Mulher-Maravilha (2017) | O melhor do que a DC oferece em anos! - NoSet
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Mulher-Maravilha (2017) | O melhor do que a DC oferece em anos!

É, os tempos mudam. Em meio ao polêmico (porém desnecessário) embate entre DC Comics e Marvel, chegou a vez da DC mostrar que também é capaz de melhorar o universo de seus super-heróis nas telonas. Acaba de chegar ao Brasil um dos blockbusters mais esperados do ano, que traz ninguém mais, ninguém menos, que a linda, a poderosa, a maravilhosa, ‘Mulher-Maravilha’! O longa, dirigido por Patty Jenkis, tem Gal Gadot (‘Velozes e Furiosos 6’) na pele da célebre protagonista, além de Chris Pine (‘Star Trek’), Danny Huston (‘X-Men Origens: Wolverine) e David Thewlis (‘O Menino do Pijama Listrado’) no elenco. Então se você é fã devoto das HQs e acompanhou a jornada dessa icônica heroína desde criança, prepare o bolso e a pipoca e não deixe de conferir este filme nos cinemas, pois ‘Wonder Woman’ garante um entretenimento de qualidade a todos os públicos!

Na trama, antes de virar a Mulher-Maravilha, a princesa Amazona Diana foi treinada para ser uma guerreira. Ela vive numa ilha remota e ao conhecer o piloto Steve Trevor, descobre que o mundo está em guerra. Inconformada em se manter isolada na ilha, ela decide usar seu poder para acabar com o conflito. A película é sem dúvidas um filme espetacular de aventura, narrado com grande jogo de luzes, câmeras sempre móveis, lutas e mergulhos incríveis em slow motion. Com um enredo que consegue instigar a curiosidade do público, o longa raramente se perde em sua execução, deixando a certeza de que se comparado com ‘Batman vs. Superman’ (último longa da DC que dividiu opiniões), este aqui atende às expectativas do público, tornando-se a volta por cima de tudo. Em outras palavras, o estúdio demonstrou sua superioridade e, acima de tudo, prova que valeu a pena cada minuto.

Enfatizando um pouco de roteiro, é imprescindível que contenha um clichê aqui e outro ali – principalmente em algumas das cenas de ação, que por conta de serem deveras curtas, não causaram tanta emoção como o esperado -, então se pararmos pra pensar em como os filmes de ambos os universos Marvel e DC parecem não encontrar uma saída daquelas frases feitas entre heróis e vilões, como “então eu te matarei” ou “agora te destruirei para sempre”, esse tipo de chavão já virou algo irrelevante e que de certa forma não nos incomoda mais. Justo pelo contrário, tem sido um aspecto indispensável nos filmes da velha Hollywood. Aliás, muito além dos avanços que a super-heroína passou desde que a primeira série com Lynda Carter foi lançada lá em 1979, a Mulher-Maravilha procura entregar um panorama sobre a ciência da mente e do comportamento. Conceitos estes que por incrível que pareça, até servem de lição às nossas condutas. Por exemplo, nos instantes em que ela diz “você não vai me dizer o que fazer”, isto só explicita o fato de que a personalidade forte de Diana é marcada pelo notável destemor.

Quanto ao elenco, temos a diva Gal Gadot, que incorpora muito bem a protagonista e carrega uma performance segura como a destemida Diana. Já Chris Pine é um ator carismático, sejamos sinceros. Tanto no campo de ficção quanto da comédia, suas aparições são sempre plausíveis e aqui, o personagem dele é deveras relevante; aliás, é difícil achar alguma obra cujo desempenho seja mediano. Já os vilões não foram lá os melhores – ressalto Danny Huston (‘American Horror Story), que junto com Elena Anaya (‘A Pele que Habito’) poderiam ter sido melhor aproveitados e por que não, aparecido mais? Tudo bem que o mistério revelado no 2º ato consegue mudar essa ideia, mas ainda assim, a caracterização dos personagens do mal em questão deixou um pouco a desejar. Contamos ainda com alívios cômicos na fita; falo de Lucy Davis, atriz que desde ‘Garfield 2’ mudou bastante e no decorrer dos eventos rendeu bons momentos engraçados. Além disso, há também leves tiradas de humor entre o capitão Steve Trevor (Pine) e Diana Prince (Gadot), cujos diálogos garantem boas risadas, embora as pequenas gafes estejam incluídas em tais cenas. Outrossim, o sentimento de apego que os espectadores talvez adquiram pelos personagens pode causar revoltar em uns e aceitação de outros. Da mesma forma, todos sabemos que no mundo das HQs, sacrifícios devem ser feitos e lutar por uma causa justa sempre termina por se tornar a maior evidência de coragem de alguém, seja ele humano ou não.

Ademais, a trilha sonora é um show à parte: o compositor Rupert Gregson-Williams (o mesmo de ‘A Lenda de Tarzan’) nos brinda com épicas faixas durante suas 2 horas e 20 minutos de projeção. Sem contar que os efeitos visuais apesar de estarem quase sempre presentes, não deixam de agradar aos mais aficionados por CGIs caprichados e, sobretudo, aqueles que não se importam dos mesmos serem artificiais, excessivamente falando. Com um orçamento estimado em 149 milhões de dólares e locações belíssimas que vão desde os cenários paradisíacos de ilha de Temiscira, na Itália até as filmagens em Bourne Woods, localizada em Lincolnshire, Inglaterra. Convém ressaltar novamente a incrível fotografia ambientada na velha Londres, que felizmente não ficou escura e os belos figurinos de época, que combinaram perfeitamente com cada personagem do roteiro. Assim sendo, a despeito de todos os aspectos (que levam mais prós do que contras), ‘Mulher-Maravilha’ tem seu mérito a ser considerado e é uma ótima pedida para o seu fim de semana.  Independente dos pequenos deslizes que este blockbuster com hype relativamente alto talvez exponha, você, querido leitor e amante da sétima arte, certamente irá gostar. Afinal de contas, é um daqueles filmes que o povo adora e ponto final!

Título Original: Wonder Woman
Direção: Patty Jenkins
Duração: 141 minutos
Nota:

Confira o trailer:

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