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Critica: Valerian e a cidade de mil planetas

“Valerian e a Cidade dos Mil Planetas” é o novo longa-metragem de Luc Besson, cineasta francês que assina roteiro e direção. Dane DeHaan (“O Espetacular Homem-Aranha 2”) e Cara Delevingne (“Cidades de Papel”), que interpretam, respectivamente, Valerian e Laureline, são os protagonistas da produção.

Adaptação da HQ “Valerian: O Agente Espaço-Temporal”, de Pierre Christin, Jean-Claude Mézières e Évelyne Tranlé, o filme narra a história de Valerian e Laureline, uma dupla de agentes espaciais encarregados de manter a ordem em todos os territórios humanos no século 28. Por ordem do Ministro da Defesa, os dois embarcam em uma missão para a surpreendente cidade Alpha – uma metrópole em constante expansão, onde milhares de espécies de todo o universo se reúnem há séculos para compartilhar conhecimento, inteligência e cultura uns com os outros.Há um mistério no centro de Alpha, forças obscuras ameaçam a pacífica existência da Cidade dos Mil Planetas e Valerian e Laureline devem correr para identificar a ameaça e proteger não só Alpha, como o futuro de todo o universo.

A importância da vida, debates filosóficos, ficção cientifica e um dislumbre visual em 3D formam o longa-metragem dirigido, adaptado e produzido pelo diretor francês Luc Besson ao lado de sua esposa Virginie Besson-Silla. Baseado na série de quadrinhos escrita por Pierre Christin e ilustrado por Jean-Claude Mézières.
A história começa com a sequência da Corrida Espacial resultando na paz entre as duas potências mundiais da época que permitiu o contato humano com seres dos outros planetas conforme a tecnologia terrestre foi melhorando, fazendo o Centro Espacial da Terra no século 28 virar Alpha, a cidade habitada por toda sorte de vida e cultura onde o melhor da tecnologia visual em três dimensões prenderá o público no cinema.

Porém, o major Valerian (Dane DeHaan) teve um sonho de destruição de um planeta habitado por seres primitivos. Isso pode ter algo a ver com a sua missão de impedir uma transação clandestina envolvendo o último espécime de uma raça em extinção. Junto com a sargento Laureline (Cara Delevingne), sua colega de trabalho e interesse romântico, irá se envolver em assuntos políticos, perseguição espacial e uma conspiração ambiental.
O orçamento de quase 200 milhões de euros foi custeado a base de uma campanha de contribuição coletiva feita pelo diretor pois o investimento da produtora chinesa Fundamental Films não cobriu todos os custos, tornando-se o filme independente e francês mais caro já feito no mundo, mesmo com atores da língua inglesa e falado no idioma. Parte da produção foi custeada pelo próprio Besson.

O longa enfrentou muitas dificuldades como a reformulação dos storyboard durante sete meses. causada pelo lançamento do filme Avatar de James Cameron devido a sua revolução tecnológica no cinema. Embora não tenha usado câmeras 3D por serem inaptas ao seu estilo de filmagem.
Ainda há a participação da cantora americana Rihanna em uma cena de pole dance onde reencarna símbolos sexuais do cinema trazendo a trilha sonora composta de músicas pop como Because dos Beatles, Space Oddity de David Bowie, Jamming de Bob Marley e outros ícones preferidos pelo público francês.

O triunfo do filme com certeza é seus efeitos visuais em contrapartida do roteiro com referências a John Carter e a Avatar. Vale lembrar que a obra em quadrinhos foi percussora da saga Guerra nas Estrelas. Então veja quanto de influência pode haver. Mesmo assim, se quiser o melhor da experiência, vá uma sala de cinema 4D. Só assim para usufruir das questões filosóficas sobre o direito a vida, políticas de boa vizinhança, gênero e identidade, meio ambiente e sobrevivência nas grandes metrópoles.

O elenco também conta com a participação de Rihanna (“Battleship: A Batalha dos Mares”) e dos atores Ethan Hawke (“Boyhood: Da Infância à Juventude”) e Clive Owen (série “The Knick”).

 

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