Família Alada – “Malévola – Dona do Mal” - NoSet
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Família Alada – “Malévola – Dona do Mal”

Há cinco anos fomos apresentados à duas coisas encantadoras: a verdadeira história de uma das vilãs mais icónicas da Disney, Malévola; e ao lado “suave” e meigo de Angelina Jolie. Agora voltamos a ver atriz e criatura nas telonas, com o mesmo encanto!

Em “Malévola – Dona do Mal” a história tem sua continuidade. Aurora é pedida em casamento pelo Príncipe Philip, essa união não representa só o amor entre eles, mas também a paz entre o Reino dos Mors e o Reino de Ulstead. Só que isso não é bem visto pela mãe de Philip, a rainha Ingrith, nem por Malévola.

É importante lembrar que Aurora considera Malévola como sua mãe, logo seria algo importante que ela concordasse com o enlace. Já do lado de Philip, a mãe o fez convidar a noiva e a “mãe” para um jantar no reino deles, para que todos pudessem se conhecer.

O que ninguém sabia é que Ingrith tinha um passado com o Reino do Mors, ela colocava culpa nos seres de lá pela falência do seu reino de origem, logo passou a vida inteira buscando vingança. Por isso conseguiu que um duende fizesse porções para ela, tudo para acabar com fadas, algo que seria mortal para Malévola, além, lógico, de um arsenal inteiro construído com ferro.

Na noite do jantar a reina provocou Malévola de propósito, fez com que essa fada perdesse a compostura. O rei acabou sendo atingido por um feitiço (o mesmo que havia sido atingido Aurora). Malévola ficou como culpada, mas na verdade foi Ingrith que conseguiu realizar o feitiço e incriminar a inimiga.

Com isso Malévola foge voando, seguida do fiel escudeiro Dieval, só que ela é atingida por uma bala de ferro e cai no meio do oceano. Quando nada poderia a salvar, surge outra criatura alada, que a retira do fundo do mar e a leva para o céu (ou é o que parece). Essa criatura é Conall e ele mostra a Malévola que ela não está sozinha, na verdade ela é uma Criatura das Trevas (que nada tem de negativo neste contexto).

Conall fala a história de seu povo, que hoje está resumida só dentro de uma caverna, escondidos, mas antes eles estavam espalhados pelo mundo. Ela ver criaturas como ela, mas de diferentes etnias. Só que ela tinha um diferencial, o seu poder.

Todos ali estão conectados com a natureza, mas ela tinha algo a mais, que poderia auxiliar na guerra contra os humanos que Borra (um líder guerreiro) tanto queria. Isso foi explicado a ela por Conall, na verdade Malévola é descendente direta da Fênix, por isso é tão poderosa.

Enquanto isso, Aurora está em Ulstead, ainda acreditando em Ingrith e tentando se adaptar a aquela forma de viver, sentia falta das criaturas mágica do Reino dos Mors. Ingrith dizia que estava planejando o casamento dela com Philip, sendo a mais amável possível, mas na verdade estava preparando uma guerra.

Ela convidou todas as criaturas de Mors para o casamento, e todos foram, achando que veriam Aurora ser feliz, mas era uma armadilha. Os guardas não deixaram nenhum humano entrar na capela, incluindo Dieval, a ideia era dizimar estes seres com a substância que seu “ajudante” havia desenvolvido.

Isso enquanto usava a mesma substância para atingir o Seres das Trevas que vinham atraídos pela batalha. Mesmo com sua forte ligação com uma humana, Malévola foi tida como a arma secreta da batalha, e ela chegou para resolver sim, mas colocando Aurora como prioridade. Foi em meio a batalha que ela mostrou que era a própria Fênix e que poderia unir os dois reinos, colocando abaixo as desavenças criadas por Ingrith.

E sim, teve casamento, com direito a vestido criado pelas fadas que criaram Aurora!!

Sou um pouco descrente com sequências, sempre crio expectativas e fico um pouco decepcionada. Isso não aconteceu com essa sequência, confesso que a trama do primeiro me agrada mais, por ser um clássico, mas não é tão simples quanto alguns comentários que vi por aí.

A Rainha Ingrith é engenhosa, ela sabe enganar e sabe ser poderosa. Foi uma surpresa ver como ela escondia o laboratório e a fabricação de armas. Ok, eu nunca entraria naquele closet com aqueles manequins macabros dela, mas nunca imaginaria que ao tentar quebrar o pescoço de um uma entrada secreta surgiria.

Ela também foi a mente maligna por trás de um dos elementos mais bizarros do filme, algo que vem sendo comparado com “Game Of Thrones”, mas eu me lembrei da 2ª Guerra Mudial. Refiro-me à sequência de cenas em que os seres dos Mors estão presos na capela e a capataz de Ingrith solta o pó do mal lá (a substância que mata fada) por meio do órgão (instrumento musical com tubos de ar, típico das igrejas góticas).

Foi uma jogada genial, cruel, mas genial! Eu só me lembrei das câmeras de gás que os nazistas matavam os judeus em campos de concentração. O que não está muito longe do contexto do filme, já que Ingrith quer matar os seres porque eles são mágicos e diferentes dela.

Sobre o elenco, não vou me ater a Elle Fanning, Angelina Jolie e Sam Riley (o Dieval) porque já tenho resenha do primeiro, e falo muito deles. Só digo que estão ainda melhores, Angelina Jolie mais linda do que nunca (eu sei que é maquiagem, mas oh mulher linda).

Agora preciso falar de Harris Dicksinson, Michelle Pfeiffer, Chiwetel Ejiofor e Ed Skrein.

Harris Dickinson é o novo Príncipe Philip, e, sinceramente, foi a melhor troca que eles poderiam ter tido. Lógico que a própria história do personagem mudou, ganhou relevância, mas sinto que o ator antigo não teria a metade da força e do carisma que Harris apresentou. Um líder nato, pacificador e justo (e lindo).

Michelle Pfeiffer é Ingrith. Eu nem sei o que falar dessa mulher, porque eu fico pasma a cada vez que a vejo atuar, ela consegue se reinventar sempre. Deu raiva dela, mas, ao mesmo tempo, deu vontade de aplaudir pelo comprometimento e perfeição (sim, vou usar esse termo porque não consigo descrever melhor).

Chiwetel Ejiofor interpreta Conall e, infelizmente, é uma das minhas decepções. Não é pela atuação dele, ele é incrível, mas não passa nem 10min na tela. Ele é atacado logo no começo e morre antes da batalha final, eu esperava o ver mais porque queria ver mais do ator (falo dele na resenha de “O Rei Leão”, ele faz a voz de Scar no live-action).

Ed Skrein é o guerreiro Borra. A cada vez que ele aparecia dava para sentir a ira dele, a expressão dos olhos era impecável. E o melhor foi ver que, apesar dessa ira, ele soube apreciar a paz entre os reinos no final da batalha.

E se tem uma coisa que encanta é a beleza do trabalho geral do filme. Não assisti em 3D, mas me senti dentro do filme, parecia que eu estava voando com Malévola no final. O Reino dos Mors não foi uma surpresa, porque eu sabia o que esperar depois do primeiro filme, mas o refúgio do Povo das Trevas é algo incrível.

E não falo só do ambiente, mas a caracterização dos atores. Se Malévola já é incrível de linda, as outras criaturas aladas são de tirar o fôlego. Três me chamaram atenção, além de Conall e Borra, um albino (eu entendi que fosse), uma amazona morena muito bonita (as asas dela eram coloridas, parecendo com as das araras brasileiras) e uma menininha negra, com cabelo afro, que aprendia a voar (lembrei da minha sobrinha quando eu vi).

Tem mais alguns detalhes que vou deixar para falar no vídeo lá no IGTV!

 

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Até mais!

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