Kull de Robert E. Howard (HQs e Filme): - NoSet
Livros & HQs

Kull de Robert E. Howard (HQs e Filme):

Salve Nosetmaníacos, eu sou o Marcelo Moura e hoje falamos de um outro conquistador que saiu das HQs e teve uma adaptação nos cinemas,. 

Kull (HQs):

Kull era um jovem bárbaro, nascido na Atlântida antes desta ter sido encoberta pelas águas do mar. Abandonado pelos pais na floresta e criado por tigres, o menino viveu entre animais até que foi encontrado pela tribo do mar. Convivendo com os selvagens, ele atingiu a idade de se tornar um guerreiro. O velho feiticeiro da tribo declarou que o espírito do tigre seria seu símbolo e seu protetor. Dias depois, quando Kull e alguns companheiros chegavam de viagem à aldeia, o jovem atlante avistou uma multidão se preparando para queimar uma jovem, Sareeta. Revoltado ao saber que a nativa seria sacrificada por haver fugido com um pirata, pois aliar-se a inimigos constitui-se crime capital, vendo que seria impossível salvá-la, ele a matou antes que o fogo tomasse seu corpo e a envolvesse num sofrimento insuportável. Considerado um traidor, todos se voltaram contra o rapaz, que mergulhou no mar e fugiu, sendo encontrado por piratas lemurianos. Escravizado pelos saqueadores, ele os serviu como remador, até que a caravela onde se encontrava ancorou próxima ao Reino de Valúsia, um dos países que compunham os chamados Sete Impérios. Fugindo da embarcação, foi capturado pelo valusianos e forçado a lutar na arena. Não demorou muito, graças a sua força e coragem, Kull acabou se tornando um soldado, depois oficial até atingir o posto de Comandante da Legião Negra, a tropa de elite do Rei Borna e cujo posto é subordinado apenas ao próprio rei. Instigado por alguns nobres a assassinar o soberano para que o barão Kaanub assumisse o poder, Kull matou o monarca e decidiu ele mesmo usar a coroa real. Hoje Kull é um rei odiado por grande parte dos seus súditos, que o consideram um selvagem, indigno de governar um povo tão civilizado. Kaanub e seus aliados passam a maquinar planos pra tirá-lo do trono desde então. Seu maior amigo é, por incrível que pareça, o lanceiro picto Brule, que nutria uma cordial e fiel amizade ao atlante, apesar da imemorial inimizade entre seus povos. Tinha como conselheiro o idoso Tu e como chefe da Legião Negra o bravo Alecto. Durante sua atribulada vida como rei, ele teve que defender seu trono dos “Homens-serpente” e do maligno feiticeiro grondariano Thulsa Doom, o mesmo do filme Conan o Bárbaro, sem esquecer dos diversos inimigos (em especial os rivais da Valúsia, Commoria). O personagem foi de vital importância para a idealização de outro bárbaro: Conan, de quem seria ancestral.

Das HQs para o Cinema:

Houve um fraquíssimo filme sobre o personagem produzido em 1997 com o título de “Kull, o Conquistador”, com o ator Kevin Sorbo, o mesmo que fez a série de TV de Hércules, que não retrata a verdadeira grandeza do personagem de Robert E. Howard. Já Thulsa Doom aparece como vilão no filme Conan, o Bárbaro (1982), gerando confusão sobre o personagem. Seguindo a sinopse do filme que falaremos abaixo, houve uma época bastante remota na qual Kull, um bárbaro, se torna rei repentinamente ao derrotar o antigo monarca em um duelo, no qual foi mortalmente ferido. Mas antes de morrer este rei dá a coroa para Kull, tornando-o seu sucessor legítimo. Porém, herdeiros diretos do rei morto tentam destronar Kull e recuperarem o trono.

Kull, o Conquistador (1997):

Direção John Nicolella, roteiro baseado nos personagens de Robert E. Howard, enredo de Charles Edward Pogue, elenco de Kevin Sorbo, Tia Carrere, Thomas Ian Griffith, Harvey Fierstein e Karina Lombard.

Sinopse: Em uma época bastante remota Kull (Kevin Sorbo), um bárbaro, se torna rei repentinamente ao derrotar o antigo monarca em um duelo, no qual foi mortalmente ferido. Mas antes de morrer este rei dá a coroa para Kull, tornando-o seu sucessor legítimo. Porém, herdeiros diretos do rei morto tentam destronar Kull e recuperar o trono.

Crítica: Kull é um filme longe do sangrento personagem de Robert E. Howard e até muito parecido com o estilo de filmes bárbaros de Sessão da tarde como Red Sonja em Guerreiros de Fogo (1985) ou He Man e os Mestres do Universo (1987) ou mesmo O Rei Escorpião (2002), filmes de baixo orçamento que exploram ao máximo atores pseudo famosos de época para tentar arrecadar alguma grana, seguindo filmes clássicos, sanguinários e históricos como Conan, O Bárbaro (1982).O roteiro é o mesmo de filmes de heróis, reto e simples, com ação e muito humor, onde a bruxa má é derrotada e o mocinho que fica com os tesouros. O diretor Nicolella nunca fez um filme melhor que B e não foi aqui que se destacou. No elenco o carismático ator de seriados Kevin Sorbo, que participou de nada menos que séries famosas como Hércules e Xena na tv, mas no cinema tem a vergonha de ter trabalhado em filmes como Os Espartalhões (2008), Piranha Sharks (2014), Sharknado 3 (2015), além de outras pérolas.  , Tia Carrere é a versão americana da Tiazinha, para quem lembra de quem estou falando. Modelos de feições e corpo diferenciado que teve seu momento de sucesso e depois caiu no esquecimento. Explodiu em True Lies (1994) e na duvidosa franquia de humor Quanto mais Idiota Melhor (1992), fez uma série chamada Relic Hunter (1999 a 2002), uma cópia descarada de Luara Craft e seu Tomb Rider, mas caiu após no esquecimento com filmes B de duvidosa qualidade.

Gostou da matéria, é só seguir o meu instagram para acompanhar lançamentos e opinar: https://www.instagram.com/marcelo.moura.1253/

Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Topo