Tudo o que quero – Uma vida autista longa e próspera - NoSet
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Tudo o que quero – Uma vida autista longa e próspera

Espaço. Uma narradora nos introduz a luz. Deserto. Travessia difícil. Não para a heroína. Aparente, um filme de ficção cientifica com ecos de empoderamento feminino. A seguir, localizamos a sua origem. Não é a versão feminina do capitão James T. Kirk. Não estamos na nave Enterprise. É Oakland, Califórnia. Centro de Ajuda ao Autismo. Quem fala é Wendy (Dakota Fanning) de 21 anos. Fã dos 741 episódios de 31 temporadas das 7 séries de televisão e seus 13 filmes. Essa é a comédia dramática dirigida por  Ben Lewin com roteiro inspirado na peça de mesmo autor/roteirista Michael Golamco.

Diagnosticada com Síndrome de Asperger, Wendy tem uma rotina definida por sua terapeuta/cuidadora Scootie (Toni Collete) para assim adequá-la ao mundo real onde ela é funcionária do Cinnabon e conviver com outras pessoas ainda que não goste de alguma delas. A seguir, somos apresentados a sua irmã mais velha Audrey (Alice Eve) morando com seu marido e recentemente deu a luz a Ruby motivo por ter internado sua irmã.

Porém, o incidente incitante a mudar sua rotina será um concurso de roteiro promovido pela Paramont Pictures, assim está sua oportunidade de ouro para mudar de vida. Escreve quase 500 páginas para submeter ao concurso. Porém, seus ataques de fúrias e incapacidade de articular aceitavelmente suas opiniões a tornam difícil de lidar com os nãos da vida. Assim começa sua jornada rumo a Los Angeles ao lado do seu cachorrinho Pete (Blaster).

Dakota Fanning, acostumada a papéis de rebeldia feminina com olhar de boa menina, precisa expressar incapacidade mental sem parecer forçada ao mesmo tempo uma fragilidade humana que pode ser enfrentada com determinação e força interna, parecido com seu personagem em Uma Lição de Amor. Toni Collete, apesar de já ter lidado com o tema de autismo em Mary e Max, está como a médica dela com o desafio de estabelecer uma conexão com a paciente e assumir a responsabilidade por ela ter fugido. Não por acaso, ela ser chamada de Scootie (Escoteira) como uma homenagem a Spock, apesar das suas falhas em conectar sua paciente ao planeta Terra. Alice Eve, mais do que uma homenagem ao seu trabalho como Carol Marcus em Além da Escuridão: Star Trek(2013), entrega uma irmã amorosa porém confusa no modo adequado de cuidar da irmã. Dando a devida atenção quando ela se perde no caminho entre as duas cidades.

O fan service não para por aí, no último ato, ainda há um diálogo em klingon com direito a legendas, para demonstrar a influencia na franquia no público graças ao policial coadjuvante de Patton Oswalt. Bem como outros que vão ensinar Wendy a importância da própria independência, seja da melhor ou da pior maneira. Além das referências facilmente perceptíveis sobre o universo de Jornada das Estrelas.

Não é uma idealização politicamente correta do autismo, possui maneirismos autistas comuns em filmes desse tema. Porém traz uma mensagem inspirada sobre superação de limites pessoais, determinação, preconceito e, acima de tudo, o impacto da cultura pop na vida dos fãs.

A todos uma vida longa e prospera.

Trailer

Data de lançamento: 26 de abril de 2016 (1h 33min)

Direção: Ben Lewin

Elenco: Dakota Fanning, Toni Collette, Alice Eve, River Alexander, Jessica Rothe, Matt Corboy, Tony Revolori

Sinopse: Wendy (Dakota Fanning), uma jovem portadora de autismo, consegue driblar sua cuidadora e escapa com um único objetivo em mente: entregar seu manuscrito para concorrer em uma competição de escrita sobre Star Trek.

 

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