Brightburn: Filho das Trevas - Ele não está aqui para salvar o mundo - NoSet
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Brightburn: Filho das Trevas – Ele não está aqui para salvar o mundo

Brightburn é um terror que vale a pena ser visto. Um meteoro cai dentro de uma fazenda em uma cidade do Kansas. O casal que morava lá sai para verificar e encontra um bebê, logo o adotam. O garoto cresce e começa a perceber que não é como as outras crianças. Nunca sangrou, nunca quebrou nenhum osso.

Este poderia ser o começo de uma das histórias de super-herói mais famosas que conhecemos se a família Gunn não tivesse pensado no “mas e se ele não fosse bom?”

No universo dos quadrinhos, a temática do Superman malvado já foi explorada, tanto que a primeira versão do personagem era de um vilão com poderes psíquicos, mas nunca foi adaptada para os cinemas. Assim como Romeu e Julieta é base para diversos filmes de romance, a história do Homem de Aço serviu de guia para a criação de um roteiro com uma atualizada em sua crítica.

Se antes, Clark Kent era a esperança para um povo, Brandon Breyer é uma resposta a uma ideia. Como ser bom em um mundo onde a sociedade facilmente corrompe essa bondade com ataques? Como não ser egoísta quando você é criado acreditando ser superior e especial pelos seus pais? Se você tem super força, solta raios pelos olhos, por que se submeteria a humilhações diárias quando pode simplesmente exterminá-las?

Junte gore + cenas agonizantes + sustos + história familiar + criança assassina e dificilmente teríamos um filme que não desse certo.

Brandon é um sociopata que é possuído por sua origem e super valorizado pela sua criação. Não é um filme para ser genial, é de certa forma uma volta aos Slashers que eram produzidos com uma leve critica ali, mas com o objetivo principal de entreter o espectador. E o entretenimento entra até nas pequenas referências, como a capa que o garoto começa a usar é o cobertor que ele foi encontrado enrolado. Ou a máscara, que não descobri se a referência foi essa mesmo, mas me lembrou bastante o Elmo do Sonhar do Sandman, que servia para guardar o poder dele no caso de ficar fraco.

Dirigido por David Yarovesky, escrito por Brian Gunn e Mark Gunn, produzido pelo James Gunn.

O elenco é composto por Elizabeth Banks, David Denman, Jackson A. Dunn, Matt Jones e Meredith Hagner

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