Brucutu e a Jovem Guarda - NoSet
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Brucutu e a Jovem Guarda

Brucutu e a Jovem Guarda

Boy NoSet

E ai filhotes, um bom dia, boa tarde e uma boa noite para aqueles que ainda querem o básico na sociedade terrestre que é a gentileza!

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Brucutu – Não só um desenho, mas um ensino de caráter, ética e dignidade. “Hay que endurecer, pero si perder la ternura jamás”.

Sinopse 

O desenhista V. T. Hamlin criou a personagem após ter trabalhado numa campanha publicitária para uma companhia de petróleo texana, ocasião em que teve conhecimento sobre fósseis e a vida primitiva da humanidade. O nome original foi baseado no grito de incentivo dado por ginastas e trapezistas, em francês, ‘allez oup’, que pode ser traduzido livremente como Vamos lá.

As tiras de Brucutu foram publicadas por seu criador, desde 1932, por cerca de 40 anos, nos jornais norte-americanos. Inicialmente, as tiras eram diárias, editadas de 5 de dezembro de 1932 a 3 de janeiro de 1933, quando a editora fechou. Mas neste mesmo ano, a 7 de agosto, voltou a ser distribuída para vários jornais, pela NEA (Newspaper Enterprise Association). Alley Oop (Brucutu), era ainda o título das tiras.

A partir de 9 de setembro de 1934 as tiras passaram a ocupar toda uma página das edições dominicais dos jornais que a distribuíam. Durante a II Guerra Mundial este espaço foi reduzido, por conta da economia de papel, para um terço da página.

Em 1971, quando Hamlin aposentou-se, seu assistente Dave Graue assumiu a publicação. Sua última história apareceu a 1 de abril de 1973, um domingo. De seu estúdio na Carolina do NorteGraue continuou produzindo a tira, até sua própria aposentadoria, em agosto de 2001. Ele morreu pouco depois, em 10 de dezembro deste ano, num acidente em que seu carro chocou-se contra um caminhão. As tiras de Brucutu, entretanto, sobreviveram a seus autores, sendo ainda publicadas por Carole Bender (roteiro) e Jack Bender (ilustrador).

Enredo e personagens

Brucutu é um forte habitante do reino pré-histórico de Mu (no original, Moo) e vivia com seu dinossauro de estimação, Dinny. Carregava sempre um martelo de pedra e vestia apenas um calção de pele, e preferia lutar contra os ferozes dinossauros da selva do que conviver com seus compatriotas na capital de Mu.Apesar do ambiente pré-histórico, o alvo das tiras era a sátira da vida suburbana estadunidense. As primeiras histórias eram centradas nas aventuras de Brucutu e seu amigo troglodita, Foozy e a namorada Ulla (Ooola, no original), o Rei de Mu Gus (no original Guzzle) e a Rainha Umpateedle e cidadãos diversos. Brucutu e seus camaradas viviam tendo eventuais escaramuças com os habitantes do reino rival de Lem, governado pelo Rei Tunk. (Os nomes Mu e Lem são possivelmente referências aos lendários continentes de Mu e Lemúria).Para incrementar o enredo, Hamlin introduziu na história, em 5 de abril de 1939, um dispositivo até então incomum – uma máquina do tempo, inventada no século XX pelo cientista dr. Elbert Wonmug (que seria, então, uma paródia com o nome de Albert Einstein, numa versão americana do sobrenome: Ein Stein, para One mug). Vindo para o século XX, Brucutu tornou-se um piloto de testes para o Dr. Wonmug, embarcando por viagens através de vários períodos da História, como o Antigo Egipto, a Inglaterra Arturiana ou o Velho Oeste. Brucutu acompanhou CleópatraRei Artur e Ulisses em suas aventuras e até chegou a viajar para a lua. Nos desenhos mais recentes foram acrescentados um assistente, que por vezes agia como herói, noutras como vilão, chamado G. Oscar Boom; depois uma nova assistente juntou-se, chamada Ava.

 

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Boy Falando Sério

Falar de Brucutu é algo mágico, porque, olhar para um homem das cavernas com o senso de sociedade, caráter e acima de tudo de humanidade, é olhar para a nossa sociedade e ver que ainda precisamos caminhar, muito para achar o equilíbrio entre o ter, fazer e o ser…

Brucutu era um desenho que na década de 80 passou na antiga emissora Manchete. O desenho tinha uma chamada no seu início muito apropriada, para manter a galera sentada no sofá o dia todo, essa entrada se baseava nos desenhos seguintes ao do Brucutu, que já nos deixava ansiosos para os próximos desenhos. “Segue link abaixo”…

Ao rever está entrada, me lembrei, do sentimento de ansiedade que era começar os dias e esperar os desenhos e as diversões do dia. O desenho traz uma pegada sobre uma sociedade aonde o rei pode falar, mas é pau mandado da rainha e faz tudo que ela, manda, colocando a celebre frase, que sempre a última palavra é do homem. Quem sabe não foi daí que nasceu a ideia que a última palavra é do homem, mas quem manda realmente é mulher!

As história são baseadas, na sobrevivência da sociedade e na forma que ela deve ser formada, com respeito, ética, conflitos, compaixão e amor! As lutas com os dinossauros e outros grupos, da a dinâmica no ambiente e nos conflitos, existia o conceito de viagem no tempo e adequação do personagem a outras épocas. Olha ai o primo não tão distante de Mac Mcfly, mas todo esse cenário, não esta somente concentrado no desenho, já que Brucutu tem seu início em tiras de jornais e depois em quadrinhos.

Brucutu tem como companheira a belíssima Ulla (Ooola, no original). Que também demostra que homem feio tem preferência e o que vale é a atitude, imagem ajuda mas não é tudo, Brucutu manda bem neste ponto…

O desenho tem os traços da época, feito à mão com a maioria dos desenhos daquele período, podemos ver alguns traços grosseiros, mas com a sutileza de um desenho que passa o recado, tanto visualmente quanto pelos ambientes e diálogos. Um desenho de pegada muito humana e de valores que até hoje a sociedade vem reforçando e buscando sempre melhorar!

 

 

 

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