Teimosia e Mitologia – “O Rei Macaco: Uma Aventura Mágica” - NoSet
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Teimosia e Mitologia – “O Rei Macaco: Uma Aventura Mágica”

As mitologias são bons pontos de partida para histórias mostradas em filmes, em especial nas animações, onde a animação não tem limites.

Uma famosa mitologia chinesa, a do Rei Macaco, guarda um mundo mágico digno de uma produção desse tipo, o que acaba de ganhar, exatamente com esse nome, focando-se no conto da Jornada ao Oeste, assinado por Jihai Ma. O longa chegou ao Brasil a tempo de celebrar a Semana das Crianças nas plataformas digitais pelas mãos da A2 Filmes.

O REI MACACO: UMA AVENTURA MÁGICA
China | 2018 | 95 min. | Animação – Família | Livre

Título Original: Mokey Magic
Direção: Xihai Ma
Roteiro: Chen Zhang
Elenco: vozes nacionais de Renan Freitas, Luiz Felipe Melo, Ricardo Juarez
Distribuição: A2 Filmes

Sinopse: No mundo mágico da mitologia chinesa, o famoso Rei Macaco é expulso do panteão pelos monges Tang e volta para a montanha sagrada, onde viverá uma grande aventura para recuperar seu lugar. Nesta incrível animação, essa história é contada por meio de brinquedos, que recontam o clássico conto chinês Jornada ao Oeste de forma muito divertida.

O filme começa mostrando o famoso Rei Macaco, com sua visão de fogo e teimosia, foi expulso do seu panteão e ninguém sabe o seu paradeiro. Passados anos a história se tornou lenda e há quem acredite que o Rei Macaco volte.

Enquanto isso, uma biblioteca guarda brinquedos e outros objetos que ganha vida à noite. Por lá vive um brinquedo do Rei Macaco, com direito a bastão “de ouro” (símbolo da divindade, mas era de brinquedo também) e tudo mais, achando-se o verdadeiro, motivo para ser piada para todos os colegas.

Cansado de ser zoado pelo pseudo Rei Touro (só tinha o título por causa da competição de dança dos brinquedos), o macaquinho vai para a Jornada ao Oeste. Na verdade, a tal jornada era uma brincadeira da enciclopédia e companhia, mas acaba se realizado mesmo, o macaquinho vai parar em uma floresta e encontra outro macaco, também chamado de Rei Macaco.

Esse outro era um macaco de pedra do templo, uma entidade do panteão, e, por isso, estava mais perto de ser o tal Rei Macaco, tinha até o tal bastão de ouro. O macaquinho pediu emprestado o bastão, para provar a todos na biblioteca que falava a verdade, mas a resposta do outro foi que o bastão escolhe quem obedece e essa pessoa precisa ser mestre do kung-fu, ele seria seu mestre.

Depois de uma sequência de cenas dignas de filmes de filmes sobre artes marciais, com direito a amizade construída pelo respeito entre mestre e aluno, o vilão se manifesta.

Trata-se do Rei Touro Demônio, ele engana o macaquinho para trair o seu mestre, roubando o bastão. Quando o jovem aprendiz percebe o erro é quase tarde demais, o mestre está preso e o exército de touros está tomando de conta da floresta, sem contar com a invasão de touros “normais” na biblioteca.

O aluno não desiste de salvar seu mestre, volta a biblioteca, procura uma solução e consegue que sua amiga, Kiki, ajude na jornada. Ele volta para a floresta, com Kiki ao seu lado, enfrenta o Rei Touro Demônio para soltar o mestre, mas se sente fraco para continuar.

Ela começa a acreditar que é realmente só um brinquedo de plástico, que não pode ajudar. Mas consegue ganhar a confiança do bastão, salvando o dia.

É um filme bem voltado para crianças mesmo, tanto na parte visual quando pela história, todos os personagens têm características cômicas e atrativos visuais. O desenho e as paisagens da animação são bem feitos, os efeitos são de anime mesmo.

Quanto à história, não conhecia esse conto chinês nem essa parte da mitologia, talvez seja um tema interessante filmes de outras faixas etárias, mas entendi que o objetivo de “O Rei Macaco” são os pequenos mesmo.

O macaco brinquedo, o pequeno grande herói, mostra características bem marcantes, ele é teimoso, curioso e tem a tendência de ser um pouco preconceituoso, várias vezes ele julga quem ver apenas pela aparência. Mas o final traz um equilíbrio, mostrando que ele estava errado sobre isso, mas que a teimosia dele valia alguma coisa, tendo sido esse elemento que salvou o dia.

Aos olhos de uma adulta, o filme irrita um pouco em alguns momentos, afinal a linha de raciocínio, e em outros dá para se encantar com o visual. Embora seja fofinho e talvez agrade os pequenos, não é o tipo de animação que adulto assiste e se emociona.

O Rei Macaco Uma Aventura Mágica tem distribuição da A2 Filmes e já está disponível para aluguel e venda em digital com cópias dublada e legendada em diversos serviços de streaming.

Até mais!

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