Liga da Justiça: Flashpoint Paradox - review da mais violenta animação da DC. - NoSet
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Liga da Justiça: Flashpoint Paradox – review da mais violenta animação da DC.

Flashpoint Paradox (Ponto de Ignição) 

A trama é muito mais complexa do que aparenta.  Tendo como tema principal a ‘viagem temporal’ e suas sequelas, o longa de animação traz uma realidade muito mais caótica do que a vista na série em HQ de Alex Ross, O Reino do Amanhã. 

Por que ‘Ponto de Ignição’?

Basicamente, a explicação para o título envolve a possibilidade de alteração de eventos passados. Como tanto o Flash quanto seu inimigo, o Flash Reverso, podem viajar no tempo por meio da velocidade inimaginável que conseguem atingir, seria simples para qualquer um deles modificar um acontecimento e, com isso, também o futuro. Este é o ‘Ponto de Ignição’, a mudança de algo já ocorrido.

O mal gratuito.

Flash Reverso – ou Dr. Zoom – é um dos mais violentos e lunáticos vilões que o velocista já encarou. Sua origem, segundo consta, data do século XXV, onde ele recriou as condições em que Barry Allen ganhou seus poderes. É ele o responsável pelo início da crise temporal que dá nome à trama. A maior ambição de Eobard Thwane  é a humilhação e a morte do Flash. E nada, nem o tempo, será capaz de impedi-lo de ver esse acontecimento.

A Liga da Justiça.

Diferente das versões da Terra paralela onde existem a Liga do Mal, em Flashpoint há alguns que mantêm a índole heroica e, em contrapartida,  outros tem versões absolutamente divergentes das que conhecemos.  Esse é um dos pontos altos da trama. Tais contrapartes dão consistência à narrativa e garantem cenas absolutamente impensáveis para os heróis como os conhecemos.

Usando da liberdade que a graphic novel deu, a adaptação animada manteve uma boa parcela da violência e do drama originais, o que já é uma boa garantia de entretenimento de alta qualidade. 

A morte pede carona.

Não esperem uma história onde crianças irão se divertir. Sério! O índice de violência e realismo é muito diferente de tudo que já passou pela DC. Aliás, essa é uma tendência nos atuais desenhos animados da produtora. Sempre buscando um ponto intermediário que seja capaz de agradar jovens e adultos, a DC está alguns passos à frente da concorrente, a Marvel. 

Logo de início somos apresentados a um vilão tão louco a ponto de tirar a própria vida. Precisa citar algo mais???

Sacrifícios.

Esta é uma das lições que a animação propõe. Não há atitudes sem consequências. Não há redenção sem sacrifícios. Preparem-se para momentos emocionantes…

Viagem no tempo. Tema batido?

Concordo que as viagens temporais são um tema recorrente em muitas tramas do cinema, quadrinhos e outras mídias. Mas é preciso afirmar que esse longa-metragem foi extremamente coerente com o tema, apesar da complexidade que o mesmo engloba. Tendo ou não algumas lacunas, o resultado final está muito bem organizado e há um bônus no encontro final entre o Flash e Batman. Emoção total…

Assistam e podem se preparar para buscar as HQ que compõem a série original. Eu já estou fazendo isso!

Dados Técnicos:

Lançado em julho de 2013, o longa de animação teve a direção de Jay Oliva e contou com as vozes (na versão original) de:

Michael B. Jordan (Victor Stone / Cyborg), Justin Chambers (Barry Allen / The Flash), Kevin McKidd (Thomas Wayne / Batman), Thomas Howell (Eobard Thawne / Professor Zoom), Nathan Fillion (Hal Jordan / Lanterna Verde), Ron Perlman (Slade Wilson / Exterminador), Kevin Conroy (Bruce Wayne / Batman), Dana Delany (Lois Lane), Cary Elwes (Arthur Curry / Aquaman), Vanessa Marshall (Mulher-Maravilha, Princesa Diana), Danny Huston (General Sam Lane), Danny Jacobs (Bandoleiro, Capitão Frio), Sam Daly (Superman), entre outros.

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