Lançamentos Editora Rocco em julho de 2019 - NoSet
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Lançamentos Editora Rocco em julho de 2019

No mês de julho a Editora Rocco está recheada de lançamentos. Vamos conhecer alguns?

NA PONTA DOS DEDOS

Autor: Sarah Waters

Tradução: Simone Campos

Preço: R$ 79,90

416 pp. | 16×23 cm

ISBN: 978-85-325-3146-9

Assuntos: ficção – romance/novela, romance histórico

Selo: Rocco

Preço: R$ 39,90

E-ISBN: 978-85-8122-773-3

Londres, segunda metade do século XIX. Sue Trinder, órfã de nascença, cresceu numa área degradada da cidade junto a uma família onde eram “todos mais ou menos ladrões”. Sob o comando da sra. Suckby, a matriarca, o grupo passava os dias entre pequemos delitos – vivendo, de furto em furto, na ponta dos dedos. De uma hora para outra, no entanto, o destino de Sue se conecta ao de outra órfã – esta morando num casarão sinistro num campo não tão distante. Finalista do Man Booker Prize e do Orange Prize, Na ponta dos dedos é um dos mais prestigiados livros da britânica Sarah Waters, autora de Os hóspedes. Remetendo a Charles Dickens, Jane Austen e às irmãs Brontë, Waters cria, sob um olhar contemporâneo, um impactante romance vitoriano que congrega mistério, erotismo e reconstituição de época numa narrativa impecável.
Como parte um plano capitaneado por um colega de golpes da família chamado Richard Rivers – mais conhecido como Gentleman por conta de seu charme e fala empolada –, Sue vai trabalhar como camareira na mansão de um idoso pedante, excêntrico e possessivo chamado Chistopher Lilly. Ele mora sozinho com a sobrinha e única herdeira, a jovem e frágil Maud, mantida parcialmente isolada do mundo. O papel é Sue é conquistar a confiança da moça e, nas palavras de Gentleman, “mantê-la tola e persuadi-la, em sua ingenuidade, a cair na cilada” – ou seja, casar-se com o charlatão após a iminente morte do tio. Em seguida, Gentleman pretende dar o toque final em seu golpe: internar Maud num hospício e tomar posse da fortuna deixada pelo velho.
O que Sue não esperava era sentir tamanha afinidade com Maud, algo que, aos poucos, se transforma em desejo sexual e, enfim, numa avassaladora paixão. Enquanto os detalhes se apresentam em camadas e mais camadas de reviravoltas, jogos psicológicos e erotismo, o ponto de vista da narrativa se alterna entre Sue e Maud nas idas e vindas de uma trama que, página após página, nunca deixa de encantar, surpreender e impressionar. Conduzindo o leitor, com bem-vindos sobressaltos, entre planos sombrios de realidade e aparência, a autora constrói seu texto com precisão técnica e domínio emocional, fornecendo cada informação de maneira precisa e no momento exato.
E, embora Na ponta dos dedos remeta, com muito estilo e propriedade, à literatura vitoriana, seu subtexto não poderia ser mais atual, abordando com liberdade questões de sexualidade, gênero e classe. A tudo isso se soma um trabalho sofisticado de construção de personagens, descrições de encher os olhos, ambientação atmosférica, atenção minuciosa aos detalhes históricos, diálogos precisos e um texto com o raro dom de ser tão virtuoso e elegante quanto extremamente fluido. Todo esse apuro, aliás, foi um prato cheio para o cinema: em 2016, o romance, transposto para a Coréia do Sul durante a década de 1930, foi adaptado para as telas como A criada, produção dirigida pelo aclamado Park Chan-wook (de Oldboy) que concorreu à Palma de Ouro no Festival de Cannes.

O AUTOR

Sarah Waters, escritora britânica, é reconhecida por romances históricos que já lhe renderam três indicações ao Man Booker Prize e a entrada na seleção de melhores autores de língua inglesa da revista Granta. Os hóspedes, seu sexto romance, foi o primeiro a ocupar a lista dos mais vendidos do The New York Times.

SPOONBENDERS: A FABULOSA FAMÍLIA TELEMACHUS

Autor: Daryl Gregory

Tradução: Edmundo Barreiros

Preço: R$ 64,90

432 pp. | 16×23 cm

ISBN: 978-85-9517-047-6

Assuntos: ficção – romance/novela, família

Selo: Fábrica231

Muitos livros contêm em sua premissa elementos com potencial para entreter os leitores da primeira à última página. Este é o caso de Spoonbenders: a fabulosa família Telemachus, do escritor norte-americano Daryl Gregory, que mistura clarividência e psicocinese com agentes secretos da Guerra Fria, mafiosos de Chicago, vigaristas presunçosos e uma família disfuncional passando por uma crise de proporções possivelmente catastróficas. Poucos, no entanto, são os livros que, não só cumprem o que prometem, como conseguem ir além. Este, definitivamente, também é o caso de Spoonbenders.
Como o próprio título sugere, a história gira em torno da família Telemachus, cujos membros fizeram um sucesso meteórico, nos anos 1970, ao deslumbrar plateias por todos os Estados Unidos com suas incríveis habilidades paranormais. À frente da trupe, está Teddy Telemachus, ironicamente, o único sem poder psíquico real, mas que compensa sua genética ordinária com muito carisma e a astúcia de um mestre na arte da vigarice.
O verdadeiro talento da família sempre foi sua esposa, Maureen, “A Paranormal Mais Poderosa do Mundo”, mas cada um dos três filhos do casal herdou, à sua maneira, os dons da mãe. Irene, a mais velha, é um detector de mentiras humano, capaz de identificar as menores insinceridades ou fabricações nas palavras dos outros; Frankie é um telecinético, permitindo-lhe dominar as máquinas de pinball de sua juventude e, mais tarde, as mesas de roleta de cassinos; e Buddy, o caçula, consegue prever o futuro, incluindo o placar dos jogos que o pai tanto gosta de assistir, mas também tem a habilidade de reviver momentos do passado de sua família como se eles fossem o presente, como se pudesse viajar no tempo e experimentar mais de uma realidade simultaneamente.
Os holofotes ficaram para trás, no entanto, e os poderes psíquicos dos Telemachus nunca trouxeram felicidade a nenhum deles, pelo contrário. O agora da família, mais especificamente o ano de 1995, quando o livro começa, não tem nada de fortuito ou extraordinário — exceto para Matty, o filho de Irene, que acabou de descobrir que pode ter herdado os poderes de projeção astral de sua avó. Quando Buddy, que parece ter enlouquecido completamente e recusa-se a dizer palavra aos membros de sua família, passa os dias iniciando um projeto DIY após o outro, na casa de Teddy, com aparentemente nenhum plano para concluir qualquer um deles, sua família não faz ideia de que ele sabe que algo desastroso está para acontecer e tem um plano para salvá-los. Pelo menos ele acha que pode salvar a maioria deles.
Apesar dos pesares, que não são poucos, e de todos os tropeços, também inúmeros, a família Telemachus vai fazer você rir alto lendo este livro. E tem mais, eles sabem se unir quando as coisas ficam realmente difíceis e se alguém resolve mexer com um deles, vai ter que se ver com todos eles.
O modo como Daryl Gregory consegue manter o ritmo e as rédeas da trama, enquanto conduz o leitor pelos diferentes arcos de história de cada um dos fabulosos membros da família Telemachus, é surpreendente, uma mistura de malabarismo com ilusionismo. Os cenários vão do auge da Guerra Fria, em meio a temores de espionagem psíquica russa, aos nostálgicos anos 1990, com o advento da internet discada e uma nova onda de crime organizado em Chicago. Mais impressionante ainda é como Gregory amarra os tópicos do enredo, culminando em um grand finale, elegante e engenhoso.
Spoonbenders é uma ficção fantástica incrivelmente original, engraçada e inesperadamente reconfortante, que facilmente vai figurar a lista dos livros mais imaginativos e bem escritos que você já leu. Não se trata de um típico romance sobre dramas familiares, mas é divertido e envolvente como os melhores deles, com personagens cujo charme não tem nada de truque barato. O livro tem também um quê de thriller de suspense, levando o leitor em um passeio de montanha russa que vai fazer tremer até o mais corajoso fã de histórias de gangsters. A família Soprano encontra Truque de Mestre, com toques de Arquivo X (sem os alienígenas, mas com muitas coisas inexplicáveis). Nos agradecimentos finais, Gregory escreve o seguinte sobre os poderes psíquicos de seus personagens: “nada disso é real, amigos.” Mas o melhor truque deste escritor é nos fazer acreditar que é.
O AUTOR

Daryl Gregory é autor de Afterparty, The devil’s Alphabet e outros romances para adultos e jovens leitores. Sua Novela We Are All Completely Fine ganhou o World Fantasy Award e o Shirley Jackson Award. Ex-professor de ensino médio e programador, ele agora é escritor em tempo integral com eventuais incursões em quadrinhos e roteiros de videgames. Gregory foi criado nos subúrbios de Chicago e hoje vive em Oakland, na Califórnia.

 

 

DANIEL, DANIEL, DANIEL

Autor: Wesley King

Tradução: Thales Fonseca

Preço: R$ 44,90

280 pp. | 14×21 cm

ISBN: 978-85-7980-452-6

Assuntos: ficção – romance/novela, juvenil

Selo: Rocco Jovens Leitores

A primeira vez que Daniel percebeu que era louco foi em uma terça-feira. Claro que ele já tinha percebido isso antes mas vinha a todo custo tentando negar para si mesmo e disfarçar para todos ao seu redor. E é claro também que isso não é verdade. Daniel não é louco, apenas ainda não sabe disso.
Daniel Leigh, fala-se “li”, não “lei”, tem treze anos e mora com seus pais e irmãos (o mais velho, Steve, a quem recorre para garimpar conselhos que o ajudem a enfrentar a dura realidade de ser desajustado em plena adolescência e a mais nova, Emma, com quem passa as noites lendo e imaginando histórias escondidas no estuque do teto quarto). É magricela, dono de um humor sarcástico, com olhos azuis, sardas e um cabelo que muda de loiro para castanho de acordo com a estação. Adora ler, escrever (tanto que está até escrevendo um livro) e adora Raya, uma menina popular, maneira, muito madura e bonita demais para se interessar por ele.
Popularidade não é o seu forte, mas sendo jogador do time de futebol americano (tudo bem, ele é só o kicker reserva) e tendo como melhor amigo o astro do time, Max, Daniel não é do tipo isolado, calado, nem nada disso. Mesmo com toda sua timidez, esquisitice e loucura, Daniel consegue interagir com alguns colegas e participar do que quer que a escola proponha, o que inclui um baile para o qual ele não tem coragem de convidar Raya, é claro.
Mas não é o dia a dia de Daniel a parte mais, digamos, complicada dessa história. São as noites de Daniel que nos mostram quem ele é de verdade. Daniel precisa seguir o Ritual todas as noites antes de se deitar, do contrário, algo muito ruim pode acontecer, alguém pode morrer e ele pode nunca mais ter a chance de consertar o que quer que seja. Isso tudo acontece na cabeça de Daniel e ele não entende que seu corpo está apenas respondendo à uma manipulação cerebral.
Algumas vezes durante o dia, em uma aula ou um treino de futebol, Daniel mantem pequenas atitudes para que nada dê errado, mas quando chega a noite, ele simplesmente precisa seguir o Ritual. Não importa quanto tempo demore, ou se suas gengivas sangrem por escovar os dentes mais de 100 vezes, ou se suas mãos esfolem por lavá-las e secá-las na toalha idiota cor de rosa até que estejam tão vermelhas quanto seus olhos que não param de derramar lágrimas, ele depende disso para dormir mantendo o mundo em ordem. Todas as noites.
Em um dia como outro qualquer, entediado com os treinos de futebol, ou preocupado por ter pisado em uma das linhas do piso do corredor, Daniel recebe um bilhete enigmático assinado por alguém chamado “Criança das Estrelas”. Sem entender o que aquilo significava, acaba por não dar tanta importância.
A “Criança das Estrelas” é Sara, ou como a chamam na escola – PsicoSara, uma menina esquisita como Daniel, que frequenta as aulas acompanhada por uma monitora e passa a maior parte do dia olhando para o nada e calada. Mas ela observa Daniel há tempos e sabe que de maluco ele não tem nada, ele é uma “Criança das Estrelas” assim como ela.
Sara se revela para Daniel e pede sua ajuda para investigar o sumiço de seu pai. A partir daí, os dois em um gesto de empatia mútua, identificando-se cada qual com suas particularidades, medos e fragilidades, embarcam em uma grande aventura de investigação e autoconhecimento que os transformarão para sempre. É Sara quem conta à Daniel que ele possui TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo), um distúrbio psicológico que faz com que a pessoa precise seguir rituais para que suas vidas permaneçam “normais” ou menos “anormais”.
Daniel, Sara, Max e Raya são alguns dos personagens cativantes que conduzem esta história que nos conta não somente as loucuras de um adolescente de treze anos desajustado, mas nos mostra que empatia, autocuidado, amizade e incentivo é tudo o que precisamos para traçar nossos destinos e enfrentar a nossa própria loucura. Daniel não tem certeza se gosta da ideia de destino porque isso meio que significa que não temos escolha. Mas ele tem escolha sim: SER FELIZ!
O AUTOR

Wesley King mora em Ostrea Lake, Nova Scotia, em uma casa centenária perto do mar, onde ele passa a maior parte do tempo escrevendo e tomando chá junto com sua esposa.

 

O SANTO

Autor: César Aira

Tradução: Jorge Wolff

Preço: R$ 34,90

192 pp. | 14×21 cm

ISBN: 978-85-325-3119-3

Assuntos: ficção – romance/novela

Selo: Rocco

Na idade média, uma fuga precipitada coloca um velho santo em uma surpreendente viagem pelo coração da África. Uma odisseia única de aprendizados e descobrimentos.
Em um monastério na costa da catalunha, vive um velho monge que passou seus últimos quarenta anos em devoto exercício de sua vocação. Observando o mundo sempre a distância e através de suas orações, operando seus pequenos milagres. O reconhecimento por seus atos e a devoção dos fiéis são sinceros. Mas mesmo dentro do mosteiro existe ganância e egoísmo.
O Santo, obra de César Aira e vencedora do Premio Iberoamericano de Narrativa Manuel Rojas 2016, narra a pitoresca história de um padre que só queria terminar seus dias em paz e na Itália, sua terra natal. Porém o medo de perder sua principal fonte de renda, leva o Abade e as autoridades da cidade a tomar uma decisão desastrosa: encomendar o assassinato do velho Santo e assim conservar o corpo para usar como relíquia e fonte de renda.
Azar de uns, sorte de outros, e o monge consegue escapar do seu fatídico destino. E começa uma estranha aventura pelo exótico e perigoso continente africano. A descoberta de uma nova realidade fora dos claustros do monastério, torna o Santo ciente de quanto estava cansado da vida monástica e acende no monge uma nova, enquanto aproveita as novidades e encontro um inesperado amor no fim de sua vida.
O santo é um livro leve que faz o leitor refletir enquanto acompanha a viagem de um homem inocente que de repente se encontra solto em um mundo novo, com cores, sons e cheiros que até então nunca tinha imaginado.

O AUTOR

Nascido em Pringles, Argentina, em 1949, César Aira é romancista, dramaturgo, tradutor e crítico literário. Seu primeiro romance, Moreira, apareceu em 1975, e desde então publicou mais de sessenta volumes, entre romances, contos, teatro e ensaios. Sua obra é traduzida em todo o mundo, incluindo França, Estados Unidos, Rússia, Itália e México. Aira é também professor universitário em Buenos Aires, onde vive e escreve pelo menos dois livros por ano.

 

 

BRANCO LETAL – CAPA DURA

Autor: Robert Galbraith

Tradução: Ryta Vinagre

Preço: R$ 84,90

656 pp. | 16×23 cm

ISBN: 978-85-325-3141-4

Assuntos: ficção – romance/novela, policial

Selo: Rocco

O romance mais épico de Robert Galbraith escrito até então, Branco letal é ao mesmo tempo um policial emocionante e um novo episódio da história em curso de Cormoran Strike e Robin Ellacott.

“Eu vi matarem menino… foi estrangulado, no cavalo.”

Quando Billy, um jovem problemático, vai à agência do detetive particular Cormoran Strike procurando sua ajuda na investigação de um crime que ele pensa ter testemunhado quando criança, Strike fica profundamente aflito. Embora tenha problemas mentais evidentes e não consiga se lembrar de muitos detalhes concretos, há algo de sincero nele e na história que conta. Mas antes que Strike consiga interrogá-lo melhor, Billy foge de seu escritório em pânico.

Tentando chegar ao fundo da história de Billy, Strike e Robin Ellacott — antes sua secretária, agora uma sócia na agência — partem seguindo um rastro tortuoso que os leva pelas ruas do submundo de Londres, até um refúgio secreto dentro do Parlamento e a uma mansão bela, porém sinistra, no interior do país.

E durante esta investigação labiríntica, a própria vida de Strike não está nada fácil: graças à fama recente como detetive particular, ele não consegue mais agir nos bastidores, como antigamente. Além disso, sua relação com a antiga secretária carrega mais tensão do que no passado — Robin agora é inestimável para Strike nos negócios, mas a relação pessoal dos dois é muito mais espinhosa.

O AUTOR

Robert Galbraith é o pseudônimo da escritora J.K. Rowling, autora de Morte súbita e da série Harry Potter.

 

MANIPULADORES DE SOMBRAS

Autor: Daniel José Older

Tradução: Taissa Reis

Preço: R$ 49,90

304 pp. | 16×23 cm

ISBN: ISBN: 978-85-68263-68-6

Assuntos: juvenil, rocco jovens leitores, ficção – romance/novela

Selo: Rocco Jovens Leitores

Manipuladores de Sombras é o novo livro do autor best-seller do New York Times, Daniel José Older. Recheado de ação e com uma linguagem dinâmica, a obra conta a história da jovem Sierra Santiago. De origem hispânica, Sierra aguarda ansiosa pelas férias de verão, quando pretende trabalhar em seus murais, passar tempo com seus amigos e andar de skate pelo Brooklyn, sem compromissos.
Até que um estranho zumbi aparece de penetra na primeira festa do verão. Isso e as mudanças nos murais, cores que desbotam, faces que choram e mudam de expressão, jogam os planos de Sierra por água abaixo… Para completar o quadro de estranhezas, o avô debilitado por um derrame fica lúcido o suficiente para dar um aviso a moça: Sierra está em perigo! Toda família e a vizinhança correm um grande risco, ela precisa encontrar um rapaz chamado Robbie e finalizar o seu mural, para evitar o fim da vida como conhece.
Sierra descobre que sua família faz parte de uma ordem sobrenatural conhecida como Manipuladores de Sombras, artistas capazes de se conectarem com os espíritos através de suas obras, sejam pinturas, músicas ou histórias. Seu avô, um dia, foi um dos líderes dessa ordem e abriu seu segredos para um estranho,  o doutor Jonatham Wick, que planeja usar os poderes dos manipuladores em seu próprio benefício. Mas para isso tem que eliminar os membros restantes da ordem.
Cabe a Sierra, Robbie e seus amigos impedir o dr. Wick e salvar sua família, seu passado, presente e futuro. Mas o sucesso só será possível se Sierra abrir velhas feridas e desvendar segredos do passado de sua família.
A força da narrativa de Manipuladores de sombras está na meticulosa atenção a detalhes de Daniel José. E estes detalhes fazem de Sierra Santiago cada página uma heroína mais forte e adorada que ficará nos corações dos leitores mesmo quando essas páginas acabarem.

O AUTOR

Daniel José é autor de contos e séries de fantasia adulta, e esse é o seu primeiro livro juvenil. Seu ensaio sobre raça, poder e mercado editorial norte-americano apareceu em sites como Salon e Buzzfeed, e seus contos foram publicados em diversas revistas e antologias de ficção científica e fantasia. Ele também é compositor e toca baixo de soul-jazz Ghost Star.

 

A PERSUASÃO FEMININA

Autor: Meg Wolitzer

Tradução: Simone Campos

Preço: R$ 74,90

416 pp. | 16×23 cm

ISBN: 978-85-325-3138-4

Assuntos: ficção – romance/novela, feminismo

Selo: Rocco

Em A Persuasão Feminina acompanharemos a jornada de Greer Kadetsky em busca de si mesma e de seu papel no mundo. Encontraremos a personagem, ainda jovem, em seus primeiros dias em uma instituição de ensino muito aquém de sua capacidade, lugar em que acabou após seus pais negligenciarem o preenchimento dos formulários de Yale, universidade conceituada que ficaria feliz em recebê-la.

Entristecida e injustiçada por arcar com as consequências provocadas pelas atitudes de pais despreparados e ausentes, Greer enfrenta um local novo no qual não gostaria de estar. Para piorar, em um gesto de boa vontade e tentativa de descontração, ela acaba em uma festa de fraternidade, onde passa por uma situação de assédio. Tudo isso longe de Cory, seu namorado e única relação de verdadeiro afeto que possuía até ali, e que agora estuda na Universidade de Princeton.

No entanto, neste espaço que parecia, a princípio, desanimador, Greer luta pela primeira vez. Ela se expõe para defender a si e a outras garotas que passaram por situações semelhantes. É lá que Greer sente pela primeira vez o gosto do resistir, e também o de se frustrar.

Neste cenário, ela ganha amizades importantes, não apenas lhe fazendo companhia, mas ampliando suas ideias acerca de questões sociais, feministas e ecológicas. Zee, emponderada, dona de pensamentos politizados e com um enorme senso de justiça, passa a ser um frescor em seu mundo.

Neste momento ligeiramente confuso e angustiante, surge Faith Frank, figura importante da segunda onda do feminismo, uma pessoa “poucos passos abaixo de Gloria Steinem na fama”. Em uma palestra, realizada de forma confiante, sedutora e eloquente, em um dia frio naquela universidade desconhecida, Faith planta uma fagulha em Greer, algo que se tornará uma chama e influenciará o seu destino, inclusive um determinante reencontro entre as duas quatro anos depois.

Persuasão feminina trata as relações humanas de forma direta e agridoce. Retrata a dinâmica do poder, dos interesses e de como o feminismo caminha um passo de cada vez, sempre na esperança de que a próxima geração pegue o bastão e continue a avançar, mesmo que não seja em alta velocidade nem da mesma forma que fizeram suas antecessoras.

Greer aprenderá que muitos de nós estamos em busca de um ideal, de deixar uma marca positiva no mundo e receber congratulações por isso; a maioria se perdendo durante o processo e muitas vezes sem saber como prosseguir ou realizar, mas ainda assim sem desistir, continuando mesmo cansados ao longo do caminho, pois, apesar de cientes de que o sucesso e retrocesso parecem alternar de forma irritantemente constante, aquela chama é o que faz persistir, faz ver que pequenas vitórias propiciam grandes mudanças.

Faith testemunhará como o fato de liderar um movimento e tentar manter uma imagem incólume talvez seja um fardo pesado demais e que sustentar a admiração da multidão ou de alguém que se ama pode custar sua ética e levá-la à solidão.

Ambas fazem parte de um coletivo repleto de anseio, dúvida e força, o da raça humana mulher, com todas as suas divergências, glórias e pesares. Estão juntas aprendendo e vivenciando o feminismo na pele, muito além do simples conceito proferido. Um caminho tortuoso, difícil e belo, com várias ramificações, mas um único destino: o direito à própria voz.

Você está vendo a minha camiseta? E a da minha amiga? Estamos usando porque há pouco tempo houve um caso de abuso e assédio sexual nesse campus. Simplesmente fizeram uma audiência de fachada, chegaram a uma decisão que foi uma piada. Mandaram a pessoa que fez isso para umas sessões de terapia e agora ele tem alvará para continuar aqui, apesar de ter abusado de várias mulheres, inclusive de mim. […] Então acho que estou ter perguntando o que fazer agora. Como continuar.

*Release escrito por Chris Melo

O AUTOR

Meg Wolitzernasceu em 1959 no Brooklyn, Nova York. Filha da romancista Hilma Wolitzer,estudou escrita criativa na Smith College e se formou na Brown University em1981. É autora de treze romances, incluindo TheWife, adaptado para o cinema em 2017, com Glenn Close no papel principal,The Interestings e o juvenil Redoma. Mora em Manhattan com o marido,o escritor de ciências Richard Panek.

 

 

COLA

Autor: Irvine Welsh

Tradução: Maira Parula

Preço: R$ 54,90

320 pp. | 14 x21 cm

ISBN: 978-85-325-3142-1

Assuntos:

Selo: Rocco

Quais os códigos capazes de manter um grupo unido por mais de três décadas? Em Cola, Irvine Welsh apresenta aos leitores um outro quarteto vindo dos conjuntos habitacionais de Edimburgo, na Escócia: Terry Lawson, Billy Birrell, Andrew Galloway e Carl Ewart. Assim como em Trainspotting, a obra mais famosa de Welsh, sexo, drogas e violência estão presentes no dia a dia dos amigos, que se conhecem desde criança.
Dividida em cinco partes, a história é contada sob diferentes perspectivas. Nos anos 1970, são mostrados fatos que marcaram a infância de Terry, Billy, Gally e Carl, dando pistas de como a atitude dos pais dos quatro meninos viria a refletir em seu comportamento no futuro. Paralelamente, as estrelas de Trainspotting – Begbie, Sick Boy, Spud e Renton – fazem pequenas aparições em Cola ou são citadas pelos protagonistas da trama, todos bem mais jovens do que a turma criada no Leith.
A partir dos anos 1980, os rapazes assumem a narrativa, permitindo aos leitores identificar o perfil de cada um. Enquanto a grande preocupação de Terry é levar para a cama o maior número possível de mulheres, Billy aposta na carreira de boxeador e Carl desponta como DJ. Já Gally se revela o mais frágil dos quatro: mandado para a prisão duas vezes, sofre de depressão, fica viciado em heroína e contrai o vírus HIV ao compartilhar seringas.
Além de mostrar a passagem da infância para a adolescência, Irvine Welsh foca na fase adulta de Terry, Billy, Gally e Carl. Conforme mudam as perspectivas de vida dos personagens, os leitores percebem alterações no estilo da música ouvida pelos amigos, que vai do punk ao techno, e no tipo de droga que consomem – as anfetaminas dão lugar ao ecstasy. No aspecto profissional, Billy se aposenta como boxeador e vira dono de bar, ao mesmo tempo que Carl faz carreira nacional e internacional como o DJ N-SIGN. Já Terry vive de seguro-desemprego e assalto a residências.
Ainda que os integrantes do quarteto pareçam seguir em direções diferentes, eles sempre dão um jeito de se encontrar – seja para aproveitar a Oktoberfest de Munique, na Alemanha, ir à boate onde Carl trabalha como DJ, assistir a um jogo de futebol ou se meter em alguma briga. A lealdade do grupo é forjada em princípios básicos passados de geração a geração, como sempre apoiar os amigos e nunca dedurar ninguém, mesmo se for um inimigo.
Apesar de seguirem um código de honra próprio, Terry, Billy, Gally e Carl guardam segredos que podem abalar seu relacionamento de mais de 30 anos. Frutos de uma classe operária esmagada pela pobreza e a violência, paira sobre eles o fantasma da quebra de confiança. Mergulhe na trama de Irvine Welsh e descubra se eles conseguirão driblar mais esse golpe.
 Irvine Welsh   nasceu em Leith, distrito de Edimburgo, na Escócia, e abandonou a escola aos 16 anos, passando por vários empregos até se mudar para Londres, na década de 1970, onde teve a oportunidade de circular pela cena punk. De volta a Edimburgo, fez um MBA na Heriot Watt University. Inspirado pela cena rave dos anos 1990, criou um grupo de personagens que acabaram imortalizados no livro Trainspotting, sua obra mais famosa. Atualmente, ele mora em Chicago, nos Estados Unidos.

O AUTOR

Humor e ironia causticamente refinados. Eis as marcas de Irvine Welsh, aclamado (e controverso) autor de romances, contos, peças e roteiros. Antes de ser escritor, foi técnico de TV, cantor e guitarrista de bandas obscuras de punk rock, e especulador imobiliário. Em 1993, publicou seu primeiro romance,Trainspotting, sobre o submundo dos jovens britânicos viciados em heroína. Sucesso de público e crítica, o livro ganhou as telas em 1996, pelas mãos do diretor Danny Boyle. Natural de Edimburgo, Escócia, Welsh afirma ter nascido em 1958. Outras fontes, porém, citam 1961, e mesmo 1951 — polêmica irrelevante. O que importa é o talento narrativo que o consagrou como um dos mais brilhantes autores britânicos surgidos nos anos 1990.

COMO EU ESCREVI AS GUERRAS ZUMBI

Autor: Aleksandar Hemon

Tradução: Maira Parula

Preço: R$ 54,90

320 pp. | 14×21 cm

ISBN: 978-85-325-3145-2

Assuntos: ficção – romance/novela

Selo: Rocco

Como eu escrevi as guerras zumbi é o mais novo livro do bósnio Aleksandar Hemon. A história acompanha o roteirista aspirante Josh Levin na tentativa de vender o seu primeiro roteiro enquanto dá aulas de inglês para imigrantes judeus e equilibra uma delicada relação com a namorada.
Para tentar emplacar algum roteiro, Josh Levin se inscreve em uma oficina de roteiro junto a outros potenciais autores. Com o laptop repleto de idéias e o feedback de uma turma dos colegas, Josh consegue uma ideia que promissora: Guerras Zumbis.
O trabalho se desenvolve lentamente, e o leitor passa acompanhar em paralelo com a vida de Josh, a história de um soldado que luta para sobreviver em um mundo devastado pelos zumbis. Até que um dia, o jovem chega em casa e encontra Stagger, seu senhorio, um problemático veterano de guerra, brincando com suas cuecas. O absurdo da situação e a reação extrema de Stagger, levam Josh e fugir do apartamento e se abrigar com Kimmie, sua namorada e começar uma vida de casados.
Esse idílico momento dura pouco, pois Josh se envolve com Anna, uma imigrante bósnia, sua aluna. Anna tem um filha adolescente e é casada com o violento e ciumento Esko, que quando descobre o caso, resolve tirar satisfações.
As decisões cada vez mais absurdas de Josh vão destruindo as vidas de todos ao seu redor, e mesmo embalado por bebidas e a maconha “batizada” de Stagger, Josh tenta a todo custo terminar seu roteiro e salvar seu namoro.
Aleksandar Hemon conta a louca saga de Josh, apresenta como contraponto o roteiro de Josh com as aventuras do Major Klopstock em um mundo devastado pelo apocalipse Zumbi. A histórias correm paralelas e as decisões de Josh são refletidas no personagem do Major, o alter ego do autor.
Como eu escrevi as guerras zumbi é engraçado, violento, e um divisor da carreira para Hemon.
A facilidade que o autor passa de uma história a outra é a mostra de seu grande talento e a prova de porque Hemon é um dos celebrados autores da atualidade.

O AUTOR

Aleksandar Hemon nasceu na Bósnia em 1964 e vive nos Estados Unidos desde 1992. Publicou E o Bruno? , comercializado para 18 países e eleito o melhor livro do ano de 2000 pelo Los Angeles Times Book Review e  pelo New York Times Book Review; As fantasias de Pronek, de 2002, finalista do National Book Critics Circle Award; O projeto Lazarus, ganhador do prêmio de Melhor Ficção de 2008 da conceituada revista New Yorker, apontado como um dos cem melhores títulos do ano pelo The New York Times. O autor recebeu os prêmios “Genius Grant”, da Fundação MacArthur, e PEN/W. G. Sebald Award.

 

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