Terminator: Dark Fate - O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio (Critica 2019). - NoSet
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Terminator: Dark Fate – O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio (Critica 2019).

Salve Nosetmaníacos, eu sou o Marcelo Moura e hoje falamos do final de uma das maiores franquias do cinema de ação, terror e sci fi. Terminator: Dark Fate (O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio) é um filme americano de ação e ficção científica, lançado mundialmente no dia 1 de novembro de 2019, dirigido por Tim Miller, produzido por James Cameron e David Ellison, escrito por Billy Ray, David S. Goyer, Justin Rhodes e Josh Friedman, através dos estúdios Paramount Pictures, Skydance Media e Lightstorm Entertainment.

É a sexta longa-metragem da franquia Terminator, sendo estrelado pela colombiana Natalia Reyes Arnold Schwarzenegger, Linda Hamilton e Mackenzie Davis, adaptando-se como trilogia direta dos filmes The Terminator (1984) e Terminator 2: Judgment Day (1991) — desconsiderando os filmes subsequentes, incluindo a série de televisão Terminator: The Sarah Connor Chronicles (2008–2009), classificando-os como não-canônicos.

Terminator: Dark Fate (2019)

Direção Tim Miller, produção James Cameron e David Ellison, roteiro David S. Goyer, Justin Rhodes e Billy Ray, história James Cameron, Charles Eglee, Josh Friedman, David Goyer e Justin Rhodes, baseado em Terminator de James Cameron e Gale Anne Hurd. Elenco Linda Hamilton, Arnold Schwarzenegger, Mackenzie Davis, Natalia Reyes, Gabriel Luna e Diego Boneta. Companhias produtoras 20th Century Fox, Skydance Media, Lightstorm Entertainment e Tencent Pictures, distribuição Paramount Pictures (América do Norte) e Walt Disney Studios Motion Pictures (Internacional). Com lançamento 1º de novembro de 2019, orçamento altíssimo de US$ 185–196 milhões e um prejuízo na baixa receita de apenas US$ 261 milhões em todo mundo.

O filme teve sua estreia no dia 01 de Novembro de 2019, e recebeu avaliações positivas da crítica, que elogiaram o retorno de James Cameron à franquia, as atuações de Schwarzenegger, Hamilton, Davis, Reyes e Luna, a forma como o filme se conecta aos dois primeiros filmes, roteiro e efeitos visuais. Porém teve recepção polarizada do público. Apesar do sucesso com a crítica, o filme é considerado um fracasso comercial, gerando perdas entre US$ 50 e 100 milhões, arrecadando pouco mais de US$ 261 milhões, contra seu grande orçamento de US$ 196 milhões. Planos para que o filme iniciasse uma nova trilogia foram confirmados por Cameron, porém, devido ao fracasso comercial, o estúdio afirmou que não há planos para uma nova sequência.

Sinopse: Em 1998, três anos depois de evitar a ameaça da Skynet, Sarah e John Connor vivem uma vida de paz em Livingston, Guatemala, quando são atacados por um Exterminador T-800. Enviado de volta pelo tempo pela Skynet antes de seu fim, o Exterminador mata John depois desaparece.

Vinte e dois anos depois, um Exterminador avançado, chamado Rev-9, é enviado de volta à Cidade do México para matar Daniella “Dani” Ramos, enquanto um soldado cibernético, Grace, é enviada para protegê-la. O Rev-9, disfarçado como o pai de Dani, se infiltra na fábrica de montagem onde Dani e seu irmão Diego trabalham para matar Dani, mas é impedido por Grace, que foge com os irmãos. O Rev-9, revelando sua capacidade de se dividir em seu endosqueleto cibernético e exterior de metal líquido metamorfo, os persegue, matando Diego e encurralando Grace e Dani. No entanto, Sarah chega e derrota temporariamente o exterminador com explosivos.

Crítica: As continuações do O Exterminador do Futuro faz tanto sentido, após o primeiro filme, como as continuações de Highlander ou de Star Wars da Disney. Tudo é bagunçado, politicamente correto demais, com humaos super heróis que sempre vencem as máquinas, cheio de easter eggs e fã servisse, mas com vários pontos importantes que contam a história da franquia e dos personagens que são desconsiderados ou adaptados ao novo roteiro em cada continuação, deixando até o vilão sombrio e apocalíptico, a Skynet, como um sistema genérico adaptável que pode ser até mesmo o Facebook, Instagram ou o Tinder. Os vilões cibernéticos caem no mesmo erro, são uma repetição de máquinas mortais camaleônicas que não tem a menor inteligência ou improvisação, coisa que os heróis tem de sobra, e apenas por isso ganham das máquinas do futuro. Essa repetição de fórmula cansa e não dá mais após não sei mais quantos filmes, HQs e séries. Nem a música do Guns n Roses ou o tema do Exterminador empolga mais, e olha que falamos de mais de 35 anos do primeiro lançamento.

Começando falando da morte de John Connor. O ator Jude Collie serviu como dublê de corpo, enquanto o rosto de Edward Furlong (Connro original) foi reconstruído digitalmente para sua aparência dos anos 90. Connor, que já tinha virado vilão em Genesis, fica fora desse e a inclusão de Natalia Reyes como Daniella “Dani” Ramos não convenceu. Sua transformação de uma menina frágil na líder de uma nova resistência não é carismática, não tem poder de empoderamento feminino e não convence. Matar Connor, o personagem central de todos os filmes, foi um tapa na cara e simplesmente me tirou de tudo que eu conhecia da franquia, o que ao mesmo tempo abriu espaço para novos conceitos mas me tirou do foco de tudo que eu esperava e que não seria feito no filme.

Linda Hamilton (Sarah Connor) que deveria passar a chama para a nova geração, parece longe de suas duas interpretações anteriores. Sua versão madura, debochada e atormentada pela morte de seu filho não batem, assim como sua força para reconstruir sua vida. Assim como Hamilton, Arnold Schwarzenegger (O Exterminador T-800 “Modelo 101” / Carl) volta a franquia apenas para ser um fantasma de si mesmo e entrega as mesmas caras e bocas que sempre fez. Não há novidade, mesmo que este seja o mais humano T-800 que já vimos, mas o menos carismático, pior ainda, que sua versão em Genesis. Deixar de ser um assassino para criar um família foi um erro grosseiro de um roteiro que me fez rir de desgosto e perdido em eliminar tudo que criou.

Tim Miller (Deadpool) e Camaron (Avatar) parecem se apegar demais aos dois primeiros filmes que transformaram a franquia em um sucesso, mas se esqueceram de tudo que dei errado nos filmes seguintes e reptem os mesmo erros, personagens repetidos, roteiro desinteressante e protagonistas sem nenhum carisma e assim como o Terminator Genisys (2015) que foi planejado para ser um reboot da série com o objetivo de lançar uma nova trilogia, esta segunda tentativa de um novo reboot afundou.

Curiosidades: Em agosto de 2017, após o fracasso de Genesis, foi anunciado que James Cameron, criador e diretor de T1 e T2, retomaria os direitos da franquia, e o mesmo anunciou que estava interessado em produzir um novo capítulo da franquia, com Tim Miller, de Deadpool, na direção. Este novo capítulo, seguiria a história de onde T2 parou, ignorando todos os filmes lançados após Judgment Day. Ainda em 2017, foi confirmado que Linda Hamilton e Arnold Schwarzenegger reprisariam seus papéis como Sarah Connor e o Exterminador, respectivamente. Também foram confirmados no elenco Mackenzie Davis, Natalia Reyes e Gabriel Luna estreando na franquia. Em meados de 2018, o filme foi confirmado oficialmente, com seu título confirmado como Terminator: Dark Fate. No dia 23 de Maio de 2019, o primeiro trailer foi lançado.

No Rotten Tomatoes , o filme tem uma taxa de aprovação de 70% com base em 332 avaliações, com uma média de 6,23 / 10. O consenso dos críticos do site diz: ” Terminator: Dark Fate representa uma atualização significativa em relação a seus predecessores imediatos, mesmo que não tenha o poder de fogo emocionante das melhores parcelas da franquia.” No Metacritic , que usa uma média ponderada , o filme tem uma pontuação de 54 em 100, com base em 51 críticos, indicando “críticas mistas ou médias”. O público entrevistado pela CinemaScore deu ao filme uma nota média de “B +” em uma escala de A + a F, a mesma pontuação de seus três predecessores imediatos, enquanto os da PostTrakderam uma pontuação geral positiva de 78%, com 51% dizendo que definitivamente o recomendariam.

O Hollywood Reporter escreveu que os críticos em geral pareciam “cautelosamente entusiasmados com Dark Fate , embora haja um certo constrangimento em ver repetidas recomendações de que é ‘facilmente o terceiro melhor’ filme da série”. William Bibbiani de TheWrap escreveu que, “Se Terminator: Dark Fate é o último capítulo desta história ou o primeiro de uma nova franquia é, por enquanto, irrelevante. O filme funciona de qualquer maneira, trazendo a história do os dois primeiros filmes a uma conclusão satisfatória enquanto reintroduzem o enredo clássico, de maneiras novas e empolgantes, para um novo público empolgado. É um blockbuster de tirar o fôlego e um retorno bem-vindo à forma. ” Variedade ‘sOwen Gleiberman chamou o filme de “a primeira sequência vital do Exterminador do Futuro desde Terminator 2 ” e escreveu que ” Exterminador do Futuro: Dark Fate é um filme projetado para impressionar você com sua escala e efeitos visuais, mas também é um filme que retorna, de maneiras boas e gratificantes , ao classicismo de gênero e suspense inteligente e simples que deu ao Terminator original seu impulso. ”

Joe Morgenstern, do The Wall Street Journal, fez uma crítica negativa ao filme, descrevendo-o como “remendado por idiotas em um último esforço para arrancar receitas de um conceito moribundo. O enredo não faz sentido – viagem no tempo como um multiverso. Pior ainda, torna sem sentido as lutas que deram aos dois primeiros filmes da franquia uma dimensão épica. ” Jefferey M. Anderson da Common Sense Media deu ao filme 2 de 5 estrelas: “Este sexto filme do Exterminador do Futuro apaga os eventos das três sequências anteriores (fracas), mas acaba se sentindo meio apagado. pálida e irrelevante cópia carbono de um sucesso outrora glorioso. ” Christy Lemire de RogerEbert.com também deu Dark Fate 2 de 4 estrelas, sentindo que sofreu de “fanservice vazio” e que Hamilton e seu elenco feminino de apoio “merecem melhor”. David Ehrlich, do IndieWire, elogiou o desempenho de Hamilton e as recriações digitais do filme com as respectivas semelhanças mais jovens de Furlong e Schwarzenegger, mas sentiu que “este filme de ação dolorosamente genérica prova que a franquia Terminator é obsoleta”. Tasha Robinson de The Verge afirmou que algumas sequências de combate “são encenadas de forma clara e limpa”, enquanto outras “são embaladas com desfocagens CGI e ação lamacenta e são difíceis de seguir mesmo no mais básico ‘quem está onde, e eles estão mortos?’ E quando Dark Fate se digna a explicar o que está acontecendo, ele faz sua exposição de uma maneira auto-importante, silenciosa e desajeitada, como se o público devesse ficar surpreso com as revelações mais básicas do enredo. ”

Richard Roeper, do Chicago Sun-Times, criticou o filme chamando-o de derivado e “recauchutado chato”, embora tenha saudado o retorno de Linda Hamilton, elogie um “impressionantemente eficaz” Mackenzie Davis e a “presença vencedora na tela” de Natalia Reyes. ” Fred Topel criticou os personagens subdesenvolvidos e a forma como o filme uniu os novos personagens com o T-800 que matou John Connor:” A explicação para a vez do terminador é tão tênue que parece uma sinopse do enredo que eles esqueceram de elaborar em uma cena completa. “Topel acreditava que Dark Fate era” mais tolo “do que Terminator 3, e ele encontrou o personagem de Pops em Terminator Genisys “um terminador de envelhecimento mais atraente.”

Dani Di Placido, da Forbes, achou o retorno de Carl quase satírico. “O retorno do T-800 que matou John foi minha parte favorita do filme, mas em um sentido irônico; o fato de que a máquina de matar se aposentou e criou uma família foi como algo saído de Rick e Morty. Isso foi genuinamente engraçado conceito, mas não pertencia a esta franquia; a batalha implacável de Sarah Connor com essas máquinas não deveria ter sido reduzida a uma série de frases de efeito Marvel.” Angie Han do Mashable achou o filme desanimador e seu título bastante convincente: ” Dark Fate é muito mal esboçado para ser qualquer coisa além de pastiche. Parece um Terminator filme cuspido por uma máquina projetada para fazer filmes Terminators. Um destino sombrio para a franquia, na verdade. ”

Miller disse que o filme nunca foi feito para ser melhor do que Terminator 2. Quanto à recepção mista, Miller acredita que alguns públicos foram predispostos a não gostar do filme depois de se decepcionar com os três últimos filmes. Miller também acredita que algumas audiências “odeiam porque é o sexto filme, e Hollywood deveria estar fazendo filmes originais e não repetindo franquias”.

Jeremy Dick de MovieWeb sentiu que alguns dos temas do filme contribuiu para sua bilheteria fraca: “Outra possível razão para o desempenho sem brilho do novo filme seria sua reputação como um” acordou “reboot da franquia … Se isso é verdade ou não, essa reputação pode ter azedado alguns compradores de ingressos em potencial de assistir às exibições de Dark Fate em uma era em que muitos americanos estão começando a sentir que filmes, programas de TV e outras formas de entretenimento estão ficando politicamente corretos demais. Cunhado por autor de best-seller John Ringo, a frase “Acorde, vá quebrar” certamente vem à mente. ”

Muitos fãs e críticos expressaram raiva pela decisão de matar John Connor na cena de abertura. Fred Hawson da ABS-CBN News escreveu: “Ao decidir perder John Connor no início deste filme fez o coração emocional dos dois primeiros filmes clássicos Terminator parar de bater também.” Richard Roeper argumentou que matar John Connor arruinou o que os dois filmes anteriores estabeleceram: “Mesmo que Dark Fate põe de lado a terceira, quarta e quinta entradas da série como um Exterminador do Futuro se livrando de um policial infeliz, mas também diminui o impacto do primeiro filme e do seguimento (que é uma das duas ou três maiores sequências de todos os tempos) . Primeiro, eles se livram do personagem John Connor de uma forma quase casual. ”

Corey Plante of Inverse, que criticava a interpretação de Furlong do personagem em Terminator 2 , no entanto achou a morte de seu personagem desanimadora: “O personagem no foco de todos os filmes anteriores do Terminator – o mesmo garoto que eu odiava irracionalmente desde que era menino mesmo – estava morto. Não é preciso dizer que isso me abalou. ” Ele também descobriu que substituí-lo por novos heróis minou a importância dos Connors estabelecida nos filmes anteriores: “O futuro que tornou [Sarah Connor] importante morreu com John, e agora há um novo Exterminador com um novo conjunto de heróis que faz parecer que não importa quantas vezes a Skynet ou sua próxima iteração mande um robô assassino de volta no tempo para matar alguém, sempre haverá um novo herói esperando para se levantar. ” Robert Robert Yaniz Jr., do CheatSheet, descreveu a reviravolta como impensável: “Em um instante, todo o cerne da franquia – a resistência humana liderada por John – é destruída.” Di Placido colocou o assassinato de John Connor no topo da sua lista de coisas erradas com Dark Fate e previu que o filme iria falhar nas bilheterias por causa disso: “Aqueles primeiros cinco minutos desconsideram completamente a única sequência que os fãs amam – Terminator 2. Qual era o sentido de toda aquela luta, de todas as tentativas desesperadas de Sarah de manter a si mesma e a seu filho vivos? John Connor pode ser um peso morto neste ponto, narrativamente falando, mas ele era nossa principal conexão com os filmes originais, e sua morte torna ambos os filmes inúteis. ”

Matt Goldberg do Collider sentiu que a abertura causou danos irreparáveis ​​ao legado de Terminator 2 ao torná-lo inútil: “Cada sequência desde então diminuiu o final do Dia do Julgamento porque a história ‘precisa’ continuar (porque os estúdios gostam de dinheiro e não podem sair bem o suficiente sozinho). Mas Terminator: Dark Fate pode ser o pior ofensor até agora, já que seu prólogo segue diretamente T2 e vai para o valor de choque em vez de considerar o que significa continuar a narrativa. ” Richard Trenholm da CNET sentiu que a reviravolta inicial resumiu tudo de errado com Dark Fate: “A alegria [de ver os personagens envelhecidos] imediatamente se torna digna de pena, já que este prólogo mina Terminator 2 matando um personagem principal de uma forma tão superficial que parece bobo.” Ian Sandwell do Digital Spy sugeriu que a reviravolta não era particularmente importante, visto que nos outros filmes John Connor só existe para “motivar os outros personagens e colocar a trama em movimento”, e que o papel de John como futuro líder já havia tornou-se discutível com a eliminação da Skynet.

Sobre a polêmica cena, Furlong disse: “Eles fumaram minha bunda! Esse foi o papel. Eu fiz isso por um dia – eu filmei por um dia. E, sim, nós fizemos alguns CGI. Eles me pagaram. Então, quero dizer, você sabe. Isso meio que me chateia. Porque eu adoraria fazer um trabalho completo e ganhar uma tonelada de dinheiro. Eu adoraria fazer mais, mas veremos o que acontece. ” Linda Hamilton também disse: “Isso vai aborrecer muitas pessoas e muitos fãs que pensam que deve permanecer fiel às duas primeiras histórias. Todo o conceito de Terminator, que John Connor é a esperança para o futuro da humanidade e, em seguida, tê-lo cortado assim. Acho que vai incomodar muita gente “, e também expressou sua opinião de que os dublês Brett Azar e Maddy Curley não retrataram a cena de forma realista o suficiente.

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