O que há de importante na vida – “Hampstead: Nunca é Tarde para Amar” - NoSet
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O que há de importante na vida – “Hampstead: Nunca é Tarde para Amar”

O mundo tem se tornado mais fútil a cada dia, passamos a depender mais e mais de status sociais, e são poucos os que realmente desapegam disso e conseguem enxergar o que há de importante na vida, como o amor.

“Hampstead: Nunca é Tarde para Amar” (2017) retrata esse mundo fútil em um bairro homônimo em Londres, onde uma viúva americana, Emily, tenta lidar com a “herança” que o falecido deixou para ela, isso junto com os olhares julgadores da “amiga” e vizinha, que também é a sindica do prédio.

Nesta vizinhança há uma área verde, no meio de tanta natureza dois elementos chamam atenção, um hospital antigo, abandonado, o qual está para ser demolido para dar espaço a mais um residencial de alta classe, e um andarilho, Donald, um senhor que chegou ali 17 anos atrás, construiu sua própria casa e come apenas o que planta (é autossustentável), mas é visto como um mendigo.

Emily está sem perspectivas de vida, nunca trabalhou, mas agora tem que pagar todas as dívidas que o marido deixou para ela, além de tentar se manter com o básico, em especial sua residência. Suas amizades são hostis e ela está perdida.

Um belo dia ela se ver observando a velha construção do hospital da janela do sótão do prédio, acaba vendo Donald e fica curiosa. Em outro dia ela ver de seu “esconderijo” onde ele morava e presenciou uma séria agressão a ele, então ligou para a polícia, o que salvou a via dele.

Eles se encontram sem querer no cemitério próximo dali e começam a conhecer um ao outro, ver que não eram tão diferentes quanto a vizinhança acreditava. Ela passa a o ajudar com o processo contra a cidade para que ele não fosse expulso de sua casa (que deveria ser demolida junto com o hospital).

Eles vencem o processo, ele fica com a casa e ela passa a ver que nada daquele mundo em que vivia era necessário, ela poderia viver com menos, poderia conseguir se viram sem alguém para a sustentar.

O toque americano de Diane Keaton (Emily) em um filme com produção inglesa e belga faz toda a diferença. Ela quebra a comédia o drama europeu com sua excentricidade, dando uma complexidade a toda a trama. Ela é mestre em nos fazer amar, não importa a idade nem as diferenças sociais, ou qualquer outra.

A história não fala só desse amor entre duas pessoas que já viram de tudo na vida, fala de saber ver que tudo na vida tem solução, não precisa recorrer a pessoas que não gostam de nós.

Além de Diane Keaton, a trama conta com Brendan Gleeson como Donald, um irlandês com voz e expressões certas para o personagem, misterioso e com ar de malvado. Mas ele sabe ser cômico, tanto nesse filme, como em “Smufs 2” (ele era o pai de Neil Patrick Harris).

Que a delicadeza e a brutalidade possam conviver como Donald e Emily vivem em Hampstead (ou no lago de lá=D).

Beijinhos e até mais.

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