Wing Commander (Dos Games ao Cinema) - NoSet
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Wing Commander (Dos Games ao Cinema)

Salve Nosetmaníacos, Noset jogou nos anos 90 a franquia e recomenda.

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Wing Commander (1990):

Plataformas DOS, Amiga, Amiga CD32, Sega CD, SNES, 3DO, Sony Playstation, Game Boy Advance, FM Towns, Mac OS. Wing Commander é o primeiro jogo do produtor, diretor e roteirista Chris Roberts baseado em ficção científica e simulação espacial da Origin Systems. O jogo foi lançado para o PC DOS em 26 de Setembro de 1990, e mais tarde para consoles como Amiga, CD32 (256 cores), Sega CD e o SNES, e relançado para o PC em 1994. Um remake chamado de Super Wing Commander foi feita para o 3DO (1994) e mais tarde transposto para o Macintosh. O game foi criado trazendo o combate espacial para os games a um nível próximo aos filmes e séries no melhor estilo de Star Wars, Galatica ou mesmo Buck Rogers. Situado no ano 2654 e caracterizada por Chris Roberts como “Segunda Guerra Mundial no espaço”, o jogo apresenta um elenco multinacional de pilotos da “Confederação Terran” em missões de voo de encontro a predatória e agressiva raça Kilrathi, um povo felino e guerreiro, fortemente inspirado no Kzinti da série Space. O jogador assume o papel de um piloto sem nome a bordo do Garra no TCS Tiger e começa o jogo escolhendo seu nome e sua classe. O piloto rapidamente cresce no ranking dependendo da forma como atua através das missões por todo o universo ou, por outro lado, se o jogador não executar de forma correta, as missões que se tornam cada vez de natureza defensiva e, eventualmente, a Garra é forçado a recuar e abandonar sua missão. Existem dois finais, dependendo de sua execução do jogo, assim como um pacote de expansão do jogo chamado Wing Commander II: Vengeance of the Kilrathi. Em 2006 Electronic Arts transportou uma versão SNES de Wing Commander para o PlayStation Portable como parte de um pacote da EA. Em agosto de 2011, depois de muitos anos, a versão PC Wing Commander 1 foi relançado para o PC na forma digital.

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Wing Commander – A Batalha Final (1999):
Wing Commander é um filme de ficção científica baseado no game de mesmo nome. Dirigido por seu criador, Chris Roberts, elenco Freddie Prinze Jr., Matthew Lillard, Saffron Burrows, Tchéky Karyo, Jürgen Prochnow, David Suchet e David Warner.

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Sinopse:
É o ano 2654 e uma guerra interestelar está sendo travada entre a Confederação Terran e os alienígenas Kilrathi. Christopher Blair (Freddie Prinze, Jr.) e Todd Marshall (Matthew Lillard) são pilotos jovens arrogantes que viajam a bordo do pequeno navio de abastecimento Diligent, comandada pelo capitão Taggart (Tchéky Karyo), para o seu novo lançamento a bordo do Porta Naves Garra de Tigre.

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Game VS filme:
O filme foi criticado por fãs ao alterar em demasia o estilo visual dos mais recentes jogos de Wing Commander. A mais notável mudança é a aparência do Kilrathi. Embora Kilrathi do filme tenha ainda um estilo felino, eles perderam sua característica maior que é a pele e tamanho, ficando deslocados em tela em comparação a tudo que o cerca. Roberts disse que essa mudança foi resultado de uma infeliz tentativa de transferir o visual do jogo adaptando de forma live-acion para o filme e apesar de várias tentativas, nenhuma delas trouxe o resultado esperado, deixando os personagens desproporcionais a todo o resto. Outro ponto foram as várias mudanças de caráter, origens, nacionalidades e nomes dos personagens principais. A história do ‘peregrino’ é nova para o filme, embora haja alguma semelhança com o roteiro do game Wing Commander IV, mas nada disso convenceu os fãs.

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Crítica:
Tá, não fique chateado ou desista de ler se certos nomes de jogos que vou citar agora nem passe pela sua cabeça ou tenha referência para você se tiver menos de 30 anos. Wing Commander foi o primeiro jogo realmente de PC Espacial que me interessei, simplesmente porque foi a primeira sensação de universo aberto e roteiro construído de filme que senti em um gane moderno.Tudo que tinhamos nesta época eram jogos de helicóptero e aviões, como Microsoft Flight Simulator, Falcon 4.0, Space Flight Simulator, X Plane, entre outros jogos com missões terra e mar em que jogávamos bombas, tirávamos fotos, atravessávamos campos inimigos ou pousávamos em navios com aeroportos, mas Wing Commander trouxe uma grandeza inexistente aos games da época. Joguei milhares de vezes, mudei o estilo de combate procurando salvar personagens, evitar mortes de amigos, o jogo era um looping de sensações, vitórias e derrotas que nos emocionavam. Tinha até o enterro dos pilotos do grupo que caiam em combate, era impressionante para a época, e quando falo impressionante é porque não tínhamos nada igual mesmo, estamos falando de 1990. A franquia é tão poderosa para sua época que contou com nada menos que os seguintes atores fazendo as vozes dos personagens principais, Mark Hamill (Star Wars), Malcolm McDowell (Laranja Mecânica), John Rhys-Davies (Indina Jones e Senhor dos Anéis) e Casper Van Dien (Tropas Estrelares). Na direção Chris Roberts (Senhor da Guerra e Wing Comander).

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Em 1999 veio à notícia, um pouco tardia, do lançamento do filme, um pouco seguindo o rastro da linha de sucesso de filmes como Star Wars (1977), Galáctica (1978), Buck Rogers (1979), Jornada nas Estrelas (1979), Tropa Estelares (1997) todas de ficção científica que criaram um universo, continuações, séries de TV e franquias para o cinema, então por que não fazê-lo? Com um orçamento de US$ 30 milhões, bem alto para sua época, Roberts não tinha a experiência necessária e um roteiro forte para uma produção de sucesso, e pior ainda, acabou por desagradar fãs por sua escolha de direção e adaptação do game para as telas, conforme já falamos. O elenco não é dos piores, Freddie Prinze Jr. e Matthew Lillard, que fizeram também juntos a franquia dos Scooby Doo para o cinema, deram até conta do recado, Saffron Burrows que esteve em bons filmes como Efeito Dominó e Tróia, Tchéky Karyo é o bom ator de 007 – Golden Eye, Jürgen Prochnow de Código DaVince, David Suchet de Titanic e David Warner da série de TV Agatha Christie´s Poirot poderiam garantir a parte de atuações, mas o resultado final do filme é horrível em tudo, o filme não se encaixou bem, gastou demais para o resultado visual que produziu e assim como eu me senti ao sair do cinema com meu amigo Gustavo Nardi, o resultado de bilheteria foi a melhor expressão do fracasso que o filme é, com US$ 11 milhões. O filme é tão fraco que fica abaixo da boa franquia Tropas Estelares (1997) em tudo e talvez até pior que a bomba do filme Ender´s Game (2013), que Deus me perdoe por dizer isso. É ver para crer.

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Att.
Marcelo The Moura.

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