Resenha do livro: "Os Rios da Vida - O Olhar de uma mãe sobre a História" de Johanna S. P. Ferreira - NoSet
Lançamentos

Resenha do livro: “Os Rios da Vida – O Olhar de uma mãe sobre a História” de Johanna S. P. Ferreira

Para quem ama saber sobre a História do Mundo ou que é apenas curioso, ou até mesmo que precisa estudar sobre isso mas quer fazer de uma maneira mais agradável e não convencional, o livro “Rios da Vida – O Olhar de uma mãe sobre a História”, é uma boa pedida.

O livro começa a partir de uma conversa cotidiana em família e filhos muito curiosos.

– O que é aquela bolinha preta dentro do olho das pessoas, mãe? – perguntou Pedro.

– Ela se chama pupila – comentou a mãe.

– E aquela luz que estou vendo no olho da Maria, o que é? – quis saber o menino, aproximando-se da irmã querida.

– Eu a chamo de asterisco, crianças. Um asterisco de luz.

– Que brilho ela tem! – exclamou Pedro.

– Como você o percebeu? – perguntou a mãe.

– Não sei. Ao invés de notar a cor do olho, eu reparei naquele preto que fica dentro dele. E no asterisco de luz que fica bem em cima.

– Ele é tão parecido com o brilho de luz da pedra Estrela da Índia, lembra? Aquela que vimos juntos perto do Taj Mahal.

– Muito parecido mesmo! Confirmou o irmão.

– A pupila, o asterisco, a pedra da Índia e a jabuticaba – suspirava Maria.

– Jabuticaba? Por que você fez a conexão? – perguntou a mãe.

– Ela não te lembra a pupila? Quando a luz bate nela, não fica parecida com esse brilho da pedra?

– Ah, adoro a maneira como você conecta as informações, elas nos levam a mundos tão bonitos e ricos…

Com esse diálogo, o livro se inicia e, à partir daí, essa conversa da mãe e filhos percorre a história do mundo, a etimologia das palavras, e as conexões individuais de cada um, através de suas experiências e vivências.

Num bate papo agradável, a mãe nos mostra que é possível aprender e conhecer a história e suas relações com o mundo, através de uma conversa em família e pelo simples olhar de uma criança.

A leitura da história dessa maneira, se torna menos enfadonha, principalmente para aqueles que não tem um apreço pela matéria, e permite que esse mundo de conhecimento chegue de maneira mais simples. Essas conexões e dúvidas levantadas pelas crianças, muitas vezes são as mesmas dos adultos, que teriam vergonha em perguntar, diferente da criança, que é pura inocência e curiosidade.

 

 

 

 

Sinopse

 

Os Rios da Vida reúne fatos históricos do mundo com o olhar materno que compreende e dispensa o amor incondicionalmente. A obra, da cientista social e mãe Johanna S. P. Ferreira, publicada pela editora Ofício das Palavras, é um verdadeiro tratado de gratidão.

Na narrativa, a mãe explica aos filhos as lindas passagens e as mazelas de diversos lugares como Espanha, Brasil, Portugal, Índia, Grécia, entre outros. Desperta o interesse em diversos campos de conhecimento como a história, cultura, geografia, artes, ou seja, todos aqueles que são essenciais para que as pessoas compreendam um pouco do conjunto de importantes episódios da humanidade.

Com simplicidade em descrever os acontecimentos e costumes dos locais das mais diversas cidades, países e tribos, a autora traz a riqueza de detalhamento, capaz de unir mães e filhos na literatura.

— Mamãe, e aquele arco bem na frente do Coliseu, em Roma, também tem o nome de Constantino. Por quê? – perguntou Pedro, que havia estado por lá e tido a oportunidade de fazer um tour naquela cidade incrível.

— Aquele arco foi feito em sua homenagem, para celebrar uma de suas vitórias de guerra. E ele foi feito com espólios, ou seja, pedaços de outros templos. Algo que acontecia muito na época.

São muitas as questões discutidas, como a divisão do mundo, quais terras eram/são pertencentes a quais países. As grandes navegações, as expedições para conhecer outras terras e a escravidão. A sincronicidade entre as religiões e os deuses, tal qual Thor (Países Nórdicos) e Tupã (Brasil), ambos Deuses do trovão.

Quando a escritora pensou neste livro, procurou exaltar os pontos positivos das culturas indígenas, africanas e dos portugueses. Descrever os índios e a sabedoria que carregam e, também, a formação do brasileiro e os aspectos positivos da miscigenação.

A autora fala das artes como um prelúdio da realidade que está por vir, da sensibilidade criada por meio da música, escultura, literatura, pintura, entre outras. Mostra a dualidade da tecnologia e avanços, como as muitas luzes que transpassam segurança, mas contribuem com a perda da conexão com as estrelas.

Neste tratado, Johanna enfatiza o fato das histórias se repetirem e as pessoas não se desligarem dos poderes e guerras. E, também, mostra que é essencial o reparo das dívidas históricas pelas novas gerações. Principalmente, quando se trata do habitat da humanidade, que é cada vez mais destruído pelos homens de forma inconsciente, como se fosse um DNA comportamental de destruição. O Planeta Terra é uma biblioteca viva que Deus nos deu de presente, a natureza deve ser preservada.

A ordem respeitada nesta obra não é a cronológica, mas sim aquela que dá prioridade aos casos mais grandiosos da plenitude e do sofrimento. A partir disso, a autora chega ao “Ho’oponopono”, que pode nortear a humanidade em busca da evolução.

Sobre a autora: Johanna S. P. Ferreira mora em São Paulo, Brasil, com seu marido, sua filha e seu filho. Ela se formou em Ciências Sociais pela PUC-SP.

 Ficha técnica: Editora: Ofício das Palavras | Assunto: Literatura Brasileira / Romance | Preço: R$ 40,00 | ISBN: 978-85-60728-72-5 | Edição: 1ª edição, 2018 | Tamanho: 16×23 | Páginas: 236

 

Topo