Wonder Woman: A Primeira Heroína da UDC de Patty Jenkins. - NoSet
Cinema

Wonder Woman: A Primeira Heroína da UDC de Patty Jenkins.

Por Marcelo Moura

Mulher-Maravilha (2017)

Direção Patty Jenkins, produção Charles Roven, Deborah Snyder, Zack Snyder e Richard Suckle, produção executiva Geoff Johns, Jon Berg, Rebecca Steel Roven, Wesley Coller e Stephen Jones, roteiro Allan Heinberg, história Zack Snyder, Allan Heinberg e Jason Fuchs, baseado em Mulher-Maravilha de William Moulton Marston. Elenco Gal Gadot, Chris Pine, Robin Wright, Danny Huston, David Thewlis, Connie Nielsen e Elena Anaya, companhia produtora DC Films, Atlas Entertainment, Cruel and Unusual Films, Tencent Pictures, Wanda Pictures e RatPac Entertainment, distribuição Warner Bros. Pictures.

Com um mega orçamento de US$ 149 milhões e uma promissora receita de US$ 572 milhões, Mulher Maravilha é um filme de super-herói americano baseado na personagem homônima da DC Comics e distribuído pela Warner Bros. Pictures. É o quarto filme do Universo Estendido DC e no filme, depois que o piloto americano Steve Trevor cai na ilha de Themyscira e diz a Diana Prince sobre a Primeira Guerra Mundial, Diana deixa sua casa para tentar parar a guerra e se tornar a Mulher Maravilha.

O desenvolvimento de um filme da Mulher Maravilha estava em andamento desde 1996, com o projeto passando por várias pessoas. Jenkins assinou para dirigir em 2015. As filmagens começaram no final de novembro de 2015, com filmagens ocorrendo no Reino Unido, França e Itália antes de terminar em 19 de maio de 2016. Também ocorreram filmagens adicionais em novembro de 2016. É o primeiro filme de super-herói orçado em mais de US$ 100 milhões dirigido por uma mulher, e Jenkins é a primeira mulher a dirigir um filme de super-herói com uma protagonista feminina.

Sinopse: Nos tempos atuais, após os eventos de Batman v Superman: Dawn of Justice, Diana Prince, que trabalha no Departamento de Antiguidades do Museu do Louvre, recebe uma fotografia da Primeira Guerra Mundial de seu correio pela Wayne Enterprises e lembra seu passado. Diana nasceu e cresceu na ilha escondida de Themyscira, lar da raça Amazona de mulheres guerreiras criadas pelos deuses do Monte Olimpo para proteger a humanidade contra a corrupção de Ares, o Deus da Guerra. No passado distante, Ares matou todos os olímpicos, mas seu pai mortalmente ferido, Zeus, o derrotou. Antes de sucumbir aos seus ferimentos, Zeus deixou as amazonas uma arma capaz de matar seu filho renegado: a “Godkiller”, que Diana acredita ser uma espada cerimonial. Rainha Hipólita, a mãe e a rainha das Amazonas, de Diana, acreditam que Ares nunca mais retornará e, portanto, proíbe Diana de treinar como guerreira, mas Diana e sua tia, General Antíope, desafiam a rainha e começam a treinar em segredo. Quando as duas são descobertas pela Hipólita, a Antiope convence sua irmã para permitir que o treinamento de Diana continue.

Crítica: Finalmente posso dizer, este é o melhor filme de super heróis ou heroínas que já na vi na nova era do CGI, Marvel e UDC de todos os tempos, barrando facilmente o primeiro Homem de Ferro e a atuação incrível de Robert Downey Jr, como Tony Stark, assim como também ótimo Capitão América: O Soldado Invernal, do ator Chis Evans. Mulher Maravilha é incrivelmente completo, dramático, tem profundidade nos personagens, humanidade nos heróis, utiliza sutilmente easter eggs do universo DC e UDC, sem comprometer a ação e a história, segue a saga do Universo DC nos Cinemas, sem ser um enche linguiça como foi Guardiões da Galaxia 2. Se Snider é o Deus da UDC, nasceu nossa Deusa nas mãos da novata diretora Patty Jenkins.

Patty Jenkins não é uma diretora conhecida, tem poucos filmes no seu currículo e virou o nariz de muita gente ao ser escolhida para levar as telonas uma personagem famosa nas HQs, mas que apenas na clássica série de TV fez sucesso fora do seu ambiente usual, as HQs. Só que Jenkins abusou do talento e soube aprofundar muito bem o isolamento das Amazonas em sua ilha, dosar o humor dos personagens, talvez algo aprendido pela DC no sucesso dos filmes da Marvel, e com isso conta uma história de crescimento a amadurecimento físico e espiritual da maior, se não a mais famosa heroína da DC Comics. Digamos que Jenkis conseguiu unir o melhor da UDC, com o pitadas 300, Fúria de Titãs e Capitão América: O Primeiro Vingador em um único filme, além de nos brindar com um excepcional CGI e drama de primeira Guerra Mundial como recheio do bolo, sem cair nos erros e excessos de Superman vs Batman ou o Homem de Aço.

Não posso dizer que não fiquei com os olhos cheios d’água no easter egg em homenagem ao Super Homem de Christopher Reeve, nos óculos e na cena do beco, simplesmente fantástico a sequência em que nos remete ao melhor da DC Comics nos cinemas dos anos 80 e 90 sem que essa cena comprometesse toda sequência na história, mas nos levasse a Era de Ouro e Prata das HQs.

Gal Gadot como Diana Prince ou Mulher-Maravilha também surpreende com um talento dramático que para mim era desconhecido, além de um vigor físico surpreendente. Me desculpem se não reparei na atuação da atriz e modelo israelense em filme como Velozes e Furiosos e Encontro Explosivo, mas aqui ela demonstra todo seu talento. Fica realmente difícil dizer o que era CGI e o que era a artista fazendo malabarismo, mas sua atuação é digna de um Oscar, mostrando de maneira simples os olhos de uma criança se tornarem de uma mulher madura e dona de suas próprias convicções.

Do elenco uma ótima atuação de Chris Pine como Steve Trevor, ator de um único personagem como Jim Kirk em Star Trek, e vários filmes apagados, em Trevor aparentemente Pine está muito a vontade. Pine descreveu seu personagem como um “realista e cínico que viu a natureza brutal e terrível da civilização moderna” e acrescentou que ele é um “cara mundano, um cara encantador”. Não vou entrar na piada entre Steve trevor e Rogers, da DC ou da Marvel, e da piadinha quando a Pine e Evans, mas achei uma ótima sacada.

Danny Huston como Erich Ludendorff não me surpreendeu, já que sou fã do grande ator desde X-Men Origens, Fúria de Titãs, Robin Hood e O Aviador, com atuações fortes e marcantes. Já David Thewlis como Ares ou Sir Patrick Morgan me surpreendeu. Acostumado a ver o ator em personagens mais clássicos e dramáticos como Cavalo de Guerra, Harry Potter, Sete Anos no Tibet e Macbeth, vê-lo se transformar no filme em um verdadeiro Dr. Jekill e Mr. Hyde foi fantástico.

Curiosidades: O desenvolvimento de um filme da Mulher Maravilha iniciou em 1996, com Ivan Reitman como produtor e possível diretor. Três anos depois, o projeto foi anexado a Jon Cohen, que estava adaptando Mulher Maravilha para o produtor Joel Silver e a Warner Bros., com a esperança de que Sandra Bullock iria estrelar. Silver se aproximou de Todd Alcott dois anos depois para escrever o roteiro, com Silver Pictures patrocinando o projeto. Os primeiros rumores ligaram atrizes como Angelina Jolie, Beyoncé Knowles, Bullock, Rachel Bilson, Nadia Bjorlin, Megan Fox, Eliza Dushku e Catherine Zeta-Jones ao papel de Mulher Maravilha. Leonard Goldberg, falando em uma entrevista de maio de 2001, nomeou Bullock como uma forte candidata para o projeto. Bullock afirmou que ela foi abordada para o papel, enquanto a lutadora Chyna manifestou interesse. Lucy Lawless de Xena: Warrior Princess indicou que estaria mais interessada se a Mulher Maravilha fosse retratada como uma “heroína falha” mais interessante. O roteiro passou então por vários rascunhos escritos por Alcott, Cohen, Becky Johnston e Philip Levens e em agosto de 2003, Levens foi substituído pelo roteirista Laeta Kalogridis.

Em março de 2005, a Warner Bros. e a Silver Pictures anunciaram que Joss Whedon escreveria e dirigiria a adaptação cinematográfica da Mulher Maravilha. Desde que Whedon estava dirigindo Serenity na época, e precisava de tempo para pesquisar a história de fundo da Mulher Maravilha, ele não começou o roteiro até o final de 2005. Enquanto Whedon declarou em maio de 2005 que não escalaria uma atriz até que ele terminasse o roteiro, Charisma Carpenter, Morena Baccarin e Priyanka Chopra estavam em conversas para interpretar a Mulher Maravilha no filme de Whedon. Depois de quase dois anos, no entanto, Whedon não tinha escrito um roteiro completo e em 2007 deixou o projeto.

Um dia antes da partida de Whedon de Mulher Maravilha, a Warner Bros. e a Silver Pictures compraram um spec script escrito por Matthew Jennison e Brent Strickland. Ambientado durante a Segunda Guerra Mundial, o roteiro impressionou executivos da Silver Pictures. No entanto, Silver afirmou que comprou o roteiro porque não queria que os direitos revertessem; embora admitindo que o roteiro teve boas ideias, Silver não queria que Mulher Maravilha fosse um filme de época. Em abril de 2008, Silver contratou Jennison e Strickland para escrever um novo roteiro definido na época contemporânea que não retrataria a origem da Mulher Maravilha, mas exploraria a história da Ilha do Paraíso.

Em 2010, a Warner Bros. afirmou que o filme estava em desenvolvimento, juntamente com filmes baseados nos super-heróis da DC Comics, Flash e Aquaman. Com o lançamento de Man of Steel em junho de 2013, foi dito que tanto Mulher Maravilha quanto Aquaman ainda estavam nos planos da Warner. A chefe da DC Entertainment, Diane Nelson, disse que Mulher Maravilha “tem sido uma das três prioridades da DC e da Warner Bros. Ainda estamos tentando agora, mas ela é complicada de adaptar.” Em 5 de outubro de 2013, o presidente da WB, Kevin Tsujihara, disse que queria levar a Mulher Maravilha para o cinema ou para a TV. Pouco depois, Paul Feig disse que havia sugerido ao estúdio uma ideia para Mulher Maravilha como um filme de ação e comédia. A Waner então começou a procurar diretoras para dirigir o filme; o estúdio tinha Kathryn Bigelow, Catherine Hardwicke, Mimi Leder, Karyn Kusama, Julie Taymor, Michelle MacLaren e Tricia Brook na lista de possíveis diretoras. Em novembro de 2014, Michelle MacLaren foi escolhida como diretora e também cuidaria do roteiro em parceria com outros escritores. Em dezembro, MacLaren disse que a Warner Bros ainda não havia dado o sinal verde oficial para a produção e que não havia nenhum roteiro ou data de lançamento. Ela eventualmente deixou a direção devido a diferenças criativas. Segundo o Badass Digest, MacLaren e o estúdio tiveram muitas discórdias, incluindo em que período o filme seria situado. Tendo uma visão bem particular do projeto, uma das ideias de MacLaren era de que Diana tivesse como companheiro um tigre místico falante.

Em abril de 2015, Patty Jenkins aceitou a oferta de dirigir Mulher Maravilha, com um roteiro de Allan Heinberg e uma história co-escrita por Heinberg & Zack Snyder e Jason Fuchs. O roteiro altera as origens originais dos quadrinhos da Mulher Maravilha dentro do contexto da Segunda Guerra Mundial, movendo-a para a década de 1910 e a Primeira Guerra Mundial. Também segue as mudanças da origem da DC Comics nos Novos 52, onde Diana é a filha de Zeus, ao invés de uma figura criada a partir de argila pelos deuses. Jenkins disse que se inspirou em Superman, de 1978, dirigido por Richard Donner e estrelado por Christopher Reeve, “Aquele filme mostra para você qual a sensação de ter grandes poderes e a capacidade de fazer grandes coisas com eles. É um filme cheio de amor e emoção.”

No elenco o filme trouxe Connie Nielsen como Rainha Hipólita: A rainha Amazona de Themyscira e a mãe de Diana. Nicole Kidman estava em negociações para o papel, mas foi forçada a largar devido a conflitos

Recepção Mundial: Mulher Maravilha recebeu críticas extremamente positivas. O Rotten Tomatoes reporta 93% de aprovação, baseado em uma amostra de 295 análises com uma nota média de 7,6/10. O consenso da crítica no site diz: “Emocionante, sincero e animado pelo desempenho carismático de Gal Gadot, Mulher Maravilha é um sucesso de forma espetacular.” No Metacritic, o filme tem uma pontuação de 76/100, com base em 50 análises, indicando “críticas geralmente favoráveis”. Em abril de 2017, a diretora Patty Jenkins falou sobre a possibilidade de uma sequência, afirmando: “Estou animada para ver ela vir para a América e se tornar a Mulher Maravilha que estamos todos familiarizados, já que crescemos vendo ela como uma super-heroína americana. Gostaria de levá-la um pouco mais longe no futuro e ter uma história divertida e emocionante sobre ela se tornar a pessoa que ela é. Mal posso esperar para trazê-la para os dias de hoje.”

Se deveriam me esperar para fazer o Setcast da Mulher Maravilha no Noset, eu acho que sim, vai a dica e o cutucão.

 

2 Avaliações

2 Comments

  1. Franz Lima

    Franz Lima Configurações

    20 de junho de 2017 em 09:14

    Moura, essa é uma das melhores análises que já li feitas por você. Completa, técnica em alguns pontos, emocional em outros…
    Parabéns pelo ótimo review que comprova seu olhar imparcial sobre a obra.

    • Marcelo Moura

      Marcelo Moura Configurações

      20 de junho de 2017 em 15:06

      Obrigado meu amigo. Eu que li sua crítica também ao filme tentei de todas as maneiras possíveis fazer algo diferente daquele que já tanto admiro. Abraços.

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