The Red Sea Diving Resort - Missão no Mar Vermelho: Crítica (2019) - NoSet
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The Red Sea Diving Resort – Missão no Mar Vermelho: Crítica (2019)

Salve Nosetmaníacos, eu sou o Marcelo Moura e hoje falamos de mais um filme de ação na Netflix com o nosso querido Chris Evans que parece estar a 100% por hora em produções cinematográficas após o fim de sua carreira como Capitão América na Marvel e Disney.

The Red Sea Diving Resort é um filme de espionagem e suspense de 2019 escrito e dirigido por Gideon Raff. O longa-metragem é protagonizado por Chris Evans como um agente israelense do Mossad que administra uma operação secreta que ajuda refugiados judeus da Etiópia a escaparem para um porto seguro em Israel.

The Red Sea Diving Resort (2019)

Direção e roteiro Gideon Raff, produção Aaron L. Gilbert, Alexandra Milchan e Gideon Raff. Elenco Chris Evans, Michael K. Williams, Haley Bennett, Michiel Huisman, Alessandro Nivola, Greg Kinnear e Ben Kingsley. Companhias produtoras Bron Studios, EMJAG Productions e Shaken Not Stirred, distribuição Netflix.

O filme é vagamente baseado nos eventos da Operação Moisés e da Operação Josué entre 1984 e 1985, em que o Mossad evacuou secretamente refugiados judeus da Etiópia para Israel usando uma base no resort de férias outrora abandonado de Arous Village, na costa do Mar Vermelho no Sudão.

The Red Sea Diving Resort estreou no Festival de Cinema Judaico de São Francisco em 28 de julho de 2019 e foi lançado em 31 de julho de 2019 pela Netflix. A reação crítica ao filme foi predominantemente negativa.

Sinopse: Kabede Bimro, um judeu etíope, trabalha junto ao agente israelense do Mossad Ari Levinson para evacuar refugiados judeus-etíopes para Israel. Ari percebe que sua capacidade de operar na Etiópia seria melhor se ele tivesse uma atividade de cobertura que lhe desse uma razão para ter um prédio e veículos. Ele propõe ao oficial de inteligência israelense Ethan Levin um plano que lhe permita evacuar significativamente mais refugiados: alugar o Red Sea Diving Resort, um hotel costeiro sudanês abandonado, e administrá-lo como fachada para facilitar a retirada de refugiados do país. O plano não ortodoxo é relutantemente aprovado, e Ari recruta seus ex-colegas do Mossad, Rachel Reiter, Jake Wolf, Max Rose e Sammy Navon, para ajudá-lo.

Crítica: Missão no Mar Vermelho é um filme genérico de ação, onde todas as motivações são questionáveis, o vilão é risível e mal aproveitado, os mocinhos são daqueles que você não tem dúvida que vão escapar das ciladas e o fazem sempre de maneira “sortuda” e “improvisada”, no melhor estilo das maluquices da série O Esquadrão Classe A (1983 a 1987), e olha que até o elenco tem muito a ver com a série, assim como sua dinâmica.

Muitos dos problemas que citei acima vem da mão do diretor e roteirista Gideon Raff, principalmente porque perdeu ótimas oportunidades com um roteiro baseado em fatos reais que tem tudo a ver com nosso momento nos EUA e Europa, para fazer uma produção medíocre, sem nenhuma criatividade. O diretor se perde ao não fazer o básico, contar um drama histórico com momentos de ação, fazendo o filme no modo automático e superficial, sem se preocupar em convencer que aquilo é real e não ficção e que os personagens estão ali porque precisam e não porque são fãs de adrenalina. Tem até algumas piadas fora de “timing” que ficam no ar, pois nem o elenco parece se importar com elas, como por exemplo quando os turistas chegam ao hotel e eles tem que fingir que trabalham lá, totalmente sem nenhuma pretensão, como se fosse extremamente simples se tocar um hotel abandonado e sujo em um hotel de verão, já que tem a praia e o mar, tá tudo bem, turista é tudo igual.

Do elenco Chris Evans como Ari Levinson parece mais o Steve Rogers (Capitão América) pedindo para que a equipe acredite sempre que seus instintos são melhores que seus planos. Michael K. Williams como Kabede Bimro parece o único ator a se preocupar em atuar dramaticamente, mesmo que repita cem vezes a mesma fala. Já Haley Bennett (Devorar) como Rachel Reiter, me lembrou muito a atuação de Scarlett Johansson como Viúva Negra em um filme dramático. Bennett parece sempre pronta para uma cena de ação, mesmo que estejam apenas conversando na praia ou no hotel. É como se algo fosse acontecer naquele momento e ela nunca relaxasse.

Sir Ben Kingsley como Ethan Levin não acrescenta nada ao filme, mas o pior vem com o ótimo Chris Chalk (Gotham) como o Col. Abdel Ahmed. Chalk é um ótimo ator de séries e filmes, que sempre se destaca com seu jeito centrado, mas no filme parece um desgovernado vilão de HQs que faz mais cara e bocas do que dá algum resultado. Parece um daqueles vilões de filmes de Sessão da Tarde que não pode tirar  a vida de ninguém mesmo que ameace o filme inteiro fazer isso. Seu medo de ser visto por turistas fazendo algo errado é ridículo, como se só pudesse matar alguém se avisasse, e não pudesse voltar a noite e tacar fogo no hotel. Não conseguir matar Kabede Bimro mostra todo fracasso do personagem e seu diretor, que não sabe a diferença de filme B, Filme de Ação e Drama.

Curiosidades: A reação crítica ao filme foi predominantemente negativa. Peter Debruge da Variety afirmou que “a história surpreendente de uma missão de resgate da vida real de judeus etíopes por agentes israelenses do Mossad virou um thriller de ficção liberal que interpreta o ‘complexo do salvador branco’ até extremos vergonhosos.” Frank Scheck da revista The Hollywood Reporter considerou que “o elenco, à primeira vista, parece improvável, dada a sua aparência totalmente norte-americana, mas realmente funciona no contexto da história”. A publicação pontuou também que “a inevitável sequência de ‘montar a equipe’, é apresentada de maneira superficial”.

Brian Tallerico escreveu ao RogerEbert.com que “o Red Sea Diving Resort vai deixar você deprimido” e que “a maior parte do filme é simplesmente esquecível.” Além de criticar o a falta de profundidade dada aos personagens: “os personagens estão sempre falando sobre a quão perigosa é a missão, o quão importante é a missão ou as coisas incríveis que eles realizaram durante a missão. Estes são heróis, e você não esquece. Mas eles nunca são pessoas reais”. Já Brian Lowry afirmou a CNN que “The Red Sea Diving Resort é um filme sério, porém medíocre que tropeça com frequência na narrativa.”

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