The Last Exorcism (A Franquia): - NoSet
Cinema

The Last Exorcism (A Franquia):

Salve Nosetmaníacos. Noset assistiu aos filmes e indica, com restrições.

The last 03

O Último Exorcismo (2010) – Parte 1:
Daniel Stamm, com Ashley Bell e Patrick Fabian

Sinopse: Numa fazenda no estado de Louisiana, nos Estados Unidos, Louis Sweetzer (Louis Herthum) acredita que sua filha Nell (Ashley Bell) está possuída por um demônio. Ele chama o reverendo Cotton Marcus (Patrick Fabian), com dezenas de exorcismos realizados, para salvar a jovem. Marcus decide filmar este seu último exorcismo, mas o que encontra no local é diferente de tudo que já tinha visto antes.

Crítica: Quando assisti o Último Exorcismo, tive a certeza que o diretor Daniel Stamm e os roteiristas Huck Botko e Andrew Gurland beberam da melhor fonte do mundo ao fazê-lo com tons de O Exorcista e O Bebê de Rosemeire. O filme é muito bem feito e indico sempre para quem gosta de um bom filme de terror atual. As conversas na estrada sobre possessões, o clima na casa, as mudanças de rumo e as dúvidas que o roteiro abre são simplesmente sensacionais. O filme é extremamente delicado ao usar várias formas de se entender uma possível possessão entrando em assuntos polêmicos que fogem ao gênero do terror, sem cair no vulgar ou na apelação, tão comum em filmes B. Apesar do filme ser todo feito todo em câmera de mão, o resultado é muito positivo, diferente de alguns outros que perdem o foco ou a continuidade com a mudança de câmera, isso não acontece aqui e há uma preocupação de não deixar o espectador fora do contexto, como se estivéssemos na casa convivendo com a família. Gostei muito do elenco, que compra muito bem a premissa do filme e consegue passar o terror e ao mesmo as dúvidas de uma possessão, chocando uma sociedade moderna com uma fazenda do interior, a religiosidade contra a psicologia, a fé contra a razão ou simples fato de acreditarmos ou não. Só não foi melhor porque me decepcionei apenas com o final. Achei-o simplório, para todo o drama que o filme tem, mas muita gente adorou e eu compreendo o porque. Mesmo assim vale a pena conferir se você é fã de um bom filme de terror e já viu muita porcaria com continuações bizarras e sem sentido.

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O Último Exorcismo – Parte 2 – (2013):
De Ed Gass-Donnelly. Com Ashley Bell e Spencer Treat Clark.

Sinopse: Continuando exatamente de onde o primeiro filme parou, a adolescente Nell Sweetzer é encontrada suja e aterrorizada na floresta depois de escapar do ritual no qual um culto a ajudou a dar a luz a um bebê-demoníaco. Confusa, Nell é examinada por uma equipe médica, mas não se lembra de muita coisa dos meses anteriores – a não ser de que sua família está toda morta. Ela se muda para uma cidadezinha chamada Davreaux, onde começa a namorar um rapaz chamado Chris e até arruma um trabalho em um hotel local. É hora de tentar recomeçar. Mas algo não está certo. Ela começa a ser perseguida pelo mesmo demônio de outrora. Só que o seu objetivo é bem diferente desta vez…

Crítica: Quando anunciaram o Último Exorcismo Parte 2, percebi que todo o sucesso do primeiro filme que teve o orçamento de U$S 1,5 milhão e rendeu U$S 70 milhões ao redor do mundo fizeram o filme se tornar uma franquia mais que rentável. Fiquei receoso para ver a continuação, com aquele arrepio na nuca de ter visto os péssimos Bruxa de Blair 2, REC 2 e as cansativas Atividades Paranormais 2 e 3. Todos eles se perderam em inovações e continuações sem sentido perdendo na maioria das vezes o que de melhor teve o original. O Último Exorcismo – Parte 2 peca em todos os quesitos cinematográficos do bom padrão de cinema. Seja a mudança de direção e roteiro com o Ed Gass-Donnelly e Damien Chazelle, que parecem querer reformular todo o filme e deixar o seu estilo de roteiro e filmagem – voltando para o padrão normal de câmera e cinema e não aquele estilo de filmagem de ombro que finalmente elogiei em um filme. O filme em si deixa de ser ousado para se tornar burocrático, fica extremamente confuso saber quem é quem na trama, assim como porque as escolhas dos personagens no roteiro indo direto para morte como quem vai a rua comprar pão são feitas, excluindo assim todo senso de preservação inerente aos seres humanos. Ah, tem um mostro lá fora, vamos ver? Mas o pior do filme está na metade para o final, quando o roteiro inexplicavelmente muda, todo o conceito que até ali estava sendo reescrito já não de maneira satisfatória piora mais ainda e transforma o filme de terror para um romance dos Infernos. Por que? Inexplicável essa mudança de roteiro é uma escolha do diretor e roteirista que só eles poderão responder. O encerramento é extremamente infeliz e aberto para mais uma continuação e se os deuses da bilheteria assim desejarem, não terá. No primeiro, o final da história deixa pontas em aberto, o filme termina bem. A Parte 2 deixa tudo em aberto, com o inferno livre na Terra e o público a chorar com seu dinheiro jogado no lixo. Terrível.

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Att.
Marcelo The Moura.

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