The Babysitter: A Franquia da Babá – Crítica (2017 e 2020). - NoSet
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The Babysitter: A Franquia da Babá – Crítica (2017 e 2020).

Salve Nosetmaníacos, eu sou o Marcelo Moura e hoje vamos falar de mais uma franquia de terror que homenageia o cinema dos anos 80, cheio de estereótipos e críticas sociais, com um humor bem acido. The Babysitter (A Babá) é um filme americano de comédia de terror de 2017 dirigido por McG e escrito por Brian Duffield. O elenco é composto por Samara Weaving, Judah Lewis, Hana Mae Lee, Robbie Amell e Bella Thorne. O filme foi lançado pela Netflix em 13 de outubro de 2017e  em 2020, o filme ganhou uma sequência chamada The Babysitter: Killer Queen.

The Babysitter (2017)

Direção McG, produção McG, Mary Viola e Zack Schiller, roteiro Brian Duffield, elenco Samara Weaving, Judah Lewis, Hana Mae Lee, Robbie Amell e Bella Thorne. Companhias produtoras Boies/Schiller Film Group Production e Wonderland Sound and Vision, distribuição Netflix. Lançamento em 13 de outubro de 2017.

Sinopse: Cole Johnson tem 12 anos e é intimidado por seu vizinho Jeremy, mas sua babá Bee corre até ele e afasta Jeremy de Cole. No dia seguinte, quando seus pais vão passar uma noite fora em um hotel, Bee e Cole passam um tempo juntos, até que precisa ir para a cama. Cole é incentivado por uma mensagem de sua vizinha e melhor amiga Melanie para ir ver o que Bee fica fazendo depois que ele vai dormir.

Para sua surpresa, ele vê o que parece ser Bee e vários de seus amigos de escola: Max, John, Allison, Sonya, e Samuel. Eles estão jogando um jogo de verdade ou desafio formatado como um jogo de girar a garrafa. No entanto, quando Bee beija Samuel, ela puxa duas adagas de trás de suas costas e apunhala-lo no crânio. Os outros coletam o sangue de Samuel, revelando-se como membros de um culto demoníaco.

Crítica: McG (Joseph McGinty Nichol) é um dos grandes produtores americanos de filmes blockbusters, acertando em uns e errando (polemico) em outros, mas mantendo sempre sua marca de aventura, diversão e efeitos especiais. Estão em seus trabalhos a franquia As Panteras (2000 e 2003), O Exterminador do Futuro: Salvação (2009), O excelente Somos Marshall (2006) e O Resgate (2012), além da franquia da Babá para Netflix.

Graças ao dinâmico e engraçado roteiro de Brian Duffield (Ameaça Profunda e Divergente), tudo em A Babá tem o “timing”certo na história, fazendo com que, mesmo que no início pareça apenas mais um filme sobre assassinos (Slashers) perseguindo adolescentes, com ingenuidade e sexo, o filme se torna inteligente e curioso com várias referências a outros filmes de terror e suspense, além de uma gama nerd fantástica de referências. As piadas e as virados do roteiro estão sincronizadas e perfeitas, surpreendendo a todo momento e gerando até duvidas sobre o caminho que a história vai nos levar.  A babá é um entretenimento que nos cativa, diverte e estimula a terminar uma histórica, que apesar de repassar o cinema dos anos 80, traz uma marca muito atualizada de terror.

No elenco Samara Weaving (Casamento Sangrento, Armas em Jogo e Bill e Ted) surpreende como Bee, uma atraente e malévola babá que parece trilhar vários caminhos sombrios até entendermos quais suas verdadeiras intenções com Cole. Judah Lewis (Cole, um garoto de 12 anos, cujo pais ainda contratam uma babá quando eles saem) está ótimo no papel principal. Lewis passa a juventude e inocência que o papel pede, mantendo o ritmo e a química necessária com os outros personagens, principalmete com quer o matar.

Robbie Amell (The Flash, Legends os Tomorrow e Upload) está ótimo como Max, amigo atleta de Bee e parte de seu culto. Amell (irmão mais novo de Stephen Arrow Amell) caiu como uma luva no papel e sua química com Lewis está hilária, ora querendo lhe ensinar a ser um vencedor, ora querendo mata-lo. Já Bella Thorne (Allison, alíder de torcida), King Bach (amigo Negro) e Andrew Bacharel (John, amigo de Bee e parte de seu culto) parecem apenas existir para lembrar-nos dos estereótipos adolescentes dos filmes dos anos 80, tudo quase quebrando a Quarta Parede, como um lembrete que riamos de tudo isso.

Curiosidades: Em 24 de novembro de 2014, foi anunciado que o roteiro de Brian Duffield, a comédia de horror The Babysitter, tinha sido comprado por McG’s Wonderland Sound and Vision, com McG e de Mary Viola para produzir o filme em conjunto. O projeto foi trazido pelo produtor-executivo Steven Bello. Em dezembro de 2014, o script apareceu na Lista Negra dos melhores roteiros não produzidos em Hollywood.

Em 10 de setembro de 2015, McG foi contratado para dirigir o filme para a New Line Cinema, enquanto Wonderland iria co-financiar o filme, juntamente com Boies/Schiller Film Group. A filmagem começou em 27 de outubro de 2015, em Los Angeles.

No site agregador de críticas o Rotten Tomatoes o filme tem uma aprovação favorável de 71% baseado em 28 comentários onde 20 são positivos, sob o consenso de que o filme é “Agradável, se não particularmente original, The Babysitter aproveita ao máximo seus ingredientes familiares de gênero com direção enérgica e um elenco matador”.

Felix Vasquez Jr., do Cinema Crazed, chamou de: “Uma grande comédia de terror com uma história genuinamente comovente de crescimento escondido debaixo de baldes de sangue e satanismo.” Matt Donato, do Dread Central, deu 4 de 5 e escreveu: “A hilária e horrível comédia oculta de McG prova que Samara Weaving vale setenta bilhões de vezes, transformando-a no novo gênero ‘it’ girl da noite para o dia.”

William Bibbiani, da IGN, deu ao filme 4,8 de 10, dizendo ” A babá da Netflix não funciona como um filme de terror ou comédia.” Blake Goble em Consequence of Sound criticou o filme, dizendo “A comédia de terror hiper-referencial de McG falha como filme de terror e como meta-comentário”. Além disso, ele chamou o filme de “hediondo” e sugeriu vários outros insultos para descrevê-lo, concluindo com: “Isso não pode ser afirmado com mais ênfase – fique longe da babá.”

Em 26 de setembro de 2019, a Netflix anunciou que uma sequência de The Babysitter estava sendo produzida, com McG retornando como diretor e produtor. Pouco depois do anúncio, foi relatado que McG, Dan Lagana , Brad Morris e Jimmy Warden escreveriam o roteiro da sequência. Os membros do elenco original Lewis, Weaving, Thorne, Amell, Lee, Bachelor, Lind, Marino e Bibb também retornaram. O filme foi lançado na Netflix em 10 de setembro de 2020.

A Babá: Rainha Assassina (2020)

The Babysitter: Killer Queen é uma comédia americana de terror de 2020, dirigida e produzida por McG , a partir de um roteiro de McG, Dan Lagana , Brad Morris e Jimmy Warden. É uma sequência do filme de 2017, The Babysitter, e estrelado por Judah Lewis, Emily Alyn Lind , Jenna Ortega , Robbie Amell , Andrew Bachelor , Leslie Bibb , Hana Mae Lee , Bella Thorne , Samara Weaving e Ken Marino. O filme continua a história de Cole Johnson, agora no primeiro ano do ensino médio, que deve lutar novamente para garantir sua sobrevivência durante uma noite, enquanto é caçado por inimigos demoníacos, antigos e novos.

O filme foi lançado em 10 de setembro de 2020, pela Netflix e recebeu críticas geralmente negativas dos críticos.

Sinopse: Dois anos depois que um culto satânico liderado por sua ex-babá Bee tentou matá-lo, Cole agora está no primeiro ano do ensino médio. Ele é incapaz de convencer ninguém, exceto sua melhor amiga Melanie, do plano de risco de vida de Bee; seus pais e muitos outros acham que ele teve um surto psicótico. Ele descobre que seus pais o matricularam em uma escola psiquiátrica, e ele foge com Melanie ao lado de seu novo namorado Jimmy e seus amigos Boom-Boom e Diego para participar de uma festa no lago.

Na festa, Cole testemunha a chegada da nova estudante Phoebe ao lago após encontrar um brinquedo de pelúcia e instruções para chegar ao lago. Mais tarde, os amigos de Cole jogam um jogo de festa em um barco quando Melanie de repente mata Boom-Boom com um gancho e salva seu sangue. Melanie, Jimmy e Diego são revelados como membros do culto. Com o sangue de Boom-Boom como um sacrifício, eles precisam do sangue de Cole como uma oferenda de um “inocente” para realizar seus desejos.

Os cultistas originais Sonya, Allison, Max e John também aparecem, tendo sido ressuscitados para que pudessem participar do ritual ao amanhecer. No entanto, Phoebe aparece de repente, procurando gasolina para seu jet ski, e dá a Cole algum tempo para evitar os membros do culto e escapar com Phoebe em seu jet ski.

Crítica: Roteiro pouco inspirado, direção sem criatividade e elenco sem química. Enquanto o primeiro filme parecia uma história crível de adolescentes enlouquecidos (Slashers), que pretendiam usar um sacrifício satânico para ter sucesso na vida, a continuação de A Babá parece justamente errar na escolha do roteiro, por ser reta, sem novidades, com um humor previsível, sem a mesma química do primeiro e sem nada que possa nos deixar entretido na história.

Não é a primeira vez que vemos esse efeito em continuações. O Ótimo A Morte te dá Parabéns (2017) tem uma pífia continuação (2019), que apesar de uma boa ideia na abertura, se perde totalmente ao não contar uma história convincente e não conseguir manter a química do elenco original.

A novidade Jenna Ortega (You) como uma misteriosa Phoebe parece mais uma ferramenta do diretor para desenvolver um roteiro cheio de armadilhas, com uma fraca história, do que uma personagem com um mínimo de profundidade. Emily Alyn Lind (Melanie) não convence no papel de vilã, parecendo mais uma patricinha juvenil, do que aquela musa para o personagem de Cole. O resto do elenco com Amell, Weaving e Bach ganharam um dinheiro fácil para fazer algo igual ao primeiro.

Mas o principal problema está na atuação simplória, sem carisma e cansativa de Judah Lewis como Cole. Se no primeiro filme temos um Cole lutando para vencer seus medos, para se se tornar um homem, no segundo tudo isso é esquecido e encontramos um personagem amargurado, tomando remédio e ridicularizado por todos. Não fez o menor sentido com o final do primeiro filme, mesmo que o McG, Dan Lagana , Brad Morris e Jimmy Warden insistam o tempo todo em contradizer o seu projeto antecessor.

Judah Lewis está longe de ser um menino fofo e carismático, nem parece que foi ele que fez o primeiro filme. Tive a mesma sensação quando fui ver o Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das máquinas e vi o John Connor interpretado por Nick Stahi, fraco, medroso e fugindo de tudo. Cadê o Connor lutador e vencedor do Exterminador do Futuro 2, Cade o Lewis que entregou um ótimo personagem, principalmente na química entre Amell e Weaving.

Curiosidades: Em setembro de 2019, foi anunciado que Judah Lewis , Hana Mae Lee , Robbie Amell , Bella Thorne , Andrew Bachelor , Emily Alyn Lind , Leslie Bibb e Ken Marino iriam repetir seus papéis do primeiro filme da sequência, com McG dirigindo a partir de um roteiro por McG, Dan Lagana , Brad Morris e Jimmy Warden, e Wonderland Sound and Vision e Boies / Schiller Film Group co-financiando e produzindo. McG descreveu a história como sendo baseada em Fausto, mas com piadas ridículas como em um filme de Mel Brooks. Em outubro de 2019, Jenna Ortega se juntou ao elenco em um dos papéis principais.

O filme foi lançado na Netflix em 10 de setembro de 2020 e as as primeiras críticas de The Babysitter: Killer Queen foram “negativas”, com os críticos chamando o filme de “pouco inspirado” e “constrangedor”. Em outubro de 2020, no Rotten Tomatoes, 43% das 37 análises críticas eram positivas e a avaliação média era de 4,65 / 10. No Metacritic , teve uma classificação média ponderada de 22 de 100, com base em análises de 6 críticos, indicando “análises geralmente desfavoráveis”.

Dennis Harvey, da Variety, escreveu: “Os fãs do original sem dúvida irão sintonizar esperando mais diversão e prazer culpado de alto grau, apenas para obter em vez disso algo que não é mais muito bom.” Felix Vasquez Jr. do Cinema Crazed chamou de: “falho, mas muito divertido, e se diverte com seu sangue como no original”.

McG confirmou que tem planos para outra sequência, se os fãs quiserem ver.

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