O Monstro do Pântano vs O Homem Coisa (Marvel vs DC Comics): - NoSet
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O Monstro do Pântano vs O Homem Coisa (Marvel vs DC Comics):

Salve Nosetmaníacos, eu sou o Marcelo Moura e hoje falamos de personagens de terror que se assemelham muito em vários sentidos da Marvel VS DC, e que já saíram das HQs para a telona.

Man Thing VS Swamp Thing (Marvel vs DC):

A Marvel Comics e a DC Comics, tiveram dois personagens impressionantemente parecidos. Criado pouco tempo antes do Monstro do Pantano, nos anos 70, o Homem-Coisa (Man-Thing) teve à estréia muito próxima ao seu rival, o que fica improvável que qualquer um fosse plagiado do outro, Em uma entrevista, o roteirista do Homem-Coisa, Steve Gerber, comentou que Len Wein (criador do Monstro do Pântano) e Gerry Conway (criador do Homem-Coisa) foram companheiros de quarto e lançaram simultaneamente personagens similares por coincidência. Conway trabalhara na Marvel em 1975 e voltou para essa companhia como Editor-Chefe em 1976, depois que Wein havia deixado o mesmo cargo. Gerber pediu mais tarde a Wein que descrevesse a premissa do Monstro do Pântano, e reescreveu o Homem-Coisa para ser tão diferente da criação de Wein quanto fosse possível.

O precursor mais conhecido de ambos os personagens foi o monstro vegetal conhecido como The Heap, cuja primeira aparição foi numa revista da Editora Hillman em 1942. Mas mesmo esse personagem pode dever sua existência a uma história anterior, de 1940, escrita por Theodore Sturgeon intitulada It, em que um monstro feito de vida vegetal deteriorada e de um cadáver humano, cría pânico em uma fazenda. The Heap foi mencionado por Alan Moore em sua introdução do Parlamento das Árvores, ainda que não pelo nome.

O Monstro do Pântano (1982):

Direção e roteiro Wes Craven, elenco Louis Jourdan, Adrienne Barbeau e Ray Wise. Swamp Thing (O Monstro do Pântano) é um filme de terror produzido nos Estados Unidos e baseado no personagem das HQs Swamp Thing da DC Comics, criado por Len Weine Berni Wrightson.

Sinopse: No início do século XX, o cientista Alex Olsen é vítima de uma explosão no seu laboratório planejada pelo seu colega de trabalho, Damian Ridge, que pretendia matá-lo de modo a ficar com a esposa de Olsen, Linda. Olsen é transformado num monstro disforme pelos produtos químicos e pelas plantas dentro do pântano e volta para matar Ridge antes que este possa matar Linda. Alex volta pra se vingar e proteger sua amada, sem revelar sua verdadeira identidade.

Crítica: Contando a original origem do monstro do pântano, baseado na ciência e antes de Moore e sua fantástica mitologia, Monstro do Pântano de 1982 tem um roteiro interessante para época, com um trabalho marcado pelo baixo orçamento e originalidade do mestre do terror Wes Craven, o filme ficou marcado como um dos melhores cults divertidos do diretor.

Infelizmente, para época, por ser um filme para tv com orçamento baixíssimo, que dava até para ver o zíper da roupa de borracha do Monstro do Pantano, Monstro do Pântano não decolou no reconhecimento esperado e deixou muito a desejar, mas mesmo com as críticas ainda assim gerou uma continuação chamada The Return of Swamp Thing (1989), com direção de Jim Wynorski e roteiro do mestre Grant Morrison e Neil Cuthbert.

A aclamada fase Alan Moore nas HQs: Na edição 20, o escritor inglês Alan Moore assumiu o lugar de Martin Pasko. Relativamente desconhecido até então, Moore só havia escrito várias histórias para a 2000 A.D. e para a Marvel UK; mas porque o Monstro do Pântano estava a beira do cancelamento, os editores estavam dispostos a correr qualquer risco que Moore pudesse representar. O “risco” que Moore correu foi o de destruir e reconstruir todo o conceito do personagem. Na revista nº 20 o Monstro do Pântano leva um tiro na cabeça e é capturado por homens da corporação Sunderland. Na edição 21, na já lendária história Lição de Anatomia, seu corpo foi entregado ao vilão menor Jason Woodrue, que tinha sido empregado por Sunderland para executar uma autópsia. Durante a autópsia, Woodrue descobriu que a fisiologia do Monstro do Pântano era somente superficialmente humana: seus órgãos eram pouco mais do que imitações cruas e não-funcionais de suas contrapartes humanas, e que não havia nenhuma maneira de o corpo do Monstro do Pântano ter-se originado de um corpo humano. Isso significa que o Monstro não era Alec Holland, apesar de pensar assim: Holland tinha, na vegetação do pântano, e a vegetação do pântano tinha absorvido a fórmula, sua mente, conhecimento, memórias, e habilidades. Alec Holland não se curara, porque não havia o que curar. Woodrue concluiu também que, apesar da autópsia, o Monstro do Pântano estava ainda vivo, já que “você não pode matar um vegetal disparando na sua cabeça”. Com isso, Moore redefiniu o Monstro do Pântano como uma “planta *elemental”, o que deixou o personagem aberto a interpretações muito mais amplas, dando-lhe a habilidade de controlar plantas e de viajar através do “verde”. Durante a era Moore, o Monstro do Pântano ficou catatônico em decorrência do choque de mergulhar-se profundamente no “verde”, uma dimensão que conecta toda a vida vegetal. Woodrue ficou insano após tentar se conectar ao Verde através do Monstro do Pântano, e Abby teve que revivê-lo a fim de deter Woodrue, depois que este matou uma vila inteira. Retornou aos pântanos (cuja localização se revelou ser a Louisiana), onde encontrou Jason Blood, o dêmonio Etrigan, e em seguida deu um enterro final para Alec Holland. Matthew Cable, ferido gravemente no arco de história anterior, revelou-se possuído por Anton Arcane, e Abby havia tido um relacionamento incestuoso com ele sem saber. Depois de uma luta contra Cable, este entrou em coma, e a alma de Abby foi enviada ao inferno, mas em uma edição baseada no inferno de Dante, o Monstro do Pântano procurou por Abigail, encontrando personagens tais como o Espectro no caminho, e finalmente a salvando.

Pouco depois disso o arco de histórias American Gothic, que introduziu o personagem John Constantine, onde o Monstro do Pântano teve que viajar a diversas partes de América, encontrando diversos monstros do horror clássico, incluindo lobisomens e zumbis, mas modernizados levando em conta as edições atuais. Esse arco de histórias terminou com um Crossover com a mega-série da DC Crise nas Infinitas Terras. Nela também apareceu pela primeira vez o Parlamento das Árvores, que era onde os outros Elementais como ele descansavam depois que seus dias sobre a Terra terminavam, e aqui Moore resolveu o problema de continuidade da primeiro e segundo Monstro do Pântano, sendo que o primeiro Monstro do Pântano, Alex Olsen, era parte do Parlamento. Na sequência a estes fatos, o Monstro do Pântano foi emboscado e sua alma enviada ao espaço. Viajou a diversos planetas antes de retornar para casa no momento mais conveniente a sua vingança. O que Moore produziu na revista Monstro do Pântano teve um efeito profundo na linha principal de quadrinhos da DC, foi a primeira HQ de “horror” da DC a reaproximar o gênero à orientação para adultos desde os anos 50 e iniciou a ascensão da linha Vertigo de quadrinhos maduros, que foram escritas com os adultos em mente. Saga do Monstro do Pântano foi a primeira série popularizada de HQs a abandonar completamente a autoridade do Comics Code Authority e a escrever diretamente para adultos.

Man-Thing – O Homem-Coisa: A Natureza do Medo (2005):

Direção Brett Leonard, roteiro Hans Rodionoff, elenco Matthew Le Nevez, Rachael Taylor e Jack Thompson. Man-Thing é um filme americano para TV do gênero terror. Lançado diretamente para vídeo e televisão, foi exibido no canal fechado “Sci Fi” (Sci Fi Channel). Baseado no personagem das HQs da Marvel Comics, chamado Homem-Coisa. O Homem-Coisa foi criado por Stan Lee, Roy Thomas e Gerry Conway. O roteiro é vagamente baseado nas histórias escritas por Steve Gerber, que dá nome a um dos personagens secundários, autor da maior parte das publicações em HQs dos anos 1970 com o personagem.

Sinopse: O jovem xerife Kyle Williams chega a uma localidade pantanosa, onde estão ocorrendo diversos desaparecimentos de pessoas, sendo que ele próprio foi chamado para ocupar o lugar do antigo xerife, também desaparecido. Mal chega e ele já se vê envolvido em uma manifestação dos moradores contra um rico empresário que colocou máquinas que drenam o pântano, a fim de retirar petróleo. As instalações são constantemente sabotadas e Kyle vai atrás do suspeito índio Rene LaRoque. A medida que avança em suas investigações, todavia, ele percebe que está lidando com forças sobrenaturais vingativas, personificadas num monstruoso ser vegetal que um fotógrafo amalucado que está na região chama de “Homem-Coisa”. O fotógrafo se chama Mike Ploog, nome em homenagem a um dos desenhistas de Hqs do personagem. E essas forças exigem sangue para compensar a violação das terras sagradas do pântano.

Nas HQs: Criado por Stan Lee, Roy Thomas, Gerry Conway e Gray Morrow, o Homem-Coisa (Man-Thing), é um monstro publicado pela Marvel Comics. O personagem apareceu pela primeira vez no Nº 1 da revista Savage Tales (Maio 1971). O Homem-Coisa é uma criatura empática de olhos vermelhos, porte enorme, movimentos lentos, vagamente humanoide e que vive nos Everglades na Flórida perto da reserva Seminole. A série é considerada um clássico cult e influenciou escritores como Neil Gaiman e Nancy A. Collins que posteriormente viriam a escrever o Monstro do Pântano, para a DC Comics. O bioquímico Theodore Sallis (Ted Sallis), natural de Omaha, Nebraska, foi contratado pelo governo para desenvolver um soro que tornasse os soldados resistentes às doenças em caso de uma guerra biológica. Ted Sallis conseguiu desenvolver uma fórmula funcional, mas que tinha como efeito colateral transformar as cobaias em monstros. Por causa disso, o governo enviou o cientista para uma base secreta situada nos Everglades, com o objectivo de aperfeiçoar a fórmula e criar uma nova versão do soro do super-soldado, semelhante ao que tinha criado o Capitão América. Quando estava quase a obter resultados, a base foi atacada por uma unidade terrorista com o objectivo de roubar a fórmula. Ted Sallis para impedir que a fórmula caísse em mãos inimigas, injetou-se, sendo morto pelos terroristas e atirado para o pântano. Passado algum tempo, surgiu uma criatura de olhos vermelhos, formada por lodo e plantas, no local onde Ted Sallis tinha sido atirado ao pântano. Esta criatura era uma simbiose do corpo e da alma de Ted Sallis com o próprio pântano produzida pela fórmula incompleta do soro do super-soldado. O ser resultante dessa simbiose, o Homem-Coisa, é um empata com uma inteligência primária e sem traços de humanidade que queima com o seu toque as pessoas quando estas sentem medo.

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