Planeta dos Macacos: A Guerra - Crítica - NoSet
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Planeta dos Macacos: A Guerra – Crítica

Depois de seis anos, vemos a nova versão de “Planeta dos Macacos” chegar ao fim. Seis anos contando, obviamente, a partir do filme com James Franco de 2011, “Planeta dos Macacos: A Origem”. Conhecemos a história dos filmes desde 1968, e que de lá até aqui foram nove filmes. Não que este seja o final de uma das sagas mais revolucionárias do gênero Ficção Científica, já que o produtor Peter Chernin confirmou, ao lado do diretor Matt Reeves, que ama estes personagens e adoraria continuar explorando-os. Mas, “Planeta dos Macacos: A Guerra”, finaliza a história de Caesar (Interpretado por Andy Serkis, por meio de captura de movimentos).

E apesar de muitas pessoas criticarem a existência dessa pre-quel – que é um filme que se passa antes dos eventos de um outro determinado filme (Eu sei, é confuso) -, eu vi, desde o início, um grande potencial na história de Caesar. Um filme de origem, contando como tudo começou, é sempre interessante. Claro que poderia ter parado por ali. Afinal, o primeiro filme dessa trilogia tem um final bem claro, e que poderia ser encerrado ali. Mas, o personagem de Andy Serkis precisava de uma conclusão, e os produtores souberam muito bem fazê-lo.

“Planeta dos Macacos: A Guerra” soube mostrar o significado da palavra humanidade. Deixando claro que ela, em seu significado real e não etimológico, pode estar presente em animais também. Já ouviram algumas pessoas dizendo que alguns animais são mais humanos que certas pessoas? Parece loucura, mas este filme soube explicar isso, com cenas densas e bem emotivas. (Caíram algumas lágrimas, confesso.). Apesar de ser um filme que mostra uma breve “guerra” entre os humanos e os macacos, a conclusão da trilogia se mostra mais filosófica do que intensamente violenta.É uma obra em que você ama os personagens principais, e se sente parte da história. Você faz parte do bando também, sentindo isso em muitos momentos. E de forma incrível, dificilmente terá pena dos humanos que ainda restaram, que foram caracterizados cruéis e frios, com um pensamento focado totalmente na sobrevivência e em estratégias bélicas.

Mesmo a trama sendo envolvente, os personagens conseguem prender sua atenção, de maneira que mesmo sem falas (a maior parte vem de Caesar), não fica um puro tédio. Muitas cenas bem longas são feitas somente em linguagem de sinais. Talvez tenha sido essa a razão de Bad Ape (Interpretado por Steve Zahn em captura de movimentos) ter aprendido a falar. Além de ser também um alívio cômico para um filme tão intenso, ele funciona como um segundo porta-voz da equipe e tem um papel vital em certas cenas.

Ainda que o filme seja focado no grupo de Caesar, o antagonista é totalmente humano. Woody Harrelson apresenta um Coronel totalmente focado em manter a existência humana, mostrando até possibilidade de trair sua própria espécie se for por uma questão de sobrevivência. Ao contrário do impiedoso Coronel, Nova (Amiah Miller) dá uma leveza a trama. Ela mostra a Ceasar e aos outros, que tem ainda existem humanos com um pouco de amor e livre de medo.Com efeitos visuais que te deixam confusos em relação a realidade, “Planeta dos Macacos: A Guerra” soube mostrar o significado da palavra humano, mostrando criaturas que te deixam emocionado e preocupado, de forma que você se comunica tão bem com eles, que até torce pela união dos macacos e a queda de um Coronel. A frase que se leva o filme todo “Apes together strong” (Macacos unidos fortes) mostra como a união faz a força, e como a família e os amigos são importantes na nossa vida. Como um bando verdadeiramente unido e fiel, faz a diferença para a conclusão dos eventos.

Quando saí do cinema, pensei em como poderia ter sido diferente. Mas, depois de pensar melhor, vejo que é assim que se conclui a saga de um herói altruísta como Caesar, tão assombrado pelo seu passado, mas finalmente se encontrando.

Nota:

Aliás, alguns detalhes não comentados no post, estão também no meu canal Nanda Gray Sloth. Dá uma conferida no canal e na crítica!

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