Superman: dossiê com os 80 anos de histórias que moldaram a lenda. - NoSet
Cinema

Superman: dossiê com os 80 anos de histórias que moldaram a lenda.

A imagem e os poderes do Homem de Aço (já chamado de O Homem do Amanhã) são um reflexo de nossos desejos pela forma perfeita, pelo poder supremo. A figura dele remete às estátuas gregas onde deuses eram representado com corpos fortíssimos e um ar de superioridade. Eram imagens de verdadeiros super humanos, projeções de nossa eterna busca pela perfeição.

Publicado em 1938 por Joe Shuster e Jerry Siegel (na verdade ele foi criado antes, porém em uma versão diferente), sua origem teve várias versões, mas uma permanece como cânone: a de que seu planeta foi destruído e ele foi enviado ao nosso planeta para que crescesse em paz. Esse ato desesperado dos pais é uma parábola sobre as escolhas e sacrifícios que pais fazem por seus filhos.

Ao chegar aqui, um planeta estranho, o bebê foi adotado por um casal que lhe cedeu não apenas o nome e sobrenome como, sobretudo, deu amor em doses diárias. Rebatizado de Clark Kent (nome verdadeiro é Kal-el), ele teve uma infância difícil e se tornou um super herói na cidade de Smalville. Cabe compreender que essa imigração é uma provável forma de criticar a baixa aceitação de estrangeiros em algumas áreas dos EUA. Os tempos eram outros… o preconceito não.

O passar dos anos gerou incontáveis histórias com o “azulão”, porém algumas delas marcaram não só a mitologia do herói, como a época em que foram lançadas. Vamos conhece-las?

O ano de 1941 marcou o surgimento da série animada da Paramount: Superman. Sob a tutela de Max Fleischer, o cartoon foi sucesso imediato. A abertura contava com as clássicas frases: Olhem no céu! É um pássaro? É um avião? É o Superman!

Os poderes.

Inicialmente os poderes do Super-Homem (grafia usada no Brasil por muitos anos) eram limitados. Ele poderia saltar prédios, correr muito rápido e era invulnerável aos disparos de armas. Conforme os anos passaram, seus poderes foram sendo adaptados às necessidades da época.

Atualmente ele é um dos seres mais poderosos do Universo, fato que vimos refletido no filme da Liga da Justiça.

Superamigos.

Impossível falar da trajetória do Superman sem citar sua participação na série de desenhos animados da Hanna-Barbera: Superamigos. Ele participou de todas as temporadas, assim como Batman e Mulher-Maravilha. Apesar do tom leve dos episódios, aos poucos a série ganhou em ação e pertinência. Seu ápice, segundo minha opinião, está na presença da Legião do Mal. Novamente isso se refletiu nos longas-metragens da Warner. Provavelmente teremos a presença dessa Legião no próximo filme da Liga da Justiça.

O canal de Roberto Crisan disponibilizou uma compilação de todas as aberturas dessa animação.

Superman: a quadrilogia.

O que antes era algo tosco, pouco elaborado (diga-se de passagem pela limitação técnica), ganhou vida com o diretor Richard Donner e o ator Christopher Reeve. Reeve, aliás, ficou marcado até o fim de sua vida como o mais amado Superman.

A franquia foi um sucesso em seus dois primeiros filmes. Superman (1978) é até hoje considerado um dos melhores filmes do herói (se não o melhor). O segundo longa é outro marco por mostrar uma versão mais sombria do Homem de Aço, além do famigerado trio que estava preso na Zona Fantasma. O impacto destes personagens foi tal a ponto deles retornarem em O Homem de Aço (2013), filme estrelado por Henry Cavill.

Infelizmente os dois últimos episódios perderam em qualidade, com destaque para o quarto longa-metragem que beirou o ridículo. Mesmo assim a força e a grandiosidade do personagem ficaram garantidas pelos dois primeiros filmes.

Superman. O Retorno (2006)

A falta de carisma do protagonista e a tentativa de copiar (copiar mesmo!) alguns elementos do Superman de 1978 foram decisivas para a derrota deste filme nas bilheterias e, ainda pior, entre os fãs. Com uma trama fraca e atuações pouco convincentes, o longa é considerado um marco negativo (assim como Superman – Em busca da Paz) na história cinematográfica do herói.

Apesar de um roteiro que indicava a continuidade direta do longa da década de 70, poucos se atraíram pela história simples que dividiu opiniões. Mas para uma coisa esse filme serviu: garantir a continuidade do herói nas telonas, pois se tornou imperativo produzir outro que pudesse aplacar a raiva dos fãs mais exacerbados, além de restituir a credibilidade do Kryptoniano.

Essa reconciliação só viria em 2013.

O Homem de Aço (2013).

Filme que marca a retomada da luta da DC para criar um coerente universo cinematográfico. Apesar de grandes sucessos como Batman (1989) e Superman (1978), pouco havia para interligar e criar um universo tal como vimos ao longo de décadas de quadrinhos. Homem de Aço é, oficialmente, o primeiro filme a compor esse DCEU (DC Extended Universe).

Essa produção impactou pela escolha de um protagonista com visual menos “escoteiro”, fugindo totalmente daquilo que condenou seu antecessor ao repúdio. Tendo Henry Cavill como Superman, Kevin Costner como Jonathan Kent, Amy Adam no papel de Lois Lane, Russel Crowe como Jor-El, entre outros astros de grande relevância em Hollywood, o longa fez grande sucesso e impactou pelos ótimos efeitos visuais, caracterização e por uma visão similar, porém aprimorada daquilo que estigmatizou o herói nos cinemas.

A obra tem grande relevância por destacar o lado mais humano do Superman, o que inclui fraquezas, temores e as dúvidas que surgem com tamanha dama de poderes. Destaque para o combate final que comprovou qual o verdadeiro lado que ele defende.

Na minha opinião, a coragem de Zack Snyder ao mostrar essa versão menos cartunesca e mais heróica, ainda que com graves consequências, foi um começo digno para o DCEU. Henry Cavill se mostrou um ator à altura do papel ao conseguir trazer credibilidade ao Superman, mesmo diante de tantas falhas e temores, o que o tornou mais humano.

Batman v Superman: a origem da Justiça.

A sequência de Homem de Aço foi mais além no quesito coragem.

Primeiro, tivemos a interligação das histórias. Nela é possível compreender que as ações de seres com poderes tão grandiosos, praticamente deuses, não acontece sem que rastros e tragédias aconteçam. A lei da ação e reação é usada ao extremo aqui, principalmente ao destacarmos que os atos heroicos de Superman, sempre tomados de boas intenções, podem ter sequelas desesperadoras.

O vídeo abaixo destaca a exata ligação entre as cenas dos dois filmes: a cena de combate entre Superman e Zod e, enquanto isso, o desespero de Bruce Wayne ao ver o prédio de sua empresa ser destruído, ceifando centenas de vidas.

Há outros pontos interessantíssimos e audazes na trama. Podemos incluir uma parte da história de Cavaleiro das Trevas, graphic novel ilustrada e escrita por Frank Miller, onde podemos ver o combate entre Batman e Superman. Destaco que esse arco não poderia ser incluído na íntegra por apresentar uma narrativa “Elseworld”, isto é, fora da realidade temporal nos quadrinhos.

Outro ponto cheio de coragem está nas inclusões de Doomsday e a Mulher-Maravilha, seres que poderiam tomar a atenção que seria do protagonista, porém ficaram excelentes. Doomsday – ou Apocalipse – foi o responsável nos quadrinhos pela morte do Superman. Já a Mulher-Maravilha, interpretada por Gal Gadot, era uma dúvida quanto à performance na tela. Tudo, felizmente, deu certo.

Batman v Superman polemizou ao incluir Jesse Eisenberg como um Lex Luthor quase lunático, porém com visual de garoto mimado. Sua atuação pode ter sido em algumas partes “overactor”, mas essa desconfiança cai por terra ao vermos sua aparição em Liga da Justiça.

Liga da Justiça.

Um dos mais aguardados filmes sobre super-heróis foi um sucesso estrondoso de público no Brasil e, em contraparte, teve um desempenho fraco em muitos outros países. Os motivos? Provavelmente a pressa para entregar o filme, a saída de Zack Snyder e a intervenção (os chamados ‘pitacos’) da Warner. O resultado final, para mim, foi ótimo, mesmo com muitos erros, mas a bilheteria quase provocou um reboot no recém-nascido DCEU.

A participação do Superman é consequência direta dos fatos que fecham Batman v Superman. Apesar das críticas, o combate entre o herói e o resto da Liga da Justiça foi simplesmente avassalador, memorável.

Novamente temos a união de partes de histórias em quadrinhos (arcos, melhor dizendo) para formar um roteiro único.

P.S.: os fãs dos Super Amigos surtaram nas cenas pós-créditos.


Nos Quadrinhos.

A verdadeira fonte de histórias do Homem de Aço está nos quadrinhos. Desde sua lendária origem até os maiores confrontos. Tudo está registrado na HQ que influenciaram gerações de leitores, escritores e desenhistas.

Os combates do Superman são, via de regra, frutos de uma incansável busca pela justiça. Seu senso de ordem e o respeito pelas leis e o povo que escolheu proteger o tornam a maior barreira que a Terra possui contra invasores e inimigos de outras áreas do universo.

Claro que nós olhamos para as versões de Kirk Alyn (1948) e George Reeves (1951-1958) com certa desconfiança, talvez em função dos efeitos hoje considerados cômicos ou toscos. O fato, contudo, está na importância dessas atuações para a preservação do personagem com o passar dos anos. A verdade é que se hoje temos algo tão real quanto aquilo que imaginávamos, muito devemos a esses atores que se valeram de efeitos “pouco” especiais para nós, porém absolutamente inacreditáveis para os espectadores da época.

Voltemos ao tema “quadrinhos” com a lembrança de algumas das mais importantes histórias do Superman.

A Morte do Superman:

Marca o violento confronto entre o Kryptoniano e um monstro de origem desconhecida e com poderes tão grandes quanto o dele. O problema está na absoluta ausência de caráter e piedade no monstro. Superman precisou se conter para diminuir as tragédias, ao passo que Doomsday não tinha esse freio moral.

O resultado foi a polêmica morte do herói e, também, a revitalização do personagem com o surgimento de novos “Superman”.

No Brasil essa edição foi lançada em formatinho e teve resultado de vendas impressionante.

Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller.

Outra obra icônica onde o personagem principal é o Batman, mas temos uma das mais impressionantes participações do Homem de Aço. Nessa trama, o Superman é um fantoche na mão do governo americano. Suas ações são movidas por seu patriotismo excessivo, enquanto o Batman é um pária. Com essa fórmula, o que poderíamos esperar?

Cavaleiro das Trevas tem seu auge no confronto entre o Batman e Superman. A luta foi reproduzida em uma adaptação animada, no filme Batman v Superman e em várias versões de outros artistas. Clássico!


Paz na Terra (Alex Ross).

A arte incomparável e ultrarrealista de Alex Ross já era consagrada. Isso ganhou força com as obras gigantes produzidas pelo desenhista e, entre elas, temos Paz na Terra.

A história aborda uma tentativa do super-herói de tentar ajudar povos no mundo que passam pela fome, sofrem com a desigualdade e a miséria (inclusive favelas no Rio de Janeiro). Apesar da ótima intenção, lidar com famintos e desesperados é algo extremamente difícil, mesmo para alguém tão poderoso. A representação gráfica do desespero dessas pessoas e da manipulação de alguns líderes que se valem da fome e da miséria para se manter no poder é impressionante.

A mensagem final evidencia o caráter e a persistência do herói na luta pela igualdade e justiça. Destaque para o ótimo roteiro de Paul Dini.

Entre a Foice e o Martelo.

Em uma realidade alternativa, o bebê kryptoniano Kal-El cai na antiga URSS. Com uma visão interessante e crítica sobre a Guerra Fria, Mark Millar criou uma das mais icônicas e admiradas histórias sobre o Superman. Tal como acontece em Cavaleiro das Trevas, o Superman serve ao seu país com rigor militar e patriotismo extremo. O que poderia ocorrer com uma arma tão poderosa sob o comando de Stalin?

Uma perspicaz análise dos estragos feitos por algo ou alguém tão poderoso, porém seguindo as ordens de seu Comandante Supremo. Tal como acontece com ditadores que se valem do poder bélico para impor o medo, Superman faz esse papel na trama ilustrada por Dave Johnson, Kilian Plunkett, Andrew Robinson e Walden Wong. Uma obra-prima.


O Reino do Amanhã.

Uma obra-prima escrita por Mark Waid e ilustrada pelo talentoso Alex Ross. A história mostra um futuro distópico onde a “aposentadoria” do Superman abre espaço para a ascensão de novos “super-heróis”, filhos e filhas de vilões e heróis com poderes similares, mas sem qualquer responsabilidade sobre o uso deles.

Neste contexto nós encontramos um grupo de vigilantes que tenta prender o Parasita. Este confronto tem um resultado trágico e sela o destino da humanidade ao dividir opiniões e criar novos grupos. Uns são favoráveis à liberdade para os super seres, outros querem o controle para evitar novas tragédias. Nos bastidores há outros super-heróis que estão preocupados com essas duas facções e os resultados de seus atos.

Em meio a todo esse caos, Ross insere incontáveis referências, põe vários poderosos de eras antigas de volta à ativa e nos brinda com um futuro caótico e provável. Unidos, Ross e Waid, cuja narrativa é simplesmente perfeita, criaram uma das melhores aventuras da década de 90 que é sucesso até os dias atuais por abordar temas polêmicos envoltos nos mais impactantes combates das HQ. O tom apocalíptico é mais um trunfo que foi usado com total qualidade.

Reino do Amanhã é item obrigatório na estante de qualquer fã de quadrinhos que se preze.

Grandes Astros: Superman.

Uma história acessível a qualquer leitor, fã ou não do Superman. Décadas de aventuras do herói estão compiladas de forma magistral nessa que é uma das mais amadas HQ do Superman, graças ao genial Grant Morrison. Frank Quitely deu o tom correto ao lançar sua arte nessa obra o visual antigo do herói, mas sobretudo ao trazer veracidade em cada uma das emocionantes passagens.

Diante da morte próxima, o herói decide acertar todas as “arestas” de sua vida. Para isso, ele entra em contato com pessoas marcantes de sua vida: de Lois Lane até o arqui-inimigo Lex Luthor, passando por versões futuras dele, o Parasita, seus pais em Smalville, Bizarro e muito outros personagens vitais da mitologia do herói. Cada um desses encontros ganha dramaticidade ao contemplarmos a mortalidade do Superman, a fragilidade que cada um de nós sentirá com a aproximação do fim.

Grandes Astros foi publicada originalmente em 12 partes. Há edições fechadas com todo o arco. Leitura obrigatória.

Outras obras importantes.

As aventuras do Homem de Aço têm incontáveis obras de peso que merecem sua atenção. Algumas serão citadas por sua pertinência como Identidade Secreta, O Último Filho, Superman: Terra Um, Superman vs Homem-Aranha, O Que Aconteceu ao Homem do Amanhã?, Crise nas Infinitas Terras (não é uma narrativa exclusiva do Superman, mas é importantíssima na cronologia), O Homem de Aço (1986), Os Melhores do Mundo, entre outras.

Séries.

Com tanta pertinência e uma mitologia tão extensa, óbvio que haveria muito mais a ser contado, fatos e acontecimentos que não poderiam ser relatados somente nas HQ ou no cinema. Então, nada mais justo que vermos o Superman em séries, onde o nível de detalhamento poderia ser ampliado exponencialmente. Algumas deram certo, outras não, mas o que importa é a preservação da história de um homem acima de todos nós e que, mesmo assim, faz questão de caminhar como um comum. Entre as melhores e mais importantes séries podemos citar:

As aventuras do Superman (1952-1958). Adventures of Superman foi uma série que mostrava o cotidiano do Super-Homem e de seus amigos, incluindo Lois Lane, Jimmy Olsen, Perry White e outros. Ainda que muitos a olhem com certa estranheza em função dos efeitos considerados atualmente defasados, na época estavam bem à frente do seu tempo.

Os vilões da época eram bem diferentes dos de hoje, reflexo de uma época: asteróides, gângsters, cientistas malignos, robôs, etc.

No elenco estavam George Reeves (Superman/Clark), Phillys Coates (Lois Lane – 1ª temporada), Noel Neill (Lois Lane – 2ª temporada), Jack Larson (Jimmy Olsen), John Hamilton (Perry White).

O vídeo abaixo mostra um trecho do episódio onde acontece o casamento de Lois com o Superman.

Superman (Ruby Spears) – (1988). Série de desenhos animados que mostrava o herói atuando em Metrópolis. Os desenhos eram simples e as tramas também não eram complexas, mas eram divertidas e com um conteúdo um pouco diferente do visto nos quadrinhos. O apelo ao sentimental era evidente nas passagens sobre a infância de Clark, algo pouco destacado até mesmo nas HQ.

Lois & Clark: as novas aventuras do Superman (1993-1997). Focada no lado mais sentimental do herói, repleta de referências ao Superman de Christopher Reeve e, principalmente, com uma pertinência muito maior para Lois Lane, essa foi uma divertida série que mostrava mais do lado humano dele como Clark Kent. O envolvimento gradual entre o repórter e sua amiga de profissão fez muitas pessoas aguardarem pelo primeiro beijo, além de outras passagens sentimentais entre o casal. Tal como em uma novela, a narrativa era realmente focada no casal.

O elenco contava com Dean Cain (Superman/Clark Kent), Teri Hatcher (a lindíssima Lois Lane), Lane Smith (Perry White), Michael Landes (Jimmy Olsen), John Shea (Lex Luthor), K Callan (Martha Kent), Eddie Jones (Jonathan Kent), entre outros.

Diversão garantida, ainda que sem a carga dramática de obras atuais e limitada pelos efeitos especiais da época.

Superman: A Série Animada (1996-2000). Seguindo os mesmos moldes da série animada do Batman, produzida por Bruce Timm e roteirizada por Alan Burnett e Paul Dini, ela estreou em 1996 e teve 54 episódios. Apesar do tom mais brando, as aventuras eram empolgantes e marcaram a vida de muitos adultos e crianças. Cada um dos episódios mostrava a evolução do herói, desde sua fuga de Krypton até o auge como o Homem de Aço. Neles, outros heróis, vilões e pessoas importantes na vida de Clark Kent eram apresentados e inseridos de forma simples e competente.

Série recomendada e ainda capaz de prender a atenção de qualquer fã.

Smallville: As Aventuras do Superboy (2001-2011). Uma longeva série que mostrou o início relutante de Clark Kent para controlar seus poderes e lidar com os problemas típicos da adolescência até se tornar um adulto.

Inicialmente o foco da série estava na fase jovem do herói e em todas as turbulências que alguém passa nessa idade. Destaque para o envolvimento amoroso com Lana Lang, assim como sua amizade com alguém que se tornaria um inimigo a ser temido: Lex Luthor. Ao longo da série ele sai de Smallville e vai para Metrópolis, tal como ocorre com o personagem nos quadrinhos.

Apesar do grande sucesso, Smallville não é uma série fiel ao que os fãs das HQ queriam, o que não diminui sua pertinência e sucesso. Smallville é a mais longa série de TV produzida com base em Histórias em Quadrinhos.

No elenco estão Tom Welling (Clark Kent/Superboy), Kristin Kreuk (Lana Lang), Allison Mack (Chloe Sullivan), Erica Durance (Lois Lane), Jensen Ackles (Jason Teague), Michael Rosenbaum (Lex Luthor),. Laura Vandervoort (Supergirl), entre outros.

A série inseriu ao longo de suas dez temporadas, personagens da DC como o Arqueiro Verde, a própria Supergirl, Brainiac, General Zod, Gavião Negro, etc.

Atualmente a série voltou a ser comentada em função da polêmica envolvendo a atriz Allison Mack, acusada de ser uma participante e recrutadora de uma seita que escraviza sexualmente mulheres.

Krypton (2018). Nova série da Netflix que conta a história de Krypton na visão do avô de Kal-El (Superman), cuja meta é transformar um planeta em desordem e caótico num lugar melhor. Em meio à desconfiança, humilhação e desprestígio, Seg-El (Cameron Cuffe) tenta a todo custo não só trazer o prestígio da família.

Por retratar o passado de Krypton e da família El, além de mostrar que Brainiac é bem mais ardiloso do que imaginávamos, a série comprova que é possível incluir elementos à mitologia do planeta, da família do Superman e ao próprio.

Atualmente Krypton conta com um elenco bem entrosado e, sobretudo, com histórias interessantes criadas pelo roteirista David Goyer (Blade, Batman Begins, Jumper, The Dark Knight, O Homem de Aço, Batman v Superman e outras obras) e Ian B. Goldberg.

No elenco estão Georgina Campbell (Lyta-Zod), Shaun Sipos (Adam Strange), Elliot Cowan (Daron-Vex), Wallis Day (Nyssa-Vex), Blake Ritson (Brainiac), Ann Ogbomo (Jayna-Zod) e Ian McElhinney (Val-El).

Notas finais.

Superman sempre foi um ícone, uma inspiração direta e indireta sobre as mentes de várias gerações. Suas ações são permeadas pelo controle, justiça e, sobretudo, por seu amor ao povo que o adotou. Ele se considera um cidadão do mundo, e por ele lutou e lutará incontáveis batalhas. Ainda que sua área principal de atuação seja os EUA, nós podemos considerá-lo um patrimônio da Terra.

Certamente que Jerry Siegel e Joe Shuster jamais imaginaram o grau de importância de sua criação, mas, afinal, qual pai tem certeza sobre o futuro do filho?

A verdade é que o alcance de uma simples história em quadrinhos chegou a patamares inconcebíveis por ocasião de sua concepção. Centenas de derivados surgiram, desde simples figurinhas, brinquedos, artes, tatuagens, games, livros, músicas, peças teatrais, filmes, fantasias, adereços para festas e muitos mais. Entretanto, a grande lição ao analisarmos a maioria das histórias do Homem de Aço é a de que não podemos julgar alguém por sua origem. O herói é um alienígena e, seja como for, provavelmente é o “humano” com maior caráter que já vimos. Um verdadeiro exemplo de conduta moral e respeito mútuo. Muitos, na verdade quase todos, agiriam de modo diferente, seja desprezando os que não estão equiparados a ele ou, quem sabe, até se valeriam desse poder inominável para dominar. Isso certamente não ocorrerá com o Homem de Aço. Contudo, isso não é privilégio dos kryptonianos, visto que já surgiram alguns de péssima índole.

As atitudes do Superman são fruto de uma correta criação que lhe embutiu valores que, ao longo dos anos, apenas reforçaram sua inclinação a fazer o bem. Em tempos onde o ruim e o desrespeito aos valores morais e comportamentais estão em alta, nada mais justo que ter esse reforço para induzir crianças, jovens e adultos a fazer o bem.

Fazer o bem… essa é premissa por trás do personagem. Talvez seja por isso que sua longevidade ultrapasse gerações. Todos temos em nosso âmago a vontade inata de praticar o bem.

 

Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Topo