ajudar seus companheiros da Liga da justiça. Mesmo sabendo o final, já que falamos da morte do Superman, o pós crédito é fantástico se você leu a série e traz quatro personagens que não tinham dado as caras ainda, e assim como a fantástica animação baseada também na HQs Batman: O Cavaleiro das Trevas, que foi dividida em duas partes, teremos que esperar um ano pela volta do Superman.

Outro ponto interessante é que, por enquanto não há uma revelação do passado do Doomsday (Apocalipse). Apesar de apresentar poderes semelhantes ao Superman, não há nenhum traço ou pista que ligue o vilão ao passado kriptoniano, assim como mostrado na série Kripton (2018). Aqui também não relação nenhuma entre o personagem e a Cadmus (como na animação anterior) ou mesmo com Luthor (como no filme).  Do elenco de dublagem temos Jerry O’Connell (Canguru Jack) como Clark Kent/Superman, Rosario Dawson (Marvel Luke Cage) como Diana Prince/Mulher Maravilha, Nathan Fillion (Castle) como Hal Jordan/Lanterna Verde, Christopher Gorham (Ugly Betty) como Barry Allen/Flash, Matt Lanter (90210) como Arthur Curry/Aquaman, Shemar Moore (Criminal Minds) como Victor Stone/Cyborg, Jason O’Mara (Terra Nova) como Bruce Wayne/Batman, Rebecca Romijn (Os Bibliotecários e X-Men)  como Lois Lane e Rainn Wilson (Vida de Escritório) como Lex Luthor.

Reinado dos Super-homens (2019):

Reign of the Supermen é uma animação produzido pela Warner Bros. Animation e pela DC Entertainment . É baseado nas HQs de mesmo nome, continuação da clássica The Death of Superman . É a 12ª animação da DC Animated Movie Universe , sendo o 33º filme dos filmes originais animados do DC Universe. Reign of the Supermen foi lançado nos cinemas limitados da Fathom Events em 13 de janeiro de 2019, seguido por um lançamento digital em 15 de janeiro de 2019 e um lançamento em DVD e Blu-ray em 29 de janeiro de 2019.

Sinopse: Seis meses após o sacrifício do Super-Homem para derrotar o Dia do Juízo Final, o mundo foi apresentado a quatro novas versões diferentes do herói: Superboy, Steel, Cyborg Superman e o Eradicator. Cada um deles é diferente em suas personalidades e estilo de combate ao crime em comparação com o original Homem de Aço, deixando o mundo questionando qual deles, se é que existe, é o verdadeiro Super-homem que volta à vida. Lois Lane, ainda se recuperando da morte de Clark, decide investigar. Em uma cena pós-créditos, a Liga da Justiça se encontra na Torre de Vigia e concorda em terminar a guerra com o Darkseid, indo para Apokolips. Luthor concorda, revelando que a Liga da Justiça (relutantemente) o convidou para se juntar como seu mais novo membro.

Crítica: Simplesmente perfeito, completo e resumido, Reino dos Super Homens tem tudo que esperávamos do primeiro filme da Liga da Justiça, logo após Batman VS Superman nos cinemas, mas não tivemos. Um vilão perfeito, manipulador, grandioso e conquistador, que tece uma trama há anos contra a Liga da Justiça para se vingar de sua derrota. Sim, estou falando de Darkseid, que volta manipulando tudo e todos para conquistar a Terra e se vingar da humilhação que teve. O impressionante é que se revela sua participação na animação anterior, A Morte do Superman, e que faz todo sentido. Uma jóia rara de roteiro que iniciou em Liga da Justiça: Guerra (2014), do ótimo diretor Jay Oliva (Liga da justiça Sombria) e passa pela metade agora na história o Reino dos Supermens. A direção de Sam Liu (Jovens Titãs: O Contrato de Judas e Batman: A Piada Mortal) é precisa, sem barrigas e cenas alongadas, todos os personagens tem seu tempo de cena e momentos de clímax no roteiro, se aprofundando o máximo que dá, respeitando o tempo que possui, e olha que são muitos personagens e subtramas. Outro ponto bem interessante é a introdução do Superboy no universo de animações da DC. A versão que vemos é anterior ao Rebirth e a mais elogiada e divertida do jovem clone do Superman. Infelizmente Shazam não aparece neste arco, um ponto curioso já que o personagem estará no filme solo este ano.

3 Avaliações

3 Comments

  1. Wellington Windson Portela Da Silva Configurações

    1 de julho de 2019 em 16:17

    Liga Da Justiça Sombria? Esquadrão Suicida? Constantine?

  2. Gabriel Costa Configurações

    23 de agosto de 2019 em 12:18

    A matéria diz 12, mas só tem 10, e afinal, são até mais do que 12 …. cadê o Suicide Squad, Justice League Dark, Constantine, Batman: Assault on Arkham?

  3. Junior Configurações

    31 de agosto de 2019 em 15:16

    Liga da Justiça Sombria e agora Batman Silêncio, entra aonde?

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