Rocky IV (1985) VS Creed II (2018). - NoSet
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Rocky IV (1985) VS Creed II (2018).

Salve Nosetmaníacos, eu sou o Marcelo Moura e hoje vamos falar de um filme que pode se tornar um novo clássico do cinema de drama e ação. Creed II une duas gerações de cinéfilos e consegue, de maneira bem simples, trazer um Sly completamente mudado como ator. Senti todo o saudosismo do espetacular Rocky 4, um dos mais completos filmes da franquia. Então entenda que esta crítica é cheia de carinho e emoção com um ótimo trabalho, que longe de uma indicação ao Oscar, é para nós, fãs de cinema.

Rocky IV (1985)

Direção e roteiro Sylvester Stallone, elenco Sylvester Stallone, Talia Shire, Burt Young, Carl Weathers, Brigitte Nielsen, Tony Burton e Dolph Lundgren. Lançado nos Estados Unidos em 27 de Novembro de 1985 e no Brasil em 17 de Janeiro de 1986, Rocky IV é o quarto filme da Franquia  Rocky que iniciou em 1976 com o Rocky: O Lutador. O filme ganhou o três Oscars com Melhor filme e diretor (John G. Alvdsen), e melhor edição com Richard Halsey e Scott Conrad. Além disso, no mesmo ano, ganhou um Globo de Ouro como Melhor Filme Drama.

Sinopse: Após reconquistar o título de campeão mundial de boxe e derrotar Clubber Lang , surge um novo desafio para Rocky: um novo e forte lutador de boxe da União Soviética chamado Ivan Drago chega aos Estados Unidos e deseja realizar uma luta de exibição contra o campeão americano. Ao saber disto, o ex-campeão Apollo Creed revela ao seu amigo Rocky que está insatisfeito por estar longe dos ringues há vários anos e pede a Rocky que o deixe lutar em seu lugar, para provar que ainda está em forma e também que os atletas americanos são melhores que os soviéticos. Na entrevista coletiva, onde Apollo e Drago ficam lado a lado, Apollo, por puro exibicionismo, faz várias ofensas e ameaças a Ivan Drago e à sua equipe, enfurecendo o lutador soviético. No dia da luta, em Las Vegas, Apollo prepara uma festa americana, regada ao som do cantor James Brown, cheio de otimismo e sem qualquer dúvida quanto à sua vitória. Porém, o lutador soviético o espanca sem piedade no primeiro round. No intervalo, Rocky pede a Apollo que desista, já prevendo o pior. Mas Apollo diz que pretende continuar e ainda pede que Rocky não mande parar a luta. No segundo round, Apollo, já cansado e ferido, recebe outra impiedosa surra de Drago e cai ao chão morto. Drago diz ainda no ringue que não se importaria nem um pouco se Apollo morresse. Assim, Rocky decide ir treinar na gelada Sibéria, com a ajuda de Paulie e do treinador Duke (antes, treinador de Apollo), para se preparar para lutar contra Drago em outra luta de exibição, que seria realizada em Moscou no dia de Natal, não só para vingar Apollo, mas para também mostrar a verdadeira força dos Estados Unidos.

Creed II (2018)

Dirigido por Steven Caple Jr., produzido por Sylvester Stallone, Kevin King-Templeton, Charles Winkler, William Chartoff, David Winkler e Irwin Winkler, roteiro de Juel Taylor e Sylvester Stallone, história por Sascha Penn e Cheo Hodari Coker, baseado em personagens de Sylvester Stallone, Estrelando Michael B. Jordan, Sylvester Stallone, Tessa Thompson, Wood Harris, Phylicia Rashad e Dolph Lundgren, música por Ludwig Göransson, produção Metro-Goldwyn-Mayer, Warner Brios e New Line Cinema, distribuído por Metro-Goldwyn-Mayer (EUA) e Warner Bros. (internacional). Com um orçamento de apenas US $ 50 milhões e um bom resultado de bilheteria com US $ 176 milhões, Creed II é um filme de drama esportivo americano de 2018, uma sequência de Creed (2015) e o oitavo da série de filmes Rocky. O filme segue uma luta de mais de 33 anos , quando Adonis Creed encontra um novo adversário no ringue: Viktor Drago, filho de Ivan Drago, o poderoso atleta que matou o pai de Adonis, Apollo Creed . Uma sequela de Creed foi confirmada em janeiro de 2016, embora devido ao envolvimento de Coogler e Jordan em Black Panther, o filme foi adiado, com Coogler sendo finalmente substituído por Caple. Stallone completou o roteiro em julho de 2017 e anunciou que Lundgren estaria reprisando seu papel como Drago, e as filmagens começaram na Filadélfia em março de 2018, durando até julho. O filme recebeu críticas positivas que elogiaram o elenco e o desenvolvimento do personagem.

Sinopse: Adonis Creed (Michael B. Jordan) saiu mais forte do que nunca de sua luta contra ‘Pretty’ Ricky Conlan (Tony Bellew), e segue sua trajetória rumo ao campeonato mundial de boxe, contra toda a desconfiança que acompanha a sombra de seu pai e com o apoio de Rocky (Sylvester Stallone). Sua próxima luta não será tão simples, ele precisa enfrentar um adversário que possui uma forte ligação com o passado de sua família, o que torna tudo ainda mais complexo.

Crítica: Tive a oportunidade de assistir antes do filme a entrevista do elenco, Jordan e Munteanu, no programa de humor e entrevista The Noite, do apresentador Danilo Gentille. Foi prazeroso ver dois jovens atores, um já com seu nome marcado em duas franquias de sucesso e outro no início da carreira, tão felizes com o trabalho que faziam e carismáticos com seu público, mesmo em um país tão diferente e com uma língua tão difícil. Eu, que se já queria ver o filme por causa do Sly, agora ficava mais intrigado ainda por causa desses divertidos jovens. Uma coisa que eles contaram, e que já imaginava ser verdade, é que muitos daqueles socos no ringue realmente “entraram com força” e que era aceitável, para criar mais credibilidade. Algumas vezes eles realmente precisavam de atendimento médico. Uau!!

Não posso deixar de dizer que me impressionou a mão do novato diretor Steven Caple Jr, pois o trabalho de unir dois filmes e duas gerações, com mais de trinta anos de diferença, e contar uma história que precisava fazer sentido, sem alterar em nada a essência original dos personagens, principalmente porque também estamos falando de uma época onde o grande contesto era a diferença social entre dois países vindos da guerra fria, foi realmente uma missão difícil. Além do mais, Caple Jr. substituía Ryan Coogles de Pantera Negra e do Creed original. É claro que ter o Sly no elenco e roteiro ajudou muito a trazer esse contexto para uma continuação, além de quase todo o elenco principal de 1985, e mesmo quem não podia estar no filme, foi lembrado ou fez uma ponta, então toda o univeso cinematográfico de Rocky esteve presente no filme, o que honrou demais essa história de vitórias e sucesso do Sly, dando um possível final a saga de Rocky Balboa com mais conteúdo do que outros personagens também dos anos 80 que se arrastam por aí, sem precisar ser comprado pela Disney.

Do elenco Tessa Thompson (Bianca Taylor) vai conquistando seu espaço em franquias cinematográficas. Esteve em Thor Ragnarok e agora no reboot MIB, ambos com seu jeito debochado, mas aqui em Rocky nos presenteia com um estilo bem dramático na medida para a parceria com Jordan e Sly. Eu adoro o jeitão canastrão de Dolph Lundgren (Ivan Drago), desde Rock 4, passando por He Man até Os mercenários. Não é difícil dizer que suas melhores atuações estão sempre vinculadas ao aimgo Sly, até porque ele já fez cada filme ruim que dá pena. Surpreendeu a aparição da atriz Brigitte Nielsen (Ludmilla Drago) no filme. A ex esposa de Sly sempre foi mal vista em Hollywood por causa de sua separação com Stallone e apesar de ter feito papeis marcantes nos anos 80, em filmes como Red Sonja, Um Tira da Pesada II e Stallone Cobra, após o divórcio nunca mais teve uma oportunidade em filmes de sucesso, fazendo filmes B de gosto duvidoso.  O próprio papel de Ludmilla no filme, como ex esposa de Drago que o abandonou e ao filho após a derrota contra Rocky, diz muito sobre isso.

Curiosidades: No agregador de revisão Rotten Tomatoes, o filme detém uma taxa de aprovação de 83% com base em 232 avaliações, com uma classificação média de 6,9 ​​/ 10. O consenso crítico do site diz: “A adesão do Creed II à fórmula de franquia se soma a uma sequência com poucas surpresas verdadeiras, mas seus temas geracionais testados pelo tempo ainda oferecem um sólido impacto.” Em Metacritic , o filme tem uma pontuação média ponderada de 66 em 100, com base em comentários de 45 críticos, indicando “geralmente favorável”.  As audiências pesquisadas pelo CinemaScore deram ao filme um grau médio de “A” em uma escala A + a F, a mesma pontuação obtida por seu predecessor, enquanto os fãs relatados pelo PostTrak deram uma pontuação positiva de 87% e 72% “recomendam definitivamente “. Odie Henderson de RogerEbert.com deu ao filme três de quatro estrelas, afirmando que ” Creed II é vítima dos pecados de sequelite – é maior, mais alto e mais grandioso do que seu antecessor – ainda consegue se endireitar por não perder o foco no humanidade de seus personagens centrais. ” Owen Gleiberman da Variety chamou o filme de “empolgante e eficaz” e escreveu ” Creed II foi feito com coração e habilidade, e Jordan investe cada momento com uma convicção tão feroz que ele faz tudo parecer que importa. Mesmo que tudo importava um notável entalhe mais em Creed “. Eric Kohn do IndieWire deu ao filme um “B”, elogiando a performance de Stallone e dizendo: “A cinematografia de Kramer Morgenthau não tem as incríveis acrobacias de steadicam de Creed , mas a batalha entre Adonis e Viktor ainda oferece um espetáculo de luz deslumbrante que se encaixa direito no caos visceral da batalha, capturado de tantos ângulos, alguns espectadores podem ver os próprios socos. ”

 

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