Crítica: O Rei do Show (2017) | Um musical incrível - NoSet
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Crítica: O Rei do Show (2017) | Um musical incrível

Descartando os grandes blockbuster, O Rei do Show é, provavelmente, a chave de ouro que estreou para fechar o ano. O musical que já conta com três indicações ao Globo de Ouro, entre elas de Melhor Filme Comédia ou Musical, Hugh Jackman como Melhor Ator Comédia ou Musical e Melhor Canção Original This is me. P.T. Barnum é um menino de origem humilde, que desde cedo vê seu talento para ser um showman, ainda na infância conhece a doce Charity, menina nobre, que mais tarde será o amor de sua vida. Mas, é na fase adulta que tudo acontece na vida de Barnum, com uma trapaça, ele consegue um empréstimo no banco e com o dinheiro compra um museu, mas vê que isso não dá retorno, então vai atrás de pessoas excêntricas para compor o corpo artístico do seu novo show.

Phineas Taylor Barnum é uma figura publica conhecida, ele é considerado um dos fundadores do circo moderno e na época seu sucesso foi tão grande que ele foi um dos primeiros milionários do ramo do showbusiness. O título de “showman” não é à toa, no filme Phineas é vívido por Hugh Jackman, popularmente conhecido por dar vida ao Wolverine, mas engana-se quem acha que é o primeiro musical do ator, Jackman já soltou a voz no aclamado Os Miseráveis. O elenco conta com Michele Willians vivendo a Charity, que apesar de cantar no filme é mais reconhecida por seus papéis dramáticos como em Sete Dias Com Marilyn, Zac Efron, figurinha carimbada em musicais, no bom e velho High School Musical e Hairspray.  O elenco que conta com outros nomes como Zendaya Coleman, Rebecca Fergunson, entre outros grandes nomes que “literalmente” dão um show.

Do diretor estreante Michael Gracey e com o roteiro de Bill Condon (Diretor em A Bela e a Fera) e Jenny Bicks (Roteirista em Marley e Eu), somos agraciados com um verdadeiro espetáculo. De cara, com os atores mirins que dão vida a Phineas e Charity acompanhamos o seu desenvolvimento com uma bela musica que segue até sua fase adulta, essa transição é algo um tanto piegas e até clichê tratando-se de musicais, mas ainda assim muito belo. Inclusive beleza é o que não falta nas mais diversas cenas do filme sejam as cenas em família, de amor, do circo ou do teatro, é tudo muito deslumbrante e emocionante. Falando em beleza, algo que chama a atenção no filme é o figurino que fica a cargo de Ellen Mirojnick, trajes impecáveis e muito fiéis ao período que o filme se passa que seria por volta dos anos 20. Os cenários e locações não ficam atrás e o espectador é totalmente inserido no universo dessa década.

O longa-metragem, que além do figurino, cenários e locações incríveis, não poderia ficar atrás nas músicas, não é a toa que já tem uma indicação ao Globo de Ouro com a canção “This is Me”. As composições ficaram nas mãos de Benj Pasek e Justin Paul responsáveis pelas músicas do premiado La La Land – Cantando Estações. Inclusive, é possível notar uma pequena semelhança um com o outro, mesmo que distante. As vezes, está na poesia das letras, nas cores ou na composição de cena.

O Rei do Show conta a história de um homem que tinha sonhos e foi capaz de viver deles, na época Phineas Taylor Barnum não agradou a muitos, principalmente, aos nobres e aqueles que não aceitavam o fato de Barnum dar espaço aos excêntricos e rejeitados fazendo um show espetacular com eles. Até no filme tem a presença de crítico.  Em um período de sua vida, Phineas migrou para outros segmentos do show bussiness, investiu seu tempo e dinheiro em uma grande turnê com a cantora Jenny Lind (Rebecca Fergunson), no filme isso gera conflitos nos seus negócios com o circo e principalmente em sua vida pessoal, porque nem tudo são rosas e é necessário ter um impasse. Isso pra maioria vai soar como previsível, de fato acaba sendo algo previsível, tanto isso como outras situações, mas não torna o filme ruim ou o diminui. Levando em consideração que foram sete anos de desenvolvimento, semanas de preparação do elenco e equipe, não era de se esperar algo menos que sensacional.

Nota: 

Título Original: The Greatest Showman

Diretor: Michael Gracey

Elenco: Hugh Jackman, Zac Efron, Michelle Willians, Zendaya, Rebecca Fergunson, Keala Settle, Yahya Abdul – Mateen II, Paul Sparks.

Sinopse: P. T. Barnum, um showman que tem uma tendência natural de enganar seu público, decide montar um circo na esperança de ficar famoso. Durante sua saga há ainda uma importante questão pendente em sua vida, uma paixão cega pela cantora Jenny Lind.

Trailler

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