Um dia da mulher "Megarromântico" para todas nós! Novo filme da Netflix e outras sugestões para comemorar esse dia. - NoSet
Cinema

Um dia da mulher “Megarromântico” para todas nós! Novo filme da Netflix e outras sugestões para comemorar esse dia.

À primeira vista parece apenas mais uma comédia romântica clichê. Mocinha se apaixona por mocinho, que é “o cara” lindo, inteligente, milionário, famoso, tudo-de-bom. Tudo acontece para que não fiquem juntos. Tem uma vilã, aquela que quer roubar o moço, ou o emprego, ou algo de muito valor para a mocinha. Depois de muitos números musicais, cenas de beijo e aqueles clichês românticos, os dois ficam juntos. Bem no último minuto do filme.

Mas…apenas parece com isso. Natalie (Rebel Wilson), a protagonista do filme, quando criança era apaixonada por esse tipo de filme. Mas sua mãe tira todas as ilusões dela, dizendo que são apenas filmes. Que na vida real mulheres como elas, gordinhas e de aparência comum, não conseguiam nada disso. O moço bonito e rico nem olharia para elas. Elas não teriam o melhor emprego caindo do céu. Que ela se contentasse com a vida que tinha, pois era essa a realidade.

Ela cresce e se torna uma mulher que tem aversão à comédias românticas. E nem enxerga que perto dela pode ter um mocinho apaixonado… afinal, ela é invisível. Num belo dia ela tem um acidente. Após um assalto bate a cabeça num poste e acorda numa comédia romântica irritantemente perfeita. Nessa comédia, tudo é extremo, exagerado. E adivinha quem é a mocinha bonita que acorda todos os dias de cabelo penteado? Os fatos que se seguem juntam um pouco dos mais famosos filmes do gênero como “Uma linda mulher” de Julia Roberts e Richard Gere. Um belo protagonista, uma mocinha desajeitada, o emprego dos sonhos, a inimiga mortal. Do nada começa uma música e todos sabem a letra e a coreografia. Natalie precisa descobrir o porquê está vivendo isso e como sair  e voltar à sua vida normal. Nisso tudo acontece muita coisa divertida e que não vou contar. Só assistindo mesmo para descobrir.

Mulher dos anos 2019

Esse filme, aparentemente parece ser uma crítica aos filmes de romance clichê e a todas as mulheres que gostam do gênero. Mais ou menos quer colocar na cara delas: Ei, para de ser boba! A vida real não é assim! Pare de ser manipulada pelos homens. Romance não existe. Sucesso é apenas para quem nasce linda e loira. Mas…o que vem a seguir é surpreendente.

Esse filme é bem a cara da mulher de hoje. Existe um livro de Dermeval Saviani chamado “Escola e Democracia”, onde ele fala sobre a “Teoria da Curvatura da Vara”. Essa teoria diz, em um resumo bem superficial, que quando a vara está totalmente voltada para um lado e tenta-se colocar a mesma ao centro, ela volta para onde estava. Então, para centralizar essa vara, tem que se levar a mesma ao lado oposto para que, com o tempo, naturalmente ela se acomode e volte ao centro. Sabe uma cartolina quando foi enrolada e queremos deixá-la reta? Pode se matar de tentar, só vai conseguir se enrolar o papel ao contrário.

A mulher de hoje é isso. Aquela que está encontrando o centro. No passado, era totalmente submissa ao homem. Havia o machismo. O patriarcado. Ela tinha que obedecer e não tinha vez e nem voz. Vieram as feministas e levaram a vara para o lado totalmente oposto. E foi mesmo necessário. Naquele momento fazer discursos de igualdade não mudariam nada. Elas tiveram que se impor de maneira violenta. Não conquistariam seu espaço sem luta, sem ir para o lado extremo. Mas essa fase passou. O homem já reconhece a importância da mulher na sociedade. A mulher já não vê o homem como ameaça. Ambos estão no mesmo patamar. Sem feminismo. Sem machismo. Ambos lutando pelos direitos do ser humano.

Mas ainda é complicado para muitas mulheres, como a nossa Natalie do filme, entender que pode relaxar. Muitas ainda querem brigar, e não só por direitos iguais não. Querem ser “mais” que o homem. Agora não é mais uma questão de igualdade. Mas de mostrar quem manda. Não posso gostar de me maquiar. Não posso ser “mulherzinha”. Tenho que ser forte.

E pra ser forte ela perde sua característica que a torna única: a feminilidade. Imagine agora se o homem e a mulher fossem completamente iguais. Cabelos, vestimentas, voz, roupas. Seria tão monótono! Que mulher não gosta de ver um homem bem vestido, perfumado, com uma conversa agradável? E que homem não fica fascinado com uma mulher bonita, inteligente, que sabe se vestir? É errado gostar de se vestir bem? De gostar de ser “menininha”? Será que os homens vão me julgar se eu disser que gosto de rosa e de gatinhos? Hum, acho que não. E também não vai achar ruim se eu disser que adoro carros e jogos de luta. E vice-versa.

Esse filme despertou essa reflexão, pois está na hora de relaxar gente! Os direitos estão aí, conquistados. Não preciso me vestir como homem para ser respeitada. A não ser que eu goste. Cada um pode ser quem quiser. E Natalie vai aprender algumas dessas coisas durante o filme. Parecia mais um filminho bobo de “menininhas” no Netflix. Mas é uma lição. Como eu disse outro dia para minha amigas. Feminismo “Raiz” é aquele do passado, que lutou pelos direitos de igualdade das mulheres, e não as transformou em cópias dos homens. O feminismo de hoje é o feminismo “Nutella”. Aquele que acha que a mulher não é igual ao homem. E sim que é melhor. E que coisas de mulher a tornam fraca.

 

DUMPLIN

Ainda nessa vibe do dia da mulher, temos o filme “Dumplin”, com Jeniffer Aniston. Dumplin ou, traduzindo “fofinha” é uma menina acima do peso, Willowden Dickinson, que desde criança é apaixonada pela cantora Dolly Parton. Aprendeu a gostar dela com sua tia, Lucy. Foi criada a maior parte do tempo por sua tia, já que a mãe, nada menos que Jennifer Aniston, sempre estava participando de concursos de beleza. O apelido Dumplin ou fofinha é odiado pela menina, mas sua mãe sempre o usa, o que deixa Willowdean morrendo de raiva.

Will é muito diferente de sua mãe. Em tudo. Mas é feliz. Sua tia a ensina a amar quem é, e não se importar se está acima do peso. Mas, Lucy morre, e Will fica sem o apoio de sua tia e precisa conviver mais com sua mãe. E as certezas começam a ir embora…até que, mexendo nas coisas de sua tia, que também era gordinha, a adolescente encontra uma ficha de inscrição para o concurso de beleza teen, que sua tia Lucy preencheu mas nunca enviou. Will então se enche de coragem e para fazer justiça à sua tia, se inscreve também no concurso e atrás dela várias outras meninas, que também são diferentes dos padrões de um concurso, se inscrevem. Isso gera um desconforto entre as participantes e organizadoras, e vai levar essas meninas a descobrir muito mais do que imaginavam. Elas entram para desestruturar o concurso. Mas ali, durante o processo, aprendem lições que mudam suas vidas.

 

 

OUTRAS SUGESTÕES:

  •  Jane, The Virgin – série Netflix. Estou viciada nessa série. Ela traz a mulher empoderada de hoje, mas que também sabe se deixar amar e sabe respeitar e dar valor ao homem.
  • Estrelas além do tempo – Filme. Nem preciso falar que essa mulherada arrasou no campo científico. De tailleur, bebê.
  • A Cinderella Story – Filme antigo, mas que acabou de entrar na Netflix. E sempre vale a pena ver um filminho de romance adolescente.
  • Um linda mulher – Filme com Julia Roberts e Richard Gere…quem nunca se emocionou assistindo? A história mais clichê de todas!!! E  que a  gente ama.

 

Feliz Dia da Mulher a todas nós e que possamos desfrutar da luta das feministas “raiz” e viver essa igualdade que temos hoje. Que não é a perfeição, pois isso não existe, mas é muito mais do que nossas bisavós podiam ter.

 

PARABÉNS, MULHERES!

 

 

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