Crítica: The Old Guard (2020) - NoSet
Cinema

Crítica: The Old Guard (2020)

Salve Nosetmaníacos, eu sou o Marcelo Moura e hoje falamos de mais uma filme de 2020 de ação da Netflix.

The Old Guard: Filme de ação e fantasia de super – herói americano de 2020,,dirigido por Gina Prince-Bythewood e escrito por Greg Rucka, baseado em sua HQ de mesmo nome. O filme é estrelado por Charlize Theron, KiKi Layne, Matthias Schoenaerts, Marwan Kenzari, Luca Marinelli e Chiwetel Ejiofor, e segue uma equipe de mercenários imortais que seguem uma missão de vingança. .

Sinopse: Andrômaca de Scythia – Andy – Booker, Joe e Nicky são guerreiros seculares com habilidades regenerativas que usam sua vasta experiência para ajudar as pessoas. O ex – agente da CIA Copley os contrata para resgatar um grupo de crianças sequestradas no Sul do  Sudão . Durante a missão, no entanto, eles são emboscados por um esquadrão de soldados. Depois de curar suas feridas e matar seus inimigos, eles encontram equipamentos de gravação e percebem que Copley os montou para expor sua aparente imortalidade.

Crítica: Existe duas maneiras em que você pode assistir The Old Guard, uma você vai sair no máximo satisfeito, vendo um filme de ação com boas idéias e cenas de tiroteio e lutas, e outra totalmente insatisfatória quando você quer entender qual a proposta do filme. A primeira impressão que tive é que a novata diretora Gina Prince-Bythewood (Além dos Limites) quis criar sua versão moderna de Highlander, sem se preocupar muito com a proposta, criação e conteúdo dos personagens, apenas passando para a platéia que eles se regeneram, estão vivos a centenas de anos e um dia vão morrer, por isso aceitem e vamos para os tiros e lutas.

Bythewood perde sua grande chance de fazer um trabalho sem igual, mesmo que não original, e erra ao banalizar e não transformar sua Andrômaca de Scythia em uma personagem épica ou uma mártir inspiradora e deixá-la o filme todo negando seu passado toda vez que é questionada, deixando sem resposta a origem, fatos e feitos de como eram orientada a salvar pessoas chaves para a história da civilização. Andrômaca poderia ser uma deusa Grega, Joana Dark, Cleópatra, ou muitas outras mulheres que fizeram a história e mitologia, mas a faltou coragem para criar elementos que dessem credibilidade a história, e com isso o resultado foi um filme reto, sem sub tramas interessantes ou questionáveis, com heróis, vilões e anti heróis rasos típicos de filmes de ação B, com motivações tolas e fúteis para fazer o mal ou o bem. Não é explicado porque os heróis lutam e os vilões, ao invés de dialogar como um forma de descobrir a origem dos heróis, apenas prendem e dissecam, assim curam as doenças e ficam milionários. “Nada de novo no fronte!”

Do elenco a ótima a atriz Charlize Theron (Mad Max, Atômica, Advogado do Diabo, Prometheus e Velozes e Furiosos) até tenta dar vida a sua personagem Andy / Andrômaca de Scythia, mostrando liderança, sacrifício e honra, onde nem o roteiro ajudava. Theron nitidamente dá qualidade e peso ao projeto, coisa que ninguém do seu grupo de mercenários conseguiu fazer, mesmo a esforçada Kiki Layne (A Rebelião).  Outro ótimo ator que se dedicou muito para dar um drama ao filme foi Chiwetel Ejiofor (Dr Estranho, Malévola e 12 Anos de Escravidão) como seu James Copley. Realmente seu personagem parece lutar entre sua consciência e sua necessidade de um bem maior, pena que, novamente o frágil roteiro o faça mudar de opinião simplesmente como se não enxergasse as conseqüências dos seus atos e achasse que tudo seria simples e consensual, mesmo com métodos de caça e guerrilha para prender os mercenários seculares.

Mas a pior atuação foi do ator Harry Melling (Harry Potter) como Steven Merrick, um cientista vilão ganancioso, sem escrúpulos e nenhuma profundidade. Melling parece um robô que repete sempre as mesmas falas de forma vilãnesca, como uma personagem de desenho dos anos 80 da Disney, sem nenhuma profundidade e qualidade.

Para não dizer que nada me surpreendeu no filme a relação amorosa entre dois personagens é o ponto alto e a lição que há vida inteligente em The Old Guard. Quase um alívio cômico, são os únicos personagens dos mercenários interessantes a ter um passado coerente, uma explicação amorosa satisfatória e um interesse para prender a atenção do publico no roteiro, porque o resto é só tiro.

Curiosidades: Em março de 2017, a Skydance Media adquiriu os direitos de adaptar o filme The Old Guard, escrito por Greg Rucka e ilustrado por Leandro Fernandez. Em julho de 2018, contrataram Gina Prince-Bythewood para dirigir e Rucka para adaptar esta HQ no roteiro, com a produção de David Ellison, da Skydance, Dana Goldberg e Don Granger . Com um orçamento de cerca de US $ 70 milhões, Prince-Bythewood se tornou a primeira mulher negra a dirigir um Live Action de grande orçamento. Em março de 2019, a Netflix adquiriu os direitos mundiais do filme e concordou em financiá-lo com a Skydance. Charlize Theron se juntou ao elenco. O filme foi lançado em 10 de julho de 2020 na Netflix.

Kate Erbland, da IndieWire, deu ao filme um “B +” e disse: “Mergulhado em ação corpo a corpo, mas com poder de fogo balístico suficiente para desencadear uma pequena guerra civil, cada seqüência de ação é mais do que inspiradora e necessária para o próprio filme. Batalhas de super-heróis que são surpreendentes, mas sem motivações coerentes.. “Owen Gleiberman, da Variety, chamou o filme de “aspirante a franquia acessível” e escreveu: “A diretora Gina Prince-Bythewood, com uma grande mudança de estilo após trabalhos como Love & Basketball e A Vida Secreta das Abelhas, trabalha as cenas de luta com uma maturidade executiva e mostra uma certa alma de seus personagens em seu elenco “.

Gostou da matéria, é só seguir o meu instagram para acompanhar lançamentos e opinar: https://www.instagram.com/marcelo.moura.1253/

Topo