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Pica-Pau: O Filme (2017)

Salve Nosetmaníacos, eu sou o Marcelo Moura e somente agora, tive coragem de assistir esta bomba do filme do Pica Pau, que nem foi para os cinemas e ficou esquecido por aí, e após 94 minutos horrorosos de um filme despretensioso e com vários erros, tive vontade de publicar esta matéria.

Pica-Pau: O Filme

Direção Alex Zamm, produção Mike Elliot, coprodução Greg Holstein e Alex Zamm, produção executiva George Engel e Lisa Gooding, roteiro William Robertson e Alex Zamm, baseado no personagem de animação Pica-Pau de Walter Lantz. No elenco Eric Bauza, Timothy Omundson, Thaila Ayala, Graham Verchere, Scott McNeil e Adrian Glynn McMorran. Companhias produtoras Universal 1440 Entertainment, Walter Lantz Productions e Universal Animation Studios, distribuição Universal Pictures.

Woody Woodpecker é um filme norte-americano inspirado nas antigas animações do Pica-Pau, por Walter Lantz. O filme combina o uso de live-action e animação digital. O filme foi lançado apenas nos cinemas do Brasil no dia 5 de outubro de 2017 e estreou no mês de fevereiro de 2018 em alguns países da América Latina. Na maior parte do mundo, o filme saiu diretamente em vídeo, começando pelos Estados Unidos no dia 6 de fevereiro de 2018.

Sinopse:

Lance Walters (Timothy Omundson), um advogado de uma grande empresa, acaba dando uma declaração contra qualquer defesa do meio ambiente. Com isso ele acaba sendo demitido, e tem como idéia construir uma casa num ambiente natural próximo à fronteira com o Canadá. Assim, Lance parte com sua noiva Vanessa (Thaila Ayala) para o terreno paradisíaco. O que ele não esperava é que Tommy, filho adolescente de Lance com sua ex-esposa Linda, também estaria presente nessa viagem, assim como a pior surpresa: a presença do Pica-Pau (Eric Bauza), que mora justamente na floresta onde o empreendimento será construído. Enquanto Lance tenta, de todas as maneiras construir sua casa à beira do rio, o protagonista, por sua vez, demonstra todo seu arsenal para infernizar a vida de Lance.

Crítica: Do mesmo universo fictício onde animais falantes de desenhos animados convivem com seres humanos, como no bom filme do Zé Colméia: O Filme (2010) de Eric Brevig (custo de US$ 80 milhões e bilheteria de US$ 202 milhões) e esquecível Marmaduke: O filme (2010) de Tom Dey (custo US$ 50 milhões e bilheteria de US$ 80 milhões), Pica Pau de Alex Zamm (Inspetor Bugiganga 2) é o melhor exemplo de como um filme uma ideia interessante pode ficar muito ruim. Detestei a inserção do personagem em 2D no filme Live Action, mas entendo que alguns críticos que gosto, acharam este tipo de homenagem interessante, mas fica por ai a divergência de opiniões.

Pica Pau sempre foi um bad boy, um irreverente, um egoísta e um péssimo exemplo para as crianças, mas até aí seu charme era muito maior que suas traquinagens infantis com raras conseqüências, lembrando que seu concorrente de mesma longevidade, o coelho Pernalonga também tinha este perfil, mas amadureceu bastante com os anos e migrou fácil para o cinema, mas esta versão do Pica Pau em um filme live action me pareceu forçada demais, fazendo com que o roteirista achasse desculpas mirabolantes para a história funcionar na relação de escolhas risíveis e sem sentido entre pássaro e humanos, o que já não é bom em um filme normal, imagine aqui na sopa de letrinhas que foi.

A escolha de Zamm e de seu roteirista Robertson do Pica Pau quebrar a quarta parede só faria sentido se seus comentários fossem, ou engraçados ou inteligentes, mas infelizmente não foi  isso que aconteceu. Foi tão constrangedor os comentários que não causou nenhum efeito sobre quem assiste ou  constrangimento aos que estavam a sua volta no filme. Tudo muito superficial e idiotizado ao extremo, talvez funcionando com crianças de 4 anos, mas sofrível para adultos. Talvez alguns easter eggs e referências  de nossa geração ajudasse um pouco mais, como “E Lá Vamos Nós” e “Chamando Dr Hans Schucrutz” ajudasse na crítica do filme, mas não foi dessa vez. Com um orçamento de U$10 milhões, um filme pobre e um elenco adulto risível, o filme até conseguiu se pagar com a receita de U$ 22 milhões em todo mundo e mais um prego no esquecimento do Pica Pau para as crianças do nosso século.

 

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