Crítica: Zumbilândia 2 – Atire Duas Vezes - NoSet
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Crítica: Zumbilândia 2 – Atire Duas Vezes

Algumas reminiscências de 2009: nas paradas de sucesso o Black Eyed Peas estourava com I Gotta Felling; Beyoncé com seu Single Ladies chacoalhava os quadris mundo afora; Lady Gaga com seu Poker Face despontava o mundo; no Brasil Pitty com Me Adora ainda soltava uns finais acordes de guitarra no mainstream. 2009 também foi o ano que Michael Jackson virou saudades no dia 25 de junho, vítima de uma overdose de remédios, stress e loucura. De tragédia também tivemos avião francês caindo em território brasileiro com quase 250 vítimas. A gripe suína ou H1N1 também deu as caras no Brasil (principalmente no Sul) provocando medo, desinformação e morte. Teve blecaute em novembro, menina sendo expulsa de faculdade por causa de vestido. Ronaldo fenômeno voltou ao Brasil, vestindo a camisa do Corinthians e ganhou dois títulos de peso (mesmo pesado). Enfim, em 2009 tivemos o filme Zumbilândia (Zombieland) e no meio do apocalipse zumbi conseguiram matar o Bill Murray!! 10 anos depois, Ruben Fleischer nos apresenta sua continuação: Zumbilândia 2 – Atire Duas Vezes (Zombieland – Double Tap).

O filme volta com nossos quatro heróis sobreviventes do primeiro filme, Columbus (Jesse Eisenberg), Tallahassee (Woody Harrelson), Wichita (Emma Stone) e Little Rock (Abigail Breslin). 10 anos depois dos acontecimentos do primeiro filme eles continuam juntos na luta pela sobrevivência e resolvem morar na Casa Branca. Columbus e Wichita vivem as crises de um confuso relacionamento; Little Rock, já uma adolescente, cansa daquela vida e quer experimentar um novo mundo e Tallahassee cada vez mais se sentindo um pai da ex-menina continua seu jeito bronco de se defender e enfrentar a vida. Em meio a crises pessoais dos personagens, os zumbis começaram a adquirir novas formas de ataque, evoluindo, ficando mais perigosos e espertos. Aos poucos o quarteto resolve mudar seus rumos, encontrando mais sobreviventes da epidemia zumbi e vivendo novas experiências.

Zumbilândia 2 é com certeza um dos filmes mais engraçados dos últimos anos. Caso raro, a continuação parece até melhor que o original. Com os quatro atores principais cada vez mais afiados como uma verdadeira família e um roteiro tão espontâneo com piadas rápidas e tiradas sensacionais que dão a impressão que tudo é feito num constante improviso. Cabe ressaltar que a adição de novos personagens como Berkeley (Avan Jogia), o neo-hippie que foge com Little Rock para uma comunidade de paz, uma literal Babilônia; Nevada (Rosario Dawson), a vizinha de Graceland que mora em um hotel em homenagem a Elvis que se interessa pelo turrão Tallahassee, a dupla Flagstaff e Albuquerque (Thomas Middledicth e Luke Wilson), um espelho perfeito bem humorado de Columbus e Tallahassee e principalmente Madison (Zoey Deutch), um estereótipo perfeito de desmiolada jovem americana líder de torcida e com cérebro de ervilha, ela rouba a cena com hilárias tiradas e uma atuação fantástica.

Os 10 anos fizeram bem ao quarteto, Woody, Jess, Abigail e a oscarizada Emma. Os quatro estão naturalmente mais leves e soltos. E é claro, os zumbis e as cenas de ação continuam fortes, aliás os novos tipos de zumbis com diferentes denominações T 800, Bolt, Homer, Hawkings e Ninjas só apimentam mais os combates e a luta interminável pela vida dos sobreviventes. Mas com certeza o roteiro non sense, as piadas de duplo sentido, as referências diversas extremamente bem trabalhadas, mas com ar de espontaneidade provocam risadas em praticamente todo o filme.

Zumbilândia 2, apesar de ser feito longos 10 anos depois (para os dias atuais uma eternidade), consegue nos premiar com uma sequência melhor em todos os sentidos: efeitos especiais, direção mais segura; uma sucessão intermináveis de piadas duas vezes melhores que o já ótimo primeiro filme,  provando que no cinema o que é algo raro, atirar duas vezes no mesmo tema pode dar um resultado extremamente competente e divertido. Só não vale atirar no Bill Murray de novo, pois aí é sacrilégio!

Sinopse: Na sequência, esses quatro caçadores devem seguir através do hilário caos que se espalhou desde a Casa Branca até o coração do país, para novamente combater os novos tipos de zumbis que evoluíram desde o primeiro filme; e também lidar com alguns sobreviventes humanos. Mas, acima de tudo, eles devem lidar com os problemas de relacionamento que surgem em seu sarcástico e improvisado núcleo familiar.

Elenco: Emma Stone, Woody Harrelson, Jesse Eisenberg, Abigail Breslin

Roteiro: Dave Callaham, Rhett Reese, Paul Wernick

Direção: Ruben Fleischer

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