Contagem Regressiva para Esquadrão Suicida: O Coringa – A Origem - NoSet
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Contagem Regressiva para Esquadrão Suicida: O Coringa – A Origem

Salve Nosetmaníacos. Noset fala hoje da origem do Palhaço do Crime.

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The Joker ou O Coringa: De acordo com a ideia inicial, o Coringa deveria ter morrido na sua primeira aparição, mas foi poupado por uma intervenção editorial, permitindo assim que o personagem fosse progredindo como o célebre arqui-inimigo do Batman. O Coringa também é conhecido por outros nomes, incluindo Príncipe Palhaço do Crime, o Bobo do Genocídio, o Flagelo de Gotham, o Arlequim do Ódio, o Ás de Valetes, Palhaço e Piadista. Nas suas aparições nas HQs, o Coringa é retratado como um gênio do crime. Introduzido como um psicopata com um sentido de humor sádico e doentio, o personagem tornou-se no final da década de 1950 um ladrão pateta e brincalhão, como resposta à regulação do “Código dos Quadrinhos” (Comics Code Authority), antes de regressar às suas raízes mais negras durante os anos de 1970. Como o nêmeses de Batman, o Coringa tem feito parte de algumas histórias que definem o herói, incluindo o assassinato de Jason Todd, o segundo Robin sobre a tutela de Batman, e a paralisia de um dos aliados de Batman, Barbara Gordon. Durante as décadas em que tem aparecido, o Coringa tem tido várias histórias sobre a sua origem, mas a mais comum delas apareceu pela primeira vez em Detective Comics número 168 de Fevereiro de 1951, e envolve a sua queda para dentro de um tanque de desperdícios químicos que branqueia a sua pele, torna o seu cabelo verde e os seus lábios vermelhos; o resultado da sua desfiguração leva-o à loucura e adaptou seu nome para “Coringa”, a partir da figura das cartas de jogo que ele veio a assemelhar-se. Como a antítese da personalidade e da aparência de Batman, o Coringa é considerado pelos críticos como o seu adversário perfeito.

Ele não tem habilidades sobre-humanas, em vez disso, usa a sua experiência em engenharia química para desenvolver misturas tóxicas e/ou letais, bem como armamento temático, incluindo cartas de jogo com pontas cortantes, campainhas de brinquedo mortais e flores de lapela que projetam ácido. Apesar do Coringa por vezes trabalhar com outros vilões, como o Penguim e Duas Caras, e em grupos como a Gangue da Injustiça e a Liga da Injustiça, tais relações acabam muitas vezes por entrar em colapso devido ao constante desejo dele em procurar o caos desenfreado. A década de 1990 introduziu um interesse romântico na forma da sua ex-psiquiatra, Harley Quinn, que se torna inclusive na sua parceira no crime. Apesar da sua grande obsessão pelo Batman, o Coringa já foi adversário de outros heróis como o Superman e a Mulher Maravilha. Um dos mais icônicos personagens da cultura popular, o Coringa tem sido citado como um dos maiores vilões de HQs criados. A enorme popularidade do personagem já o fez aparecer numa grande variedade de produtos, como roupas, objetos de colecionadores, games e várias outras referencias. As revistas Wizard e Complex colocaram-no em número 1 nas suas listas dos “Melhores Vilões de HQs”. Numa publicação semelhante, o IGN posicionou-o em número 2, atrás do Magneto, e a Empire em número 8 na sua lista dos “50 Melhores Personagens de HQs”. O Joker tem servido como adversário do Batman no cinema, na animação e nos games, incluindo na série de televisão da década de 1960, Batman, interpretado magicamente por Cesar Romero, no cinema por Jack Nicholson em Batman (1989), por Heath Ledger em The Dark Knight (2008) e por Jared Leto em Suicide Squad (2016). Mark Hamill (Luke Skywalker), Michael Emerson, Troy Baker, entre outros, já deram a sua voz em animações.

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Origem desconhecida: Apesar de haver diversos relatos e histórias, a real origem do Coringa, assim como seu verdadeiro nome revelado como Vinicius Debortoli. A versão mais conhecida é que a pessoa que futuramente se tornaria o psicopata criminoso, participou de uma tentativa de assalto a uma Fábrica de Cartas de Baralho em Gotham City, disfarçado como o então criminoso Capuz Vermelho, ao lado de mais outros dois comparsas. Tal invasão e assalto fracassaram, ele acabou perseguido pelo próprio Batman e na fuga, cercado sobre um tonel de produtos químicos desconhecidos, preferiu se jogar nele a ser preso pelo Cavaleiro das Trevas. Ele conseguiu escapar livre e sobreviver ao pesado banho químico, mas sua pele restou com a pigmentação absolutamente branca, enquanto seu cabelo ficou definitivamente verde, e os músculos faciais ligados à boca foram deformados definitivamente, ganhando um eterno aspecto de sorriso. O choque , ao perceber a aberração em que havia sido transformado, o enlouqueceu de tal modo que ele se tornou o assassino psicopata, anárquico que se auto batizou Coringa. A partir dessa versão, há várias outras possíveis, que complementam ou mesmo se chocam com esta, nenhuma, no entanto, sendo jamais comprovada. Embora muitas histórias tenham sido relacionadas, uma origem contada diretamente nunca foi estabelecida para o Coringa nas HQs e seu verdadeiro nome nunca foi confirmado. O próprio vilão se diz confuso quanto ao que realmente aconteceu, como em A Piada Mortal: “Às vezes eu lembro que uma maneira, ora outro e se eu vou ter um passado, prefiro que seja de múltipla escolha Ha! ha ha!”.

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A versão mais aceita foi a contada na Graphic Novel “Batman: A Piada Mortal” de 1988, escrita por Allan Moore e desenhada por Brian Bolland. Nela, o futuro Príncipe Palhaço do Crime era um químico, que saiu do seu emprego na Fabricante de Cartas de Baralho, para realizar seu sonho de viver como Comediante Stand-up. No entanto, ele fracassa, o que o leva a uma situação financeira dramática pra ele e pra sua esposa Jeannie, grávida de seu filho. Desesperado, ele aceita trabalhar com dois assaltantes, auxiliando-os a invadir e roubar sua ex-empregadora. No entanto, em um único dia terrível, sua esposa morre junto com seu filho não nascido em um acidente doméstico. Ele então é ainda coagido a realizar o assalto já marcado, o qual, como já relatado, acaba em fracasso e mais uma tragédia sem volta para ele, ficando deformado irremediavelmente. Todas as tragédias acumuladas deste dia o transtornam e o enlouquecem drasticamente, transformando-o no Coringa, mas ao final da HQ essa versão é desmentida pelo próprio Coringa, que diz que se lembra de várias origens diferentes com certa frequência. Alan Moore, o autor daquela história de 1988, se baseou numa primeira versão que contava que o bandido era um ex-engenheiro químico com uma família para sustentar, e que após ser demitido descobriu que sua mulher tinha câncer. Ele então buscou dinheiro para um tratamento, trabalhando como piadista, mas ninguém achava graça nele. Então se juntou com um grupo de ladrões e foi roubar uma fábrica química. Assumiu nesse dia o disfarce de um criminoso conhecido como Capuz Vermelho. Tentava assaltar uma fábrica e quando Batman e Robin invadiram o lugar, o Capuz Vermelho cai acidentalmente num tonel de produtos químicos. Foi dado como morto mas 10 anos depois ressurge completamente louco, com pele branca e cabelos verdes.

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Em uma outra versão o Coringa era Joseph Kerr, uma criança problemática: vivia psicologicamente no seu mundo isolado após a separação de seus progenitores. Seu pai, em um momento de raiva, ao ver Joseph chorar, perguntou por que ele estava tão serio, e logo depois cortou a boca de seu próprio filho, deixando-o com uma cicatriz no lado esquerdo do rosto. As crianças com quem estudava o consideravam estranho, mas ele dizia que não era assim mas todos os demais eram. Em resposta, sua colega disse que se todos eram estranho e ele era único normal, ele continuaria sendo considerado estranho. No mesmo dia, ele arrumou briga com um colega de escola e fez o garoto ir para o hospital e levar 12 pontos na cabeça. Após ter sido expulso de 3 escolas, desistiu dos estudos. Foi levado ao psiquiatra, mas nunca mudou sua personalidade estranha. Seu pai o considerava louco e desconsiderava ele como filho. Um dia, já atingida sua adolescência, ele fugiu de casa e a incendiou com seus pais dentro. Enquanto olhava a casa queimar cortou a outra parte de sua boca formando um sorriso completo em seu rosto. Não se sabe o que fez em seguida: acredita-se que virou ladrão de joalherias e assumiu o nome de Jack Napier até se transformar no Coringa. Esta versão soa um tanto desapropriada. Pois no seu rosto mundialmente conhecido, não vemos cicatrizes como nessa versão.

Há ainda uma terceira versão, amplamente aceita, e também amplamente questionada em que o Coringa tem seus problemas de infância (como contado na segunda versão), e ao crescer, decide roubar uma fábrica da companhia de cartas, para se vingar de sua demissão do cargo de engenheiro químico, e, ao tentar fugir, se joga em um duto que levava lixo tóxico proveniente do material de tintura das cartas. O resultado é o desconhecimento de seu paradeiro ao mesmo tempo que surge a nova figura: Cabelos verdes, lábios vermelhos e pele branca tornam-se a nova marca registrada do personagem. Em Arkham Asylum: Uma Casa Séria na Terra Séria, escrito por Grant Morrison, é dito que o Coringa não pode ser louco, mas tem algum tipo de “super-sanidade”, no qual ele se recria a cada dia para lidar com a fluxo caótico da vida urbana moderna. Um primeiro conto de origem foi em Detective Comics número 168 (fevereiro de 1951), quando foi revelado que o Coringa tinha sido um criminoso conhecido como Capuz Vermelho. Na história, ele é um engenheiro químico que ficou vigiando para roubar a empresa que o empregou, e adotou a personalidade do Capuz Vermelho. Depois de cometer o roubo, o que frustra o Batman, ele cai em um tonel de resíduos químicos. Surge pouco depois com a pele branca, lábios vermelhos, cabelos verdes e um sorriso persistente. A identidade do Coringa como Capuz Vermelho é confirmada em Batman número 450, quando o bandido encontra um velho traje de capa que Capuz Vermelho manteve e coloca-o para ajudar na sua recuperação após os eventos de Uma Morte em Família. Mas isso não é o suficiente para se dar como fato, pois essa não é a primeira origem que foi “confirmada” posteriormente em histórias canônicas.

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A história “Pushback” (Batman: Gotham Knights número 50-55) suporta parte desta versão da história de origem do Coringa. Nele, uma testemunha (que por coincidência acaba por ser Edward Nigma) relata que a mulher do Coringa foi sequestrada e assassinada por um policial corrupto que trabalhava para os criminosos, a fim de forçar o engenheiro a realizar o crime. O Coringa tenta localizar o policial corrupto que cometeu o assassinato, mas depois que seus capangas são assassinados por Prometeu, apenas para depois ser duramente espancado por Silêncio, e em seguida, expulso de Gotham antes de isso acontecer. “Payback”, também mostra imagens do Coringa pré-desfigurado – identificado como “Jack” – com sua esposa, dando mais suporte a esta versão. A história de Paul Dini-Alex Ross “Case Study”, propõe uma teoria muito diferente. Esta história sugere que o Coringa era um gângster sádico que trabalhou à sua maneira a cadeia alimentar do crime de Gotham até que virou o líder de uma máfia poderosa. Ainda buscando as emoções que o trabalho sujo permitia, criou a identidade do Capuz Vermelho para si mesmo para que pudesse cometer pequenos crimes. Eventualmente, ele teve seu fatídico encontro com o primeiro Batman, resultando em sua desfiguração.

No entanto, a história sugere que o Coringa ficou são, e planejou para que seus crimes parecessem com o trabalho de uma mente doentia, a fim de prosseguir a sua vingança contra Batman e fosse capaz de evitar o encarceramento permanente alegando insanidade. Infelizmente, o relatório escrito encontrado explicando esta teoria é descoberto que foi escrito pela Dra. Harleen Quinzel, também conhecida como Harley Quinn, ajudante / amante insana do Coringa, o que invalida qualquer credibilidade que poderia ter em tribunal. O segundo arco de Batman Confidential (número 7-12) re-imagina o Coringa como um criminoso talentoso que abandona a identidade do Capuz Vermelho, também chamado Jack, e é quase suicida devido ao tédio com o seu “trabalho”. Ele fala com uma garçonete, Harleen Quinzel, que convence-o a encontrar algo para viver. Jack torna-se obcecado com o Batman depois que ele sai de um de seus empregos, levando Jack a atrair a atenção do Batman em um baile. Jack fere Lorna Shore (quem Bruce Wayne está namorando), levando o herói a desfigurar o seu rosto com um batarangue. Jack escapa e Batman dá informações dele aos mafiosos, que o torturam com uma planta química. Jack mata vários de seus agressores depois de fugir, mas cai em um tonel vazio como punções de tiros selvagens dos tanques químicos acima dele, e a inundação resultante de produtos químicos antidepressivos alteram sua aparência para a de um palhaço, completando sua transformação no Coringa. Então se o Coringa já teve um nome, ou o mais próximo de um alter-ego, esse seria é Joseph “Joe” Kerr, ou, como mostrado no filme de 1989 e na série de animação Batman: The Animated Series, Jack Napier. Na maioria das adaptações a que se referem ao passado do personagem, seu nome é Jack. Mas ainda sim nada pode ser dado como certeza se tratando do Coringa.

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Att.
Marcelo The Moura

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